Presidente americano quer acordo justo e alerta que não permitirá que a China “brinque o jogo das terras raras”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no domingo (19), a bordo do Air Force One, que não permitirá que a China “brinque o jogo das terras raras”.
A declaração ocorreu em meio à disputa comercial entre os dois países.
Além disso, o líder americano afirmou que as tarifas contra mercadorias chinesas podem ser reduzidas.
No entanto, destacou que isso só ocorrerá se houver contrapartidas claras e concretas por parte do governo chinês.
Trump cobra retomada das compras de soja pela China
Durante a conversa com repórteres, Trump enfatizou que deseja ver a China voltar a comprar soja americana.
O objetivo, segundo ele, é que as compras retornem aos volumes anteriores à guerra comercial.
Assim, afirmou: “Quero que eles comecem a comprar soja, pelo menos na quantidade que compravam antes”.
Por conseguinte, o presidente reforçou que qualquer redução tarifária dependerá de reciprocidade e compromisso real.
Terras raras: o centro da disputa
As terras raras são minerais estratégicos usados em tecnologias avançadas, como semicondutores, veículos elétricos, equipamentos militares e energia renovável.
Além disso, esses elementos são essenciais para a produção global de componentes tecnológicos.
Dessa forma, a China domina grande parte do fornecimento mundial, o que amplia sua influência econômica e geopolítica.
Portanto, a menção de Trump reflete preocupação com a dependência americana desses insumos vitais.
Esses materiais são fundamentais para setores de alta tecnologia e para o equilíbrio estratégico global.
-
A resposta dos EUA à avaliação do Itamaraty sobre risco de operações militares no Brasil: Washington chama alerta de “absurdo” e diz que facções criminosas brasileiras já atuam em solo americano desde maio de 2026
-
Guerra na Ucrânia chega ao tanque dos brasileiros: importação de diesel russo despenca 65% em junho, Brasil corre para EUA e Índia e vê fornecedor que dominava o mercado virar risco para preços e abastecimento
-
Submarino nuclear chinês disparou míssil estratégico no Pacífico com ogiva simulada, atingiu área designada e reacendeu tensão regional, dias depois de Pequim avisar países vizinhos e em meio a exercícios navais com a Rússia perto de Qingdao, enquanto Nova Zelândia e Papua Nova Guiné alertam para presença militar chinesa persistente
-
Funeral do aiatolá Ali Khamenei reúne entre 15 e 20 milhões de pessoas em Teerã com gritos de vingança contra Trump, quatro meses após sua morte em ataque conjunto de Israel e Estados Unidos
Redução de tarifas e exigência de contrapartidas
Trump também declarou que os Estados Unidos “podem reduzir” parte das tarifas impostas à China.
Entretanto, essa medida só será tomada caso o governo chinês apresente ações concretas em resposta às exigências americanas.
Além disso, destacou: “A China precisa fazer algo por nós também”.
O presidente reforçou: “Quero ajudar a China, não quero prejudicá-la, mas tem que ser um acordo justo”.
Assim, Trump deixou claro que a política comercial americana continuará firme e baseada na reciprocidade.
O objetivo é assegurar equilíbrio nas negociações bilaterais e proteger interesses econômicos nacionais.
Posição dos Estados Unidos e impacto global
A fala de Trump, registrada no domingo (19), foi repercutida por agências internacionais como Reuters e Associated Press.
O episódio mostra que as terras raras permanecem no centro da tensão comercial sino-americana.
Além disso, especialistas afirmam que o controle chinês sobre esses minerais críticos influencia cadeias de produção globais.
Esse domínio afeta setores estratégicos, como defesa, energia e mobilidade elétrica.
Portanto, a postura dos Estados Unidos indica uma estratégia de pressão econômica contínua.
A intenção é reduzir a dependência tecnológica e fortalecer a posição americana no mercado global de insumos industriais.
Em síntese, o presidente Donald Trump sinalizou abertura para negociação, mas reforçou limites claros e inegociáveis.
Assim, afirmou que não permitirá que a China use as terras raras como instrumento de poder econômico.
O líder americano quer um acordo justo, equilibrado e transparente, sem concessões unilaterais.

Boa notícia