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Toyota confirma fim de uma era no Brasil com fechamento de fábrica histórica, mas novo destino ainda é incerto após unidade produzir mais de 1 milhão de Corolla em 28 anos e encerrar operações com investimento bilionário em Sorocaba

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 02/06/2026 às 11:16 Atualizado em 02/06/2026 às 11:20
Toyota encerra produção em Indaiatuba e transfere Corolla para Sorocaba em plano de R$ 11 bilhões, mas destino da fábrica segue indefinido.
Toyota encerra produção em Indaiatuba e transfere Corolla para Sorocaba em plano de R$ 11 bilhões, mas destino da fábrica segue indefinido.
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Mudança industrial da Toyota encerra um ciclo histórico em Indaiatuba e concentra a produção do Corolla em Sorocaba, dentro de um plano bilionário que reorganiza fábricas, trabalhadores e investimentos da montadora no interior paulista.

A Toyota está na fase final da transferência das operações industriais de Indaiatuba para Sorocaba, no interior de São Paulo, em um processo ligado ao plano de reorganização fabril anunciado pela montadora para o Brasil.

Com a mudança, a unidade de Indaiatuba deixa de produzir o Toyota Corolla sedã após quase três décadas de operação, período em que a fábrica integrou a estrutura produtiva da empresa e teve papel direto na montagem do modelo.

Ainda sem definição pública sobre o futuro da área, a companhia informou que o destino do complexo industrial será comunicado em momento oportuno, após a conclusão da transferência e das medidas voltadas aos trabalhadores envolvidos.

Em nota, a Toyota afirmou que a destinação futura da fábrica de Indaiatuba “será definida oportunamente” e que, neste momento, a prioridade é concluir a migração das atividades e cuidar das pessoas envolvidas no processo.

Produção do Corolla muda de endereço no interior paulista

Inaugurada em 1998, a fábrica de Indaiatuba foi a segunda unidade industrial da Toyota no Brasil e acumulou, ao longo de 28 anos de operação, produção superior a 1 milhão de unidades do Corolla, segundo a montadora.

Na mesma planta, conforme informações divulgadas pela empresa, foram produzidos os primeiros modelos híbridos flex do mundo, tecnologia que passou a integrar a estratégia da marca no mercado automotivo brasileiro.

A fabricação do Corolla sedã será concentrada em Sorocaba, cidade que já reúne parte das operações da Toyota no interior paulista e passará a receber as atividades produtivas que eram realizadas em Indaiatuba.

O movimento integra o plano de investimentos de R$ 11 bilhões até 2030, anunciado pela Toyota em março de 2024, com previsão de ampliação da capacidade produtiva, novos veículos híbridos flex e reorganização industrial no estado de São Paulo.

Dentro desse pacote, R$ 5 bilhões estavam confirmados até 2026, incluindo produtos híbridos flex, expansão da estrutura fabril em Sorocaba e transferência gradual das operações produtivas de Indaiatuba para a nova configuração industrial.

Investimento em Sorocaba concentra nova fase da Toyota

De acordo com a Toyota, a concentração das atividades em Sorocaba tem como objetivo fortalecer a competitividade da operação brasileira e sustentar o crescimento de longo prazo, em um cenário de ampliação da produção de veículos eletrificados.

A montadora também informou que a consolidação industrial permitirá modernizar processos, ampliar a capacidade produtiva e integrar, com maior eficiência, as linhas de produção à cadeia de fornecedores instalada no país.

Conforme o anúncio feito pela empresa, a transferência ocorreria de forma gradual, a partir de meados de 2025, com conclusão prevista para o fim de 2026, dentro do cronograma associado à expansão da unidade de Sorocaba.

A estratégia também prevê a montagem de baterias em Sorocaba a partir de 2026 e a produção de componentes ligados ao sistema híbrido na unidade de Porto Feliz, também localizada no interior paulista.

Com a reorganização, a Toyota pretende reduzir etapas industriais distribuídas entre unidades e concentrar a fabricação de modelos atuais e futuros em uma estrutura integrada, segundo informações divulgadas pela própria montadora.

Trabalhadores tiveram acordo para transferência ou PDV

A decisão de encerrar a produção em Indaiatuba levou a uma negociação entre a Toyota e o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, entidade responsável por representar os trabalhadores da unidade.

Em maio de 2024, montadora e sindicato chegaram a um acordo envolvendo 1.470 profissionais da planta, com alternativas de transferência para Sorocaba ou adesão ao Programa de Demissão Voluntária.

Pelas condições divulgadas à época, os trabalhadores que optassem pelo desligamento teriam direito a um PDV de 45 salários, além de dois vencimentos por ano trabalhado, conforme informou o sindicato.

Para empregados que aceitassem a transferência e continuassem morando em Indaiatuba, o pacote incluiu dois salários, R$ 15 mil e transporte fretado; os que se mudassem para Sorocaba receberiam ainda outros 2,4 salários.

O acordo também previu estabilidade em Indaiatuba até julho de 2026, data então indicada para o encerramento das atividades, além de garantia de emprego até julho de 2029 para os trabalhadores realocados.

Antes da definição, houve paralisações e negociações entre as partes sobre benefícios, estabilidade e condições de transferência, pontos diretamente ligados aos impactos trabalhistas da mudança industrial.

Unidade de Indaiatuba ainda não tem destino definido

Embora a transferência produtiva esteja associada ao plano de expansão em Sorocaba, a Toyota ainda não informou o que será feito com a estrutura física da fábrica de Indaiatuba após o encerramento das operações.

O complexo industrial funcionou por quase três décadas no município e esteve vinculado à geração direta de empregos, além da movimentação de fornecedores e serviços relacionados à produção automotiva.

Até o momento, a montadora afirma que a prioridade é concluir a reorganização das atividades, acompanhar os trabalhadores afetados e conduzir a transição de acordo com o planejamento já anunciado.

Enquanto a unidade de Sorocaba passa a concentrar uma fatia maior da operação brasileira, Indaiatuba encerra sua participação na produção do Corolla e na fabricação dos modelos híbridos flex citados pela empresa.

A definição sobre o uso futuro da antiga planta dependerá de decisão da Toyota, que ainda não apresentou prazo público para comunicar o destino do complexo industrial de Indaiatuba.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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