1. Início
  2. / Agronegócio
  3. / Um mundo sem colheitas? Relatório drástico da OMM mostra que o calor extremo já ultrapassa limites no campo e ameaça lavouras, gado, pesca e água
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

Um mundo sem colheitas? Relatório drástico da OMM mostra que o calor extremo já ultrapassa limites no campo e ameaça lavouras, gado, pesca e água

Publicado em 01/05/2026 às 10:34
Atualizado em 01/05/2026 às 10:42
Calor extremo, Colheitas
Imagem: Ilustração
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Ondas de calor mais frequentes, intensas e longas ampliam riscos para lavouras, pecuária, pesca, água e trabalhadores rurais, pressionando a produtividade agrícola e tornando a adaptação uma necessidade urgente no campo

O calor extremo virou ponto de inflexão na agricultura, com ondas de calor mais frequentes, intensas e longas nos últimos 50 anos, afetando lavouras, animais, pesca, florestas e o sustento de milhões.

Calor extremo vira nova condição crítica

A agricultura sempre enfrentou condições difíceis, mas o cenário atual deixou de caber na ideia de ciclo natural. O calor não aparece mais como problema isolado e passou a atingir a base do sistema agrícola.

Relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e da Organização Meteorológica Mundial aponta aumento significativo na frequência, intensidade e duração das ondas de calor em cinco décadas.

Esse avanço significa mais do que dias de temperatura insuportável. Também representa períodos prolongados de calor intenso, capazes de reduzir a produtividade agrícola e dificultar o planejamento no campo.

Um multiplicador de riscos no sistema agroalimentar

O calor extremo funciona como multiplicador de riscos. Ele aumenta problemas já conhecidos, como secas, pragas, incêndios e estresse hídrico, formando combinações que dificultam a produção agrícola.

Esse efeito não se limita às lavouras. Pecuária, pesca e florestas também sofrem impactos, com consequências para a produção e para milhões de pessoas que dependem do setor agroalimentar.

Em termos agronômicos, o calor começa a provocar perdas quando limites críticos são ultrapassados.

Muitas culturas reduzem a produtividade acima de 30°C, enquanto cevada e batata aparecem como exemplos sensíveis.

Pecuária e trabalho também entram em alerta

Na pecuária, o quadro preocupa. O estresse térmico pode começar a partir de 25°C, prejudicando ingestão de alimentos, reprodução e produção de leite ou carne.

Suínos e aves são mais vulneráveis às temperaturas extremas, pois não conseguem regular a temperatura corporal de maneira eficaz. Isso aumenta a pressão sobre sistemas produtivos.

O calor extremo também atinge trabalhadores rurais. Em algumas regiões, dias em que o trabalho fica impossível por altas temperaturas podem crescer, afetando a produtividade agrícola.

Água, secas repentinas e pesca sob pressão

Em uma fase em que cada gota de água conta, o calor agrava o cenário ao elevar a evaporação e reduzir a disponibilidade hídrica. Essa combinação pode provocar secas repentinas, com pouco tempo de reação.

As altas temperaturas ameaçam ecossistemas aquáticos. O aquecimento reduz os níveis de oxigênio na água, podendo causar mortandade de peixes e afetar a pesca e a segurança alimentar em várias regiões.

O impacto alcança a cadeia alimntar. Campo, animais, água, trabalhadores e produção pesqueira passam a sentir os efeitos de uma condição mais dura e persistente.

Adaptação deixa de ser escolha no campo

Adaptar-se ao calor extremo tornou-se uma necessidade. A primeira decisão envolve escolher culturas e variedades mais tolerantes às altas temperaturas, já que essa escolha pode definir o sucesso da safra.

O calendário agrícola também ganha importância. Mudar datas de plantio em dias ou semanas pode evitar que a cultura atravesse sua fase mais vulnerável no auge do calor.

No manejo, não há soluções mágicas, mas há práticas úteis. Cobrir o solo, melhorar a irrigação e criar sombra reduzem o estresse térmico na lavoura, oferecendo flexibilidade para proteger a colheita.

Alertas meteorológicos mudam a forma de trabalhar. Com informação, produtores conseguem antecipar eventos e evitar respostas tardias diante de ondas.

Apoio financeiro pode definir permanência

Nem todos conseguem se adaptar no mesmo ritmo. Seguro, apoio e financiamento se tornam decisivos porque a adaptação tem custo e pode separar quem consegue continuar produzindo de quem abandona a atividade.

A agricutlura opera sob pressão elevada, e repetir práticas dos últimos anos deixou de ser suficiente. A produção não desaparece amanhã, mas os sinais indicam cobrança alta sem mudança de rumo.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x