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Trabalhadores comemoram novo valor do salário mínimo de R$ 2.407,90, o maior do Brasil em 2026; saiba quem tem direito e por que ele supera em R$ 786 o piso nacional.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 22/01/2026 às 16:38
Paraná aprova salário mínimo estadual de R$ 2.407,90 para 2026, o maior do país, com valores por setor e diferença expressiva do piso nacional.
Paraná aprova salário mínimo estadual de R$ 2.407,90 para 2026, o maior do país, com valores por setor e diferença expressiva do piso nacional.
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Reajuste do piso regional consolida o Paraná como estado com o maior salário mínimo do país em 2026, com faixas organizadas por setor de atividade e impacto direto para trabalhadores sem piso próprio definido por lei ou negociação coletiva.

A aprovação dos novos valores do salário mínimo estadual posiciona o Paraná novamente no topo do ranking nacional em 2026.

A decisão foi tomada pelo Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (CETER) e estabelece faixas salariais que variam conforme o setor de atuação do trabalhador.

No teto da tabela, o valor chega a R$ 2.407,90, montante significativamente superior ao salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.621.

Essa diferença representa um acréscimo de R$ 786,90 em relação ao piso federal, reforçando o peso do salário regional no estado.

O piso estadual se aplica a trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que não contam com salário mínimo definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo.

Valores do salário mínimo estadual do Paraná em 2026

Para definir os novos valores, o CETER organizou o piso regional em quatro grupos distintos, levando em conta a natureza das atividades exercidas.

No Grupo I, que abrange trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca, o valor mínimo mensal foi estabelecido em R$ 2.105,34.

Já o Grupo II contempla ocupações ligadas aos serviços administrativos, comércio, reparação e manutenção, com piso definido em R$ 2.181,63.

O Grupo III reúne profissionais da produção de bens e serviços industriais, segmento para o qual o salário mínimo estadual foi fixado em R$ 2.250,04.

Por fim, o Grupo IV, destinado a técnicos de nível médio, alcança R$ 2.407,90, consolidando a maior faixa do piso regional paranaense.

Segundo o governo estadual, todos os valores aprovados terão validade de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026.

Quem tem direito ao piso regional do Paraná

Paraná aprova salário mínimo estadual de R$ 2.407,90 para 2026, o maior do país, com valores por setor e diferença expressiva do piso nacional.
Paraná aprova salário mínimo estadual de R$ 2.407,90 para 2026, o maior do país, com valores por setor e diferença expressiva do piso nacional.

O salário mínimo estadual funciona como referência obrigatória apenas em situações específicas.

Ele se aplica quando não existe piso salarial definido por legislação federal ou por instrumentos de negociação coletiva.

Nos casos em que sindicatos e empregadores firmam convenções ou acordos com valores próprios, esses pisos continuam prevalecendo.

Da mesma forma, categorias com salários mínimos estabelecidos por leis específicas não são alcançadas automaticamente pelo piso regional.

Assim, o valor estadual atua como uma base mínima para relações de trabalho que, de outra forma, ficariam sem parâmetro legal de remuneração.

Por que o salário mínimo do Paraná é maior que o nacional

A definição dos valores levou em consideração critérios técnicos previstos na legislação estadual.

Entre os principais indicadores utilizados está o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice mede a inflação enfrentada por famílias de menor renda e costuma orientar políticas salariais.

Além disso, o conselho levou em conta a política nacional de valorização do salário mínimo, adaptando-a às características do mercado de trabalho paranaense.

A segmentação em grupos busca reconhecer diferenças entre setores econômicos, evitando a aplicação de um valor único para realidades distintas.

Etapas para o piso estadual entrar em vigor

Mesmo após a aprovação no CETER, o novo salário mínimo estadual ainda precisa cumprir trâmites formais.

O primeiro passo é a publicação da resolução no Diário Oficial do Estado.

Na sequência, o governo elabora a minuta de um decreto regulamentador, que é encaminhada à Casa Civil.

Somente após a conclusão dessas etapas o piso passa a ter validade jurídica e pode ser aplicado em todo o estado.

A resolução também prevê a possibilidade de reavaliação dos valores caso o salário mínimo nacional sofra novos reajustes ao longo de 2026.

Declarações sobre a aprovação do novo piso

Para o secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, o resultado reflete o diálogo entre os diferentes setores representados no conselho.

“Esse é um exemplo claro de como o diálogo entre governo, trabalhadores e empregadores gera resultados concretos. O piso salarial do Paraná é fruto de uma construção coletiva, que respeita a realidade econômica e, ao mesmo tempo, protege o trabalhador”.

Na avaliação do presidente do CETER, Luiz Roberto Romano, o conselho cumpre um papel estratégico na formulação da política salarial do estado.

“O Conselho é um espaço permanente de negociação e construção coletiva, onde diferentes interesses se encontram para chegar a um consenso que beneficie o conjunto da sociedade paranaense”.

Relação entre o piso estadual e o salário mínimo nacional

No âmbito federal, o salário mínimo segue uma regra própria de reajuste.

O cálculo combina a inflação acumulada em 12 meses, medida pelo INPC, com um componente de crescimento real vinculado ao Produto Interno Bruto.

Desde a implementação do novo arcabouço fiscal, esse ganho real passou a ter um limite de 2,5% acima da inflação.

Esse modelo influencia diretamente o valor do piso nacional. Ao mesmo tempo, serve como referência para estados que adotam salários mínimos regionais.

Com o Paraná mantendo o maior piso estadual do país em 2026, o reajuste reacende o debate sobre como salários regionais mais altos impactam a renda do trabalhador e a dinâmica do mercado de trabalho local.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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