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Guarda-chuvas quebrados que iriam para o lixo viram roupas modernas em Petrópolis; empreendedora começou com R$ 400, vendeu tudo na primeira feira e hoje fatura R$ 200 mil por ano com moda sustentável e peças exclusivas vendidas pela internet

Escrito por Carla Teles
Publicado em 14/06/2026 às 20:15
Atualizado em 14/06/2026 às 20:17
Guarda-chuvas quebrados que iriam para o lixo viram roupas modernas em Petrópolis; empreendedora começou com R$ 400, vendeu tudo na primeira feira e hoje fatura R$ 200 mil (2)
Guarda-chuvas quebrados viram roupas modernas em Petrópolis com Juliana Pinto e moda sustentável que fatura R$ 200 mil. Imagem: Adaptação com IA/redes sociais @relevostore
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Guarda-chuvas quebrados descartados em Petrópolis viraram roupas modernas nas mãos de Juliana Pinto, que criou uma marca de moda sustentável em 2017, começou com R$ 400, vendeu tudo na primeira feira e hoje produz peças únicas pela internet com apoio da mãe, coleta seletiva e costureiras parceiras em escala artesanal.

Os guarda-chuvas quebrados que antes poderiam ir direto para o lixo passaram a ter outro destino em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A designer Juliana Pinto transformou tecidos descartados em jaquetas corta-vento, bolsas e acessórios exclusivos, criando uma marca de moda sustentável que hoje fatura cerca de R$ 200 mil por ano.

A história começou em 2017, quando Juliana cursava Design de Moda e recebeu o desafio de desenvolver uma marca sustentável do zero. A partir de um trabalho acadêmico, de um investimento inicial de R$ 400 e da ajuda da mãe, Mara Pereira, a ideia saiu da faculdade, passou por uma feira local e virou um negócio artesanal vendido pela internet.

Ideia nasceu na faculdade e ganhou força depois de uma feira local

Guarda-chuvas quebrados viram roupas modernas em Petrópolis com Juliana Pinto e moda sustentável que fatura R$ 200 mil.
Imagem: Reprodução

O primeiro passo da marca veio de um desafio universitário. Durante a graduação em Design de Moda, Juliana Pinto precisava criar uma proposta sustentável e decidiu olhar para materiais que já estavam disponíveis ao seu redor. A mãe, Mara Pereira, tinha capas de chuva e tecidos de guarda-chuva sem ferragem, o que inspirou a criação de um casaco.

A peça nasceu como trabalho acadêmico, mas rapidamente chamou atenção fora da sala de aula. Depois de apresentar o modelo, Juliana levou algumas unidades para uma feira local. O resultado foi imediato: as peças foram vendidas no mesmo dia, mostrando que havia público interessado na proposta.

Guarda-chuvas quebrados viraram matéria-prima depois dos temporais em Petrópolis

Moradora de Petrópolis, Juliana percebeu que os guarda-chuvas quebrados apareciam com frequência depois de períodos de chuva forte. O que para muita gente era apenas descarte urbano passou a ser visto como matéria-prima para roupas modernas, coloridas e resistentes.

A partir dessa observação, a marca passou a trabalhar com o reaproveitamento dos tecidos. Antes de virarem peças, os guarda-chuvas passam por triagem, lavagem, desmontagem e seleção. Só depois seguem para corte e costura, em um processo mais delicado do que a confecção tradicional.

Produção artesanal mantém cada peça diferente da outra

A produção é artesanal e cada peça tem características próprias. Como os tecidos vêm de guarda-chuvas diferentes, as combinações de cores, estampas e tamanhos variam de acordo com o material disponível. Por isso, nenhuma jaqueta ou acessório sai exatamente igual ao outro.

Essa exclusividade virou um dos principais diferenciais da marca. Para produzir uma jaqueta, podem ser usados entre dois e quatro guarda-chuvas, dependendo do estado dos tecidos e da composição desejada. O resultado são peças únicas, com apelo estético e discurso ambiental.

