Com 21.000 toneladas e entrega prevista para 2028, o primeiro submarino nuclear da classe Columbia avança após atrasos na construção, enquanto a Marinha dos EUA tenta manter o cronograma para substituir embarcações antigas e preservar sua capacidade estratégica marítima
A Marinha dos Estados Unidos prevê entregar em 2028 o primeiro submarino nuclear de mísseis balísticos da classe Columbia, uma embarcação de 21.000 toneladas considerada central para a renovação da capacidade estratégica marítima do país. O navio District of Columbia, identificado como SSBN-826, está em montagem no estaleiro GD Electric Boat e teve o cronograma ajustado após dificuldades na construção.
Submarino nuclear da classe Columbia deve ser entregue em 2028
O programa havia previsto a entrega do primeiro submarino em uma data anterior, mas complicações na produção levaram à revisão do prazo. Entre os principais fatores citados estão problemas no fornecimento de componentes críticos e atrasos na montagem de partes importantes da embarcação.
Esses obstáculos ocorreram em um projeto de grande escala, marcado por tecnologia avançada e processos de fabricação altamente especializados. Mesmo com os contratempos, atualizações recentes indicam melhora no andamento da construção e maior estabilidade no ritmo de produção.
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O presidente da General Dynamics, Danny Deep, afirmou à USNI, durante teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre na quarta-feira, que houve “excelente progresso” nos últimos seis a nove meses no programa Columbia. Ele também disse que o submarino District of Columbia está a caminho de ser entregue até o fim de 2028.
Construção avança após atrasos em componentes e montagem
Os construtores navais relataram avanço na coordenação com fornecedores e aumento da eficiência da força de trabalho. Com isso, mais componentes passaram a chegar dentro do prazo, permitindo que a montagem siga de maneira mais consistente.
A evolução recente é vista como um sinal de que parte dos desafios iniciais está sendo superada. A melhora no fluxo de entregas e na organização da produção reduziu os obstáculos que haviam pressionado o cronograma do primeiro submarino nuclear da nova classe.
Apesar do progresso, o projeto ainda depende de uma rede complexa de fornecedores e de profissionais altamente qualificados. Qualquer interrupção nesses pontos pode afetar novamente o prazo, o que mantém o programa sob acompanhamento constante.
Nova frota substituirá submarinos mais antigos
A classe Columbia foi criada para substituir a frota envelhecida atualmente responsável por uma parcela significativa da dissuasão nuclear dos Estados Unidos. A entrada em operação desses submarinos busca garantir uma capacidade nuclear marítima contínua e confiável.
Por causa dessa função estratégica, o programa recebeu prioridade máxima dentro dos esforços de modernização naval. A Marinha planeja que o primeiro submarino comece patrulhas operacionais por volta do fim da década, em alinhamento com a retirada gradual dos modelos mais antigos.
Manter esse calendário é considerado essencial para evitar lacunas na cobertura estratégica. O objetivo de longo prazo é formar uma frota capaz de atender às necessidades de defesa nacional por muitos anos.
Orçamento prevê US$ 15 bilhões para a classe Columbia
O trabalho não está concentrado apenas no primeiro navio da série. Outros submarinos da classe Columbia já estão em diferentes etapas de construção, com planos para manter a produção em ritmo constante.
Recursos significativos foram reservados para dar continuidade ao programa e reduzir riscos de novos atrasos. A Marinha também pretende manter uma produção regular para controlar os custos gerais e preservar o cronograma.
A solicitação orçamentária para o ano fiscal de 2027 inclui US$ 15 bilhões para a linha de financiamento da classe Columbia. Esse valor engloba a última parcela de financiamento do terceiro submarino, o SSBN-828, e o financiamento integral do quarto submarino, ainda sem nome, identificado como SSBN-829.
Mesmo após contratempos iniciais, o programa segue com a meta atualizada de entregar o primeiro submarino nuclear em 2028. A construção avança com processos mais eficientes, enquanto a classe Columbia permanece como peça central para a futura capacidade de defesa estratégica dos Estados Unidos.
