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Asteroide gigante de até 1,6 km de diâmetro e que viaja a quase 9 km por segundo, passará “raspando” pela Terra neste sábado; veja como, quando e onde observar o fenômeno

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Escrito por Andriely Medeiros de Araújo Publicado em 25/06/2026 às 17:54 Atualizado em 25/06/2026 às 17:56
Com velocidade de 8,9 km/s, o asteróide (152637) 1997 NC1 viaja em direção à órbita da Terra. Agência Espacial Europeia descarta riscos de colisão.
Com velocidade de 8,9 km/s, o asteróide (152637) 1997 NC1 viaja em direção à órbita da Terra. Agência Espacial Europeia descarta riscos de colisão. (imagem meramente ilustrativa)
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Com velocidade de 8,9 km/s, o asteroide (152637) 1997 NC1 viaja em direção à órbita da Terra. Agência Espacial Europeia descarta riscos de colisão.

O monitoramento de objetos que cruzam o espaço ganhou um novo capítulo com a confirmação da trajetória do asteroide (152637) 1997 NC1. Identificado originalmente no ano de 1997, este corpo celeste possui um tamanho estimado que varia entre 750 e 1.650 metros, cálculo obtido pelos astrônomos com base na quantidade de luz solar que a sua estrutura consegue refletir.

A Agência Espacial Europeia (ESA) informou que o topo da aproximação da rocha com o nosso planeta ocorrerá neste sábado (27/06/2026), movimentando os radares científicos globais. Apesar do gigantismo do objeto cósmico, os especialistas em segurança planetária já realizaram a checagem dos dados e asseguram que não há motivos para preocupação com impactos na superfície terrestre.

Detalhes técnicos e a trajetória da rocha espacial

O deslocamento do asteroide pelo espaço ocorre de forma acelerada, mas em uma rota totalmente segura. Os dados coletados pelos sistemas de vigilância apontam que o corpo viaja a uma velocidade constante de aproximadamente 8,9 quilômetros por segundo.

No momento de maior proximidade com a Terra, a rocha espacial ficará posicionada a cerca de 2.559.461 quilômetros de distância do solo terrestre. Para fins de comparação astronômica, esse distanciamento equivale a 6,66 vezes o espaço existente entre a Terra e a Lua.

Com velocidade de 8,9 km/s, o asteróide (152637) 1997 NC1 viaja em direção à órbita da Terra. Agência Espacial Europeia descarta riscos de colisão.
Com velocidade de 8,9 km/s, o asteroide (152637) 1997 NC1 viaja em direção à órbita da Terra. Agência Espacial Europeia descarta riscos de colisão. (imagem meramente ilustrativa)

Os principais dados catalogados sobre o evento espacial incluem:

  • Momento do ápice: O ponto mais perto da Terra ocorre no sábado, exatamente às 11h14 GMT (o que corresponde às 8h14 no horário de Brasília).
  • Margem de perigo: O risco de impacto com a superfície do planeta é considerado totalmente inexistente.
  • Histórico do objeto: A rocha foi descoberta pelas equipes de astronomia no ano de 1997.
  • Tamanho computado: As projeções indicam dimensões entre 750 e 1.650 metros de diâmetro.

Em comunicado oficial emitido pelo Escritório de Defesa Planetária da ESA, o especialista Juan Luis Cano analisou a frequência desse tipo de fenômeno no céu:

“A aproximação de um objeto deste tamanho à Terra ocorre apenas a cada poucos anos, embora desta vez a Lua, brilhante e próxima, possa dificultar a observação no momento em que o asteroide estiver mais próximo.”

Como acompanhar a visibilidade do asteroide?

A oportunidade de observar a passagem do asteroide varia de acordo com a rota geográfica do objeto e o fuso horário de cada continente. Inicialmente, o visitante espacial começará a surgir para os observadores localizados no Hemisfério Norte.

Posteriormente, durante o horário de pico da aproximação, ele poderá ser acompanhado a partir de praticamente qualquer ponto do mundo. Por fim, a rocha espacial poderá ser vista apenas no Hemisfério Sul, enquanto se afasta em direção ao espaço profundo.

Caso as condições meteorológicas locais colaborem e apresentem um céu limpo durante a noite, os astrônomos amadores poderão tentar registrar o momento usando equipamentos de uso comum, como binóculos de grande porte ou pequenos telescópios.

Contudo, os cientistas alertam para um fator natural de interferência: a presença da Lua, que estará bastante brilhante e próxima no período, pode dificultar consideravelmente a visualização do objeto no momento de máxima aproximação.

Com informações do Olhar Digital

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Andriely Medeiros de Araújo

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