Sede da Petrobras em Salvador, na Bahia, era um templo de corrupção, disse Castello Branco na Câmara dos Deputados

Petrobras Bahia

Castello Branco citou ainda a sede da Petrobras em Salvador – conhecida como Conjunto Pituba – formada por uma torre de 22 andares que custou R$ 2,087 bilhões

Nesta terça-feira 8 de outubro, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou , que “natureza trabalhou contra” a Bahia que, segundo ele, já foi um Estado muito importante para a empresa, mas hoje só representa 1,5% da produção da companhia. Petrobras inicia a venda de campos terrestres do Polo Tucano Sul, no estado.

“Infelizmente a nossa produção na Bahia hoje ficou irrelevante, assim como outros Estados do Nordeste, como Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe”, afirmou Castello Branco, em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

Castello Branco citou ainda a sede da Petrobras em Salvador – conhecida como Conjunto Pituba – formada por uma torre de 22 andares que custou R$ 2,087 bilhões, enquanto a empresa mal ocupa cinco andares do prédio. “Tomamos a decisão de desocupar prédio, que é um monumento ao desperdício, um verdadeiro templo da corrupção”, afirmou.

O tema da sessão na comissão é “o fechamento da Petrobras na Bahia e o desmonte da Petrobras no Nordeste”. “Não estamos fechando nossas operações no Nordeste. Nós estamos vendendo para empresas privadas interessadas nesses ativos, que estão investindo na região e vão gerar empregos. A Petrobras não tem dinheiro para investir em tudo”, completou.

A petroleira venderá escritórios no exterior

Roberto Castello Branco, disse que a estatal terá somente seis escritórios no exterior até o fim deste ano.

A venda dos ativos é uma forma de reduzir as dívidas da estatal. Segundo Castello Branco, os desinvestimentos já realizados, assim como os previstos no futuro, não significam uma redução de empregos e nem o desmonte da petrolífera.

Atualmente, a petrolífera possuí 11 unidades em outros países. A medida faz parte do plano de desinvestimentos da Petrobras.

Flavia Marinho

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Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e experiente na indústria de construção naval. OBS: Não contratamos, então não envie currículos! Informações sobre empregabilidade apenas no site.