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Submarino nuclear gigante de 21.000 toneladas dos EUA já tem nova data para ficar pronto e promete mudar o jogo da defesa marítima até 2028

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 02/05/2026 às 03:33 Atualizado em 02/05/2026 às 03:36
Submarino nuclear gigante de 21.000 toneladas dos EUA já tem nova data para ficar pronto e promete mudar o jogo da defesa marítima até 2028
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Com 21.000 toneladas e entrega prevista para 2028, o primeiro submarino nuclear da classe Columbia avança após atrasos na construção, enquanto a Marinha dos EUA tenta manter o cronograma para substituir embarcações antigas e preservar sua capacidade estratégica marítima

A Marinha dos Estados Unidos prevê entregar em 2028 o primeiro submarino nuclear de mísseis balísticos da classe Columbia, uma embarcação de 21.000 toneladas considerada central para a renovação da capacidade estratégica marítima do país. O navio District of Columbia, identificado como SSBN-826, está em montagem no estaleiro GD Electric Boat e teve o cronograma ajustado após dificuldades na construção.

Submarino nuclear da classe Columbia deve ser entregue em 2028

O programa havia previsto a entrega do primeiro submarino em uma data anterior, mas complicações na produção levaram à revisão do prazo. Entre os principais fatores citados estão problemas no fornecimento de componentes críticos e atrasos na montagem de partes importantes da embarcação.

Esses obstáculos ocorreram em um projeto de grande escala, marcado por tecnologia avançada e processos de fabricação altamente especializados. Mesmo com os contratempos, atualizações recentes indicam melhora no andamento da construção e maior estabilidade no ritmo de produção.

O presidente da General Dynamics, Danny Deep, afirmou à USNI, durante teleconferência sobre os resultados do primeiro trimestre na quarta-feira, que houve “excelente progresso” nos últimos seis a nove meses no programa Columbia. Ele também disse que o submarino District of Columbia está a caminho de ser entregue até o fim de 2028.

Construção avança após atrasos em componentes e montagem

Os construtores navais relataram avanço na coordenação com fornecedores e aumento da eficiência da força de trabalho. Com isso, mais componentes passaram a chegar dentro do prazo, permitindo que a montagem siga de maneira mais consistente.

A evolução recente é vista como um sinal de que parte dos desafios iniciais está sendo superada. A melhora no fluxo de entregas e na organização da produção reduziu os obstáculos que haviam pressionado o cronograma do primeiro submarino nuclear da nova classe.

Apesar do progresso, o projeto ainda depende de uma rede complexa de fornecedores e de profissionais altamente qualificados. Qualquer interrupção nesses pontos pode afetar novamente o prazo, o que mantém o programa sob acompanhamento constante.

Nova frota substituirá submarinos mais antigos

A classe Columbia foi criada para substituir a frota envelhecida atualmente responsável por uma parcela significativa da dissuasão nuclear dos Estados Unidos. A entrada em operação desses submarinos busca garantir uma capacidade nuclear marítima contínua e confiável.

Por causa dessa função estratégica, o programa recebeu prioridade máxima dentro dos esforços de modernização naval. A Marinha planeja que o primeiro submarino comece patrulhas operacionais por volta do fim da década, em alinhamento com a retirada gradual dos modelos mais antigos.

Manter esse calendário é considerado essencial para evitar lacunas na cobertura estratégica. O objetivo de longo prazo é formar uma frota capaz de atender às necessidades de defesa nacional por muitos anos.

Orçamento prevê US$ 15 bilhões para a classe Columbia

O trabalho não está concentrado apenas no primeiro navio da série. Outros submarinos da classe Columbia já estão em diferentes etapas de construção, com planos para manter a produção em ritmo constante.

Recursos significativos foram reservados para dar continuidade ao programa e reduzir riscos de novos atrasos. A Marinha também pretende manter uma produção regular para controlar os custos gerais e preservar o cronograma.

A solicitação orçamentária para o ano fiscal de 2027 inclui US$ 15 bilhões para a linha de financiamento da classe Columbia. Esse valor engloba a última parcela de financiamento do terceiro submarino, o SSBN-828, e o financiamento integral do quarto submarino, ainda sem nome, identificado como SSBN-829.

Mesmo após contratempos iniciais, o programa segue com a meta atualizada de entregar o primeiro submarino nuclear em 2028. A construção avança com processos mais eficientes, enquanto a classe Columbia permanece como peça central para a futura capacidade de defesa estratégica dos Estados Unidos.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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