Com três hortas, café próprio e comida feita no fogão a lenha, idosa de 88 anos vive de forma simples e impressiona pela disposição
Mesmo após perder o esposo há apenas dois meses, uma idosa de 88 anos vive isolada na roça, no distrito de Marajó, próximo a Nova Aurora (PR), e continua mantendo uma rotina que impressiona: ela cultiva três hortas, cozinha no fogão a lenha, planta café, cria galinhas e ainda prepara o próprio colorau no pilão — tudo praticamente sem ajuda.
Três hortas, café próprio e comida feita no fogão a lenha
A idosa mantém uma produção variada de alimentos: quiabo de metro, cebola, alho-poró, pimentas, abóbora, mandioca, café, feijão, mamão, banana e até açafrão.
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Ela acorda de madrugada para regar as plantas e enfrenta o sol forte para manter a horta viva. Mesmo com a idade avançada, capina a terra, colhe os alimentos e prepara as refeições no tradicional fogão a lenha.
O marido, que faleceu aos 92 anos, também vivia ativamente até os últimos anos. Juntos, construíram uma rotina baseada em trabalho, simplicidade e fé.
Isolamento após a perda do marido
A perda do companheiro de vida trouxe momentos difíceis. Segundo relatos, ela se emociona facilmente ao falar do marido, com quem dividiu décadas de trabalho na roça.
Hoje, apesar de ter filhos e netos que ajudam ocasionalmente, ela mantém boa parte da rotina sozinha.
Mesmo diante do luto, segue ativa, firme e determinada a continuar cuidando da terra.
Alimentação natural é o segredo da longevidade?
Questionada sobre o segredo para chegar aos 88 anos com tanta disposição, ela responde com simplicidade:
“A melhor receita entra pela boca.”
A alimentação é quase totalmente natural: arroz, feijão plantado no próprio sítio, carne de porco criada ali, verduras frescas e pouco sal. Nada de alimentos industrializados.
O café é torrado e moído na propriedade. O sabão é feito em casa. O colorau é preparado no pilão.
Tudo é aproveitado. Nada se perde.
Vida simples, mas cheia de fartura
Mesmo em isolamento parcial, a propriedade de oito alqueires oferece abundância:
- Pé de mamão carregado
- Bananas em grande quantidade
- Abacates enormes
- Feijão “carnaval” plantado pelo marido
- Galinha criada desde pintinho dentro de casa
A rotina segue marcada pelo trabalho manual, pelo cuidado com a terra e pela fé.
“Meu ranchinho para mim é mansão”
Em um dos momentos mais marcantes, ela resume sua visão de mundo:
“Vou vivendo aqui deste jeito e não troco isso por nada. Meu ranchinho para mim é mansão.”
Em tempos de cidades cheias, pressa e tecnologia, histórias como essa mostram outro tipo de riqueza: a da simplicidade, da autonomia e da conexão com a terra.

