Bitcoin atinge mínima em 15 meses com Queda do Bitcoin pressionada por Taxas de juros e decisões de Donald Trump no Mercado cripto.
A Queda do Bitcoin ganhou força nos mercados globais após a criptomoeda recuar ao menor patamar em 15 meses, mesmo diante do apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao setor.
O movimento ocorreu nos últimos dias, nos EUA e em bolsas internacionais, impulsionado por fatores políticos, monetários e pelo esfriamento do Mercado cripto.
O ativo passou a valer cerca de US$ 65 mil, acumulando perdas expressivas em 2026.
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A desvalorização acontece após meses de valorização intensa e levanta dúvidas sobre o novo ciclo das criptomoedas.
Atualmente, o Bitcoin registra queda de 24% apenas neste ano.
Em 12 meses, o recuo chega a 32%, aproximando a cotação de níveis observados em 2024 e até em ciclos anteriores do mercado digital.
Queda do Bitcoin ocorre após recorde histórico recente
Antes da atual correção, o Bitcoin vivia forte euforia.
Em outubro, a criptomoeda atingiu seu recorde histórico ao ultrapassar US$ 122 mil, impulsionada principalmente por expectativas políticas favoráveis e entrada de investidores institucionais.
O rali de alta foi sustentado, em grande parte, pelo discurso pró-cripto de Donald Trump.
O presidente prometeu flexibilizar regulações e transformar os Estados Unidos na chamada “capital mundial das criptomoedas”.
Além disso, uma ordem executiva assinada em janeiro de 2025 buscou fortalecer o setor e estimular inovação financeira baseada em blockchain — tecnologia que sustenta os criptoativos.
Donald Trump amplia influência direta no Mercado cripto
O envolvimento de Donald Trump com o Mercado cripto foi além do discurso político.
Durante seu primeiro ano de mandato, ele lançou sua própria criptomoeda, direcionando grande parte dos lucros para empresas ligadas ao seu grupo econômico.
Trump também manteve participação ativa na World Liberty Financial, veículo de investimentos em ativos digitais controlado por sua família.
No campo regulatório, seu governo aprovou legislação de respaldo federal às criptomoedas.
Paralelamente, dissolveu uma força-tarefa do Departamento de Justiça voltada à fiscalização do setor, enquanto a SEC reduziu investigações relacionadas ao Mercado cripto.
Críticos reagiram.
Democratas do Comitê Judiciário do Senado classificaram a estratégia como uma “agenda pró-criptomoedas”, destacando que Trump acumulou mais de US$ 11 bilhões em participações digitais e cerca de US$ 800 milhões em renda pessoal desde que reassumiu o cargo.
Taxas de juros elevadas pressionam ativos de risco
Apesar do ambiente político favorável, a Queda do Bitcoin foi desencadeada principalmente por fatores macroeconômicos.
Analistas do Deutsche Bank afirmaram que o gatilho mais recente foi a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, o banco central americano.
Segundo o banco, o mercado teme uma postura monetária mais rígida. Juros elevados reduzem liquidez global e tornam investimentos especulativos — como criptomoedas — menos atrativos.
Uma política expansionista, por outro lado, costuma favorecer ativos digitais.
Por isso, o cenário atual contribuiu para a retração do Mercado cripto.
Sentimento negativo cresce entre investidores
O Deutsche Bank observou ainda que o Bitcoin já apresentava tendência de queda nos últimos quatro meses.
“Essa venda constante, em nossa opinião, sinaliza que os investidores tradicionais estão perdendo o interesse, e o pessimismo geral em relação às criptomoedas está crescendo”, afirmou o banco.
A instituição avalia que o setor não desaparecerá, mas pode entrar em fase mais racional, deixando de ser visto apenas como aposta especulativa.
Segundo o relatório, o Bitcoin passa de um “ativo puramente especulativo” para algo que “precisa encontrar seu papel específico”.
Mercado cripto perde trilhões em valor
A retração não atingiu apenas o Bitcoin.
Outras moedas relevantes também recuaram fortemente.
Ethereum e Solana acumulam perdas próximas de 37% em 2026.
Já o valor total do Mercado cripto encolheu drasticamente.
Dados da CoinGecko indicam que o setor perdeu mais de US$ 1 trilhão apenas no último mês.
Desde o pico de outubro, a perda supera US$ 2 trilhões em valor de mercado.
Projeções indicam risco de novas quedas
Relatórios da Stifel ampliaram o alerta entre investidores institucionais.
A casa de análise projeta que o Bitcoin pode cair até US$ 38 mil caso o cenário macroeconômico permaneça adverso.
Outro fator observado é a crescente correlação entre criptomoedas e o dólar americano — algo incomum em ciclos anteriores.
Curiosamente, a moeda dos EUA também apresentou volatilidade recente, chegando ao menor nível em quatro anos na semana passada.
Especialistas veem amadurecimento do setor
Apesar do momento negativo, parte do mercado mantém visão otimista no longo prazo.
William Barhydt, CEO da Abra Capital Management, acredita que o setor passa por amadurecimento natural.
“Eu não diria que elas precisam se recuperar, mas não consigo imaginar como isso não aconteceria”, disse.
Ele lembrou que oscilações fazem parte da história do Bitcoin. Contudo, fez uma ressalva geopolítica:
“A única maneira de isso não acontecer é se acabarmos em algum tipo de guerra”.
O que esperar do Bitcoin daqui para frente
O futuro do Bitcoin dependerá da combinação entre política monetária, regulação e fluxo institucional.
Se as Taxas de juros permanecerem elevadas, o Mercado cripto tende a enfrentar pressão prolongada.
Por outro lado, eventuais cortes podem reacender o apetite por risco.
Enquanto isso, a Queda do Bitcoin marca uma transição importante: de ativo movido por euforia política para um mercado cada vez mais sensível à economia global.
Veja mais em: Bitcoin: por que criptomoeda despencou ao menor nível desde que Trump assumiu o poder – BBC News Brasil
