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Tempestade geomagnética nível G2 atinge a Terra em 15 de maio e pode iluminar Nova York, Wisconsin e Washington com aurora boreal rara

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 15/05/2026 às 11:15
Atualizado em 15/05/2026 às 11:17
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Tempestade geomagnética nível G2 atinge a Terra em 15 de maio e pode iluminar o céu de Nova York, Wisconsin e Washington com aurora boreal

O NOAA Space Weather Prediction Center emitiu, em 14 de maio de 2026, alerta de tempestade geomagnética nível G2 (moderada) com chegada prevista para 15 de maio, segundo o The Watchers. A tempestade geomagnética é causada por uma região de interação corrotativa (CIR) associada a um buraco coronal de polaridade negativa que se voltou para a Terra.

De acordo com o NOAA, condições de tempestade G2 podem produzir aurora boreal visível em latitudes médias dos EUA — até Nova York, Wisconsin e Washington. Em paralelo, o aviso prevê impactos em redes elétricas de alta latitude e em operações de satélite em órbita baixa terrestre. Por isso, operadoras de satélite e companhias elétricas entram em alerta.

Conforme cronograma divulgado, o campo geomagnético deve atingir condições ativas em 14 de maio se houver período sustentado de Bz negativo. Em 15 de maio, condições G2 são prováveis pela CIR. Em 16 e 17 de maio, esperam-se níveis ativos a G1 menor. Em outras palavras, três a quatro dias de céu agitado.

O que é uma tempestade geomagnética G2 e por que importa

A escala G do NOAA classifica tempestades geomagnéticas em 5 níveis: G1 (menor), G2 (moderada), G3 (forte), G4 (severa) e G5 (extrema). Em primeiro lugar, G2 é o segundo nível e ocorre cerca de 600 vezes a cada ciclo solar de 11 anos. Em segundo lugar, é comum o suficiente para não causar danos catastróficos, mas forte o suficiente para gerar impactos perceptíveis.

De acordo com o Space Weather Prediction Center, possíveis impactos da G2 incluem flutuações de tensão em sistemas elétricos de alta latitude, alarmes em redes de transmissão e correções de orientação em satélites de comunicação. Da mesma forma, atividades em órbita baixa terrestre (LEO) podem sofrer aumento de arrasto atmosférico, o que afeta a Starlink, OneWeb e outras megaconstelações.

Em paralelo, comunicações de rádio em alta frequência (HF) podem ser interrompidas por minutos em latitudes polares. Por consequência, voos transpolares entre América do Norte e Ásia ocasionalmente precisam desviar para rotas mais baixas em latitude para manter comunicação via HF.

Sala de operações de clima espacial NOAA monitora tempestade geomagnética G2
O NOAA monitora atividade solar 24h por dia em centros como Boulder e Hollings Center. Imagem: representação editorial.

Buraco coronal: a fonte do vento solar veloz

Um buraco coronal é uma região da coroa solar onde o campo magnético se abre em vez de fechar. Por consequência, partículas carregadas (elétrons e prótons) escapam em alta velocidade — chamado vento solar veloz. Em primeiro lugar, esse vento atinge a Terra em 2 a 4 dias após sair do Sol. Em segundo lugar, quando o campo magnético do vento (Bz) aponta para o sul, ele se conecta ao campo magnético da Terra e gera tempestades.

De acordo com observações do NOAA, o buraco coronal atual tem cerca de 500 mil quilômetros de extensão. Da mesma forma, o vento solar atingirá velocidades superiores a 700 quilômetros por segundo ao chegar à Terra. Em comparação, o vento solar normal viaja a 350-450 km/s. Por isso, a Terra é “açoitada” por partículas em dobro do normal.

Em paralelo, o ciclo solar 25 — atualmente em curso — está perto do pico de atividade previsto para julho-novembro de 2025. Em consequência, eventos como esse continuam frequentes nos próximos 18 meses. Para ter uma ideia, o sol soltou mais de 30 manchas solares classificadas como complexas só no primeiro trimestre de 2026.

