Além de ampliar recompensa por Maduro para US$ 50 milhões, EUA mobilizam 4.500 militares, reforçam cerco com contratorpedeiros, aviões espiões e navios anfíbios enquanto governo venezuelano convoca milhões de milicianos chavistas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou uma nova ofensiva militar no sul do Caribe, direcionando o destróier USS Lake Erie, com capacidade para 122 mísseis, e o submarino USS Newport News, de propulsão nuclear, para as proximidades da Venezuela. A movimentação ocorre em meio à intensificação da campanha contra o regime de Nicolás Maduro, acusado por Washington de narcotráfico e alianças com grupos criminosos transnacionais.
A operação militar inclui também o retorno de três contratorpedeiros do Grupo Anfíbio de Prontidão (ARG), que haviam recuado temporariamente por conta do furacão Erin. Agora, com tempo firme, voltam à rota, acompanhados de aeronaves como o Boeing E-3 Sentry e o avião Poseidon P-8, que realizam missões de vigilância e patrulhamento no entorno de Aruba e do litoral venezuelano.
Segundo fontes consultadas pela agência Reuters, os navios podem ser empregados tanto para operações de inteligência e dissuasão quanto para ataques táticos, caso haja agravamento do cenário. Os alvos principais seriam embarcações semissubmersíveis utilizadas por cartéis para transportar entorpecentes até o México, com destino final aos EUA.
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Venezuela convoca 4,5 milhões de milicianos e promete defesa total da soberania
Em resposta direta às ações dos EUA, o presidente venezuelano Nicolás Maduro discursou em rede nacional no dia 25 de agosto, afirmando que “ninguém toca nesta terra” e que o povo venezuelano defenderá “sua pátria, sua paz e sua segurança”.
Maduro ainda desafiou os Estados Unidos a responderem como agiriam se figuras políticas americanas pedissem intervenção estrangeira contra seu próprio país. Ele usou a provocação para justificar a mobilização da população civil armada e dos milicianos chavistas como estratégia de proteção nacional.
No início do mês, o líder chavista já havia declarado que defenderia “os mares, os céus e as terras” da Venezuela contra “a ameaça bizarra e absurda de um império em declínio”, em alusão indireta a Washington. A fala foi acompanhada da ativação de milhões de milicianos civis, distribuídos por todo o território nacional.
Trump dobra recompensa e intensifica discurso contra o narcotráfico
O governo Trump dobrou de US$ 15 milhões para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura de Nicolás Maduro, ampliando a pressão judicial e midiática contra o regime. A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, declarou recentemente que US$ 700 milhões em ativos ligados ao chavismo foram apreendidos, e que Maduro lideraria o Cartel de los Soles há mais de uma década.
Segundo Washington, Maduro viola sistematicamente leis internacionais de narcóticos, tomou o poder de forma não democrática e mantém ligações com grupos como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, ambos com atuação internacional no crime organizado.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou a postura bélica ao afirmar que os Estados Unidos usarão “toda a força” contra o regime chavista, incluindo operações militares e ações de inteligência para neutralizar o que classificam como organizações narcoterroristas na América Latina.

As movimentações foram reportadas pelas agências Reuters e CNN Brasil, com detalhes fornecidos por oficiais sob anonimato. A articulação das Forças Armadas dos EUA no Caribe já inclui os navios USS Gravely, USS Jason Dunham, USS Sampson, além do USS Fort Lauderdale e do USS Iwo Jima, compondo uma força de ataque com aproximadamente 4.500 militares, entre marinheiros e fuzileiros navais.
Embora as autoridades americanas não tenham especificado uma missão de ataque direto à Venezuela, o padrão de movimentação bélica e o tom do discurso indicam um cerco estratégico com possíveis ramificações diplomáticas e militares, elevando o nível de alerta na região.


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