Mãe entrou no negócio e passou a atuar em etapas essenciais da produção

Guarda-chuvas quebrados viram roupas modernas em Petrópolis com Juliana Pinto e moda sustentável que fatura R$ 200 mil.
Imagem: Redes Sociais/@relevostore

Mara Pereira, mãe de Juliana, deixou de ser apenas uma inspiração inicial e passou a atuar oficialmente no negócio. Ela participa de etapas como corte, costura, lavagem e preparação dos tecidos reutilizados, ajudando a transformar a ideia em uma rotina produtiva.

A parceria familiar também fortaleceu o modelo artesanal da marca. Em vez de depender de produção em grande escala, Juliana estruturou uma operação reduzida, com cuidado manual e apoio de profissionais parceiras na costura final das peças.

Coleta seletiva ajuda a abastecer a oficina com cerca de 200 unidades por mês

Parte dos guarda-chuvas quebrados usados na produção vem da Coleta Seletiva de Petrópolis, em parceria com a Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis, a COMDEP. A cidade recolhe entre 100 e 120 toneladas de resíduos por mês, segundo as informações divulgadas sobre o projeto.

Desse volume, aproximadamente 200 guarda-chuvas são destinados à marca mensalmente. O processo mostra como um resíduo comum pode ganhar valor quando há organização entre coleta, reaproveitamento e criação. Antes de chegarem às roupas, os itens passam por separação e preparação cuidadosa.

Marca vende pela internet e lança coleções a cada dois meses

Atualmente, as vendas acontecem exclusivamente online, com divulgação por redes sociais e ensaios fotográficos. A estratégia conversa com um público formado principalmente por jovens interessados em arte, moda, sustentabilidade e peças com identidade própria.

A marca produz cerca de 150 peças por mês e lança coleções a cada dois meses. Mesmo com ritmo constante, a expansão não é simples, porque trabalhar com guarda-chuvas exige técnica, paciência e adaptação ao estado de cada material recebido.

Moda sustentável surge como alternativa ao descarte e ao consumo acelerado

O caso de Juliana Pinto se destaca por unir geração de renda, reaproveitamento de resíduos e design autoral. Em um setor frequentemente associado ao descarte rápido, a marca aposta em uma lógica mais próxima do slow fashion, com produção menor, peças exclusivas e vida útil prolongada.

A transformação dos guarda-chuvas quebrados em roupas modernas também mostra que sustentabilidade pode ir além do discurso. A iniciativa parte de um problema cotidiano, o lixo gerado após temporais, e cria produtos com valor agregado, vendidos pela internet para consumidores que buscam propósito e originalidade.

Faturamento anual chegou a cerca de R$ 200 mil com investimento inicial de R$ 400

O negócio começou com R$ 400 e, após a boa resposta na primeira feira, cresceu aos poucos. Hoje, segundo as informações divulgadas sobre a marca, o faturamento anual gira em torno de R$ 200 mil, resultado considerado expressivo para uma operação artesanal e de equipe reduzida.

Juliana também planeja ampliar a atuação para outros mercados, mantendo o foco em moda consciente. A fonte consultada não detalha prazos, novos pontos de venda ou regiões específicas para essa expansão, apenas informa que a empreendedora pretende levar a marca a novos públicos.

Um descarte comum virou negócio, renda e debate sobre consumo

A trajetória de Juliana Pinto mostra como uma ideia simples pode ganhar escala quando encontra demanda real. Os guarda-chuvas quebrados, antes vistos como lixo depois da chuva, passaram a circular como jaquetas, bolsas e acessórios exclusivos.

Mais do que uma história de faturamento, o caso levanta uma pergunta sobre consumo, criatividade e responsabilidade ambiental.

Você compraria uma peça feita com material reaproveitado de guarda-chuva, sabendo que ela seria única e evitaria descarte? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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