Onde a aurora boreal pode ser vista nos EUA

A aurora boreal acontece quando partículas carregadas do vento solar interagem com a atmosfera terrestre em latitudes altas. Em primeiro lugar, em G2, a aurora pode descer até 55º de latitude geomagnética. Em segundo lugar, isso significa visibilidade em Maine, New York, Wisconsin, Minnesota, Dakota do Norte, Montana, Idaho e Washington.

Conforme análise do NOAA, as melhores condições para observação são entre 22h e 2h da manhã (hora local), longe de luzes urbanas, com céu limpo e sem lua cheia. Da mesma forma, áreas como o Lago Superior, montanhas Cascades e península de Upper Michigan oferecem janelas ideais.

Em paralelo, o Canadá inteiro terá aurora visível, especialmente em Saskatchewan, Manitoba, Alberta e Yukon. Por consequência, fotógrafos e astrônomos amadores se preparam para uma das melhores temporadas de aurora em anos. Para entender a escala, o último G2 nos EUA continentais aconteceu em outubro de 2024 e atraiu milhões de espectadores.

  • G2 (moderada) — segundo nível da escala NOAA
  • 15 de maio — pico previsto da tempestade
  • 700+ km/s — velocidade do vento solar veloz
  • 500 mil km — extensão do buraco coronal
  • NY, WI, WA — limites sul da aurora prevista
  • 22h-2h local — janela ideal de observação

Impactos esperados em satélites, redes elétricas e GPS

A G2 pode afetar operações de satélites em LEO — incluindo Starlink, OneWeb, Iridium e satélites militares. Em primeiro lugar, o aumento de densidade da termosfera durante a tempestade gera maior arrasto atmosférico. Em consequência, satélites precisam realizar manobras de elevação de órbita mais frequentes.

De acordo com a SpaceX, a tempestade de fevereiro de 2022 derrubou 40 dos 49 Starlinks recém-lançados. Da mesma forma, a empresa agora monitora ativamente o clima espacial e adiou lançamentos durante eventos G3+. Em paralelo, redes elétricas de alta latitude — Canadá, Alasca, Escandinávia — entram em estado de atenção para evitar surtos de Joule heating.

Em comparação, sistemas GPS podem apresentar erro de posicionamento de até 50 metros durante tempestades G2 — ainda aceitável para navegação automotiva, mas problemático para drift agrícola e levantamento topográfico de precisão. Por outro lado, GPS militar com receptores de dupla frequência é menos afetado.

Aurora boreal verde e roxa dança no céu noturno dos EUA durante tempestade geomagnética
A aurora boreal pode atingir latitudes médias durante eventos G2 e superiores. Imagem: representação editorial.

Brasil também pode ver aurora? O caso da aurora austral no Sul

Embora a aurora boreal seja típica do Hemisfério Norte, a aurora austral aparece no Hemisfério Sul. Em primeiro lugar, em tempestades G3 ou superiores, há registros raros de aurora visível no extremo sul do Rio Grande do Sul. Em segundo lugar, em G2, a probabilidade no Brasil é baixa, mas não zero.

Conforme o INPE, eventos G4 e G5 podem produzir aurora visível até a região Sul brasileira. Da mesma forma, em outubro de 2003 (a “tempestade de Halloween”, uma G5), o céu de Santa Catarina ficou avermelhado. Por isso, observadores no extremo sul ficam atentos a alertas NOAA mesmo no Brasil.

Subestação elétrica com torres de transmissão sob céu tempestuoso EUA
Redes elétricas de alta latitude monitoram tensão em tempestades geomagnéticas. Imagem: representação editorial.

Ressalva: tempestades geomagnéticas variam de hora em hora

Embora o alerta NOAA seja G2, a intensidade real pode variar entre G1 e G3 dependendo da configuração do campo magnético do vento solar. Em outras palavras, observadores devem acompanhar atualizações do Aurora Dashboard NOAA a cada 30 minutos. Por isso, momentos de pico podem ser breves.

Da mesma forma, condições atmosféricas locais (nuvens, neblina, poluição luminosa) podem impedir visibilidade mesmo com aurora forte. Outras coberturas de clima espacial e impacto em satélites estão no acervo do Click Petróleo e Gás. Será que a próxima tempestade G3 vai trazer aurora ao Brasil?

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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