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Adorado por mais de 1,5 milhão de fãs e famoso por cruzar desertos e montanhas com o dono, cachorro famoso é roubado e acaba servido em restaurante, na China

Publicado em 20/06/2026 às 00:51
Atualizado em 20/06/2026 às 00:53
Cachorro influenciador Chutou, um border collie famoso na China, foi roubado e abatido, segundo o tutor; caso reacende o debate sobre proteção animal.
Cachorro influenciador Chutou, um border collie famoso na China, foi roubado e abatido, segundo o tutor; caso reacende o debate sobre proteção animal.
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O caso envolve Chutou, um border collie de oito anos com 1,5 milhão de seguidores no Douyin. Segundo o relato citado pela imprensa, o cachorro foi vendido por cerca de R$ 130, e a falta de lei nacional faz a polícia tratar tudo como furto, e não como crueldade.

A história de um cachorro famoso da internet chinesa terminou de forma chocante, com o animal roubado e, segundo o tutor, abatido para virar prato em um restaurante. De acordo com o South China Morning Post, citado pela reportagem, Chutou era um border collie de oito anos com mais de 1,5 milhão de seguidores na rede social Douyin e companheiro inseparável do influenciador de viagens Guo. O caso provocou indignação dentro e fora da China e reacendeu o debate sobre proteção animal no país.

Segundo o relato, o desaparecimento do cachorro ocorreu em maio, enquanto Guo estava em viagem ao exterior e o animal ficava sob os cuidados dos pais dele, em uma propriedade rural na província de Henan. Câmeras de segurança flagraram um homem e uma mulher chegando em uma scooter elétrica e levando o cão à força, mesmo ele usando coleira e um dispositivo de rastreamento. Adotado ainda filhote em 2018, Chutou havia se tornado conhecido por acompanhar o dono em expedições por desertos, montanhas nevadas e estradas isoladas da China.

Quem era o cachorro Chutou

Chutou, acima, tinha mais de um milhão de seguidores nas redes sociais da China continental. Foto: Douyin
Chutou, acima, tinha mais de um milhão de seguidores nas redes sociais da China continental. Foto: Douyin

O cachorro no centro do caso era Chutou, um border collie que ganhou fama nas redes sociais da China. Segundo a reportagem, ele foi adotado ainda filhote em 2018 e, desde então, passou a aparecer em vídeos ao lado do influenciador de viagens Guo, reunindo mais de 1,5 milhão de seguidores na plataforma Douyin. O animal era descrito como companheiro inseparável do tutor.

A fama do cachorro vinha justamente das aventuras ao lado do dono por regiões remotas do país. De acordo com o material, Chutou participava de expedições por desertos, montanhas cobertas de neve e estradas isoladas, o que ajudou a construir uma base fiel de seguidores que acompanhavam a dupla. Foi esse vínculo público que transformou o desaparecimento em um caso de grande repercussão.

Como o cachorro foi levado

Imagens de câmeras de segurança, acima, mostram os suspeitos de roubo de animais fugindo em uma bicicleta elétrica com Chutou escondido sob uma capa. Foto: Douyin
Imagens de câmeras de segurança, acima, mostram os suspeitos de roubo de animais fugindo em uma bicicleta elétrica com Chutou escondido sob uma capa. Foto: Douyin

O desaparecimento do cachorro aconteceu em maio, segundo o relato, enquanto Guo estava fora do país. Nesse período, Chutou ficava sob os cuidados dos pais do influenciador, em uma propriedade rural na província de Henan. Imagens de câmeras de segurança flagraram um homem e uma mulher chegando em uma scooter elétrica e retirando o animal à força, apesar de ele usar coleira e um dispositivo de rastreamento.

Assim que soube do ocorrido, Guo interrompeu a viagem e iniciou uma busca intensa pelo cachorro. Conforme a reportagem, ele percorreu cidades vizinhas, revisou gravações de vigilância e conversou com moradores até localizar um dos suspeitos. O rastreamento manual, feito pelo próprio tutor, foi o que permitiu reconstruir o caminho do animal após o furto.

O destino do animal, segundo o tutor

A parte mais dura da história do cachorro vem do relato do próprio influenciador. Segundo Guo, o suspeito admitiu ter vendido Chutou por apenas 180 yuans, cerca de R$ 130 na cotação aproximada citada, para um comerciante ligado ao mercado de carne de cão. Pouco depois, ainda de acordo com esse relato, o animal teria sido abatido e servido em um restaurante local.

Ao tentar recuperar algum vestígio do companheiro, Guo procurou o estabelecimento apontado pelo abate. Conforme o material, ele foi informado de que os restos já haviam sido descartados, o que encerrou qualquer chance de despedida. Vale registrar que esse desfecho se apoia sobretudo no relato do tutor, e não em uma apuração independente concluída.

Por que a lei trata o caso como furto

O caso do cachorro reacendeu a discussão sobre a legislação chinesa voltada aos animais de companhia. Segundo a reportagem, algumas cidades, como Shenzhen e Zhuhai, já proibiram o consumo de carne de cães e gatos, mas não existe uma proibição nacional sobre a prática, nem uma lei abrangente de proteção animal. Esse vácuo legal é central para entender o rumo da investigação.

Por causa dessa lacuna, a tendência é que o episódio seja tratado principalmente como furto de propriedade, e não como crueldade contra o animal. Na prática, isso significa que a perda de um cachorro de estimação tende a ser enquadrada como um crime patrimonial, com consequências jurídicas diferentes das que existiriam em uma lei específica de proteção animal. É justamente esse ponto que mobiliza quem pede mudanças.

A revolta e o que Guo pretende fazer

A morte do cachorro provocou forte reação nas redes sociais chinesas. De acordo com o material, milhares de usuários manifestaram apoio ao influenciador e cobraram mudanças na legislação para ampliar a proteção jurídica dos animais domésticos. O caso, que chocou milhões de pessoas, virou um símbolo na discussão sobre proteção animal no país.

Do lado prático, Guo afirmou que pretende levar o caso à Justiça. Segundo a reportagem, o influenciador busca responsabilização criminal e indenização pelos prejuízos sofridos com o furto e a morte do cachorro. O desfecho judicial, porém, ainda depende de como a investigação vai enquadrar o episódio diante da legislação atual.

O caso de Chutou mostra como a perda de um cachorro pode expor lacunas legais e mobilizar uma sociedade inteira. Entre a comoção dos seguidores e os limites da lei chinesa, o episódio reacendeu um debate que vai além de um único animal, sobre como diferentes países tratam juridicamente os bichos de estimação. Resta acompanhar se o caso vai virar, de fato, um ponto de virada na proteção animal na China.

E você, acha que casos como o desse cachorro deveriam ser tratados como crime de crueldade, e não como simples furto? Comente sua opinião, com respeito às diferentes visões sobre o tema.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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