Conrad Murray retomou os atendimentos médicos em seu país natal, embora suas licenças profissionais continuem suspensas nos Estados Unidos.
O cardiologista inaugurou, em maio de 2023, o DCM Medical Institute, localizado na região de San Juan, em seu país natal.
Murray voltou a atender pacientes e passou a comandar as atividades da clínica. Suas licenças médicas, entretanto, permanecem suspensas nos Estados Unidos.
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O retorno profissional ocorreu mais de 15 anos após a morte de Michael Jackson, registrada em 25 de junho de 2009, em Los Angeles.
Conrad Murray retoma carreira em Trinidad e Tobago
A trajetória profissional de Murray começou a ser reconstruída antes da abertura de sua própria clínica.
O médico realizou atendimentos em uma instituição destinada a idosos na cidade de Chaguanas.
A criação de um centro médico próprio surgiu posteriormente. O DCM Medical Institute foi inaugurado oficialmente em maio de 2023.
Segundo o jornal Trinidad and Tobago Guardian, Murray decidiu investir na unidade após enfrentar dificuldades para retornar à profissão.
O cardiologista permanece atualmente à frente do instituto e atende pacientes em Trinidad e Tobago.
A retomada da atividade médica não alterou sua situação profissional nos Estados Unidos. As licenças norte-americanas continuam suspensas.
Condenação pela morte de Michael Jackson
Murray trabalhava como médico pessoal de Michael Jackson em 2009, durante os preparativos para a turnê This Is It.
O cardiologista recebia aproximadamente US$ 150 mil por mês para acompanhar o cantor durante os ensaios.
A investigação apontou que Murray administrou o anestésico propofol para tratar a insônia de Michael Jackson.
O medicamento foi fornecido sem o monitoramento considerado adequado e fora de um ambiente hospitalar.
O propofol costuma ser utilizado em hospitais, onde pacientes permanecem acompanhados por equipamentos e profissionais especializados.
As conclusões apresentadas durante o processo também indicaram demora na solicitação do atendimento de emergência.
Essas circunstâncias foram consideradas fundamentais para a responsabilização judicial do médico.
Intoxicação por propofol causou a morte do cantor
Michael Jackson morreu aos 50 anos, em 25 de junho de 2009, após sofrer uma parada cardíaca.
O Departamento Médico-Legal do Condado de Los Angeles apontou posteriormente uma intoxicação aguda por propofol como causa da morte.
O caso ganhou repercussão mundial porque o anestésico havia sido administrado na residência particular do artista.
Murray foi acusado de agir com negligência durante o atendimento prestado ao cantor.
O julgamento terminou em 7 de novembro de 2011, quando o médico foi considerado culpado por homicídio culposo.
A sentença foi anunciada em 29 de novembro de 2011. Murray recebeu uma pena de quatro anos de prisão.
Médico deixou a prisão após aproximadamente dois anos
Murray cumpriu aproximadamente metade da pena determinada pela Justiça.
O cardiologista deixou a prisão em 2013, após permanecer detido por cerca de dois anos.
O médico afirma, desde então, que foi responsabilizado injustamente pela morte de Michael Jackson.
Diferentes alternativas foram buscadas por Murray para reconstruir sua carreira profissional.
A abertura do instituto em Trinidad e Tobago permitiu que ele voltasse oficialmente aos atendimentos em 2023.
Cronologia do caso Conrad Murray
Os principais acontecimentos relacionados ao médico e à morte de Michael Jackson ocorreram nas seguintes datas:
- 25 de junho de 2009: Michael Jackson morreu aos 50 anos;
- 7 de novembro de 2011: Conrad Murray foi considerado culpado;
- 29 de novembro de 2011: o médico foi condenado a quatro anos de prisão;
- 2013: Murray deixou a prisão após aproximadamente dois anos;
- maio de 2023: o DCM Medical Institute foi inaugurado em Trinidad e Tobago.
Licenças médicas continuam suspensas nos Estados Unidos
Conrad Murray continua impedido de exercer legalmente a medicina nos Estados Unidos, apesar da retomada da carreira.
A atuação profissional do cardiologista permanece concentrada em Trinidad e Tobago, onde ele administra sua própria clínica.
O retorno aos consultórios marca uma nova fase na trajetória do médico condenado pela morte de Michael Jackson.
A história de Murray, porém, continua diretamente ligada ao caso que encerrou a vida do Rei do Pop e mobilizou o mundo.
Retorno à medicina reacende debate sobre a trajetória do médico
A volta de Conrad Murray aos atendimentos provoca questionamentos sobre a possibilidade de reconstrução profissional após uma condenação.
O cumprimento da pena permitiu sua libertação em 2013. As consequências profissionais do caso, entretanto, permanecem nos Estados Unidos.
A clínica aberta em Trinidad e Tobago representa a principal tentativa do médico de reconstruir sua imagem e retomar a profissão.
Você acredita que um médico condenado por negligência deve receber uma nova oportunidade profissional após cumprir sua pena? Deixe sua opinião!
