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Santa Catarina vive apagão de caminhoneiros: 15 mil vagas sem preencher, frota milionária parada, motoristas desistindo por medo, falta de apoio, jornadas exaustivas e famílias vivendo a saudade de quem mantém o Brasil funcionando

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Escrito por Carla Teles Publicado em 15/12/2025 às 21:51
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Santa Catarina vive apagão de caminhoneiros: 15.000 vagas abertas, falta de motoristas, insegurança nas estradas e ponto de apoio insuficiente.
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Apagão de caminhoneiros cresce com 15.000 vagas abertas, falta de motoristas, insegurança nas estradas e ponto de apoio quase inexistente para descanso e segurança

O apagão de caminhoneiros em Santa Catarina deixou de ser alerta e virou realidade no dia a dia do transporte. Com 15.000 vagas abertas, empresas veem caminhão pronto para rodar ficar parado, enquanto a falta de motoristas pressiona prazos, encarece operações e ameaça a fluidez de cargas em várias regiões.

No centro desse apagão de caminhoneiros está uma combinação que afasta profissionais e assusta quem pensa em entrar no setor: insegurança nas estradas, jornadas exaustivas e ausência de estrutura mínima. O resultado é uma profissão essencial, mas cada vez menos atraente para novas gerações.

O que está por trás do apagão de caminhoneiros

O apagão de caminhoneiros não nasce de um único fator. Ele aparece quando o trabalho na estrada vira um conjunto de obstáculos diários. Muitos motoristas relatam que, além de dirigir, precisam “dirigir pelos outros”, antecipando imprudências e situações de risco para não se envolver em acidentes.

Nesse cenário, a insegurança nas estradas vira gatilho de desistência. Medo, falta de respeito no trânsito e tratamento ruim em pontos de carga e descarga não são detalhes. Para quem passa dias fora de casa, isso pesa tanto quanto o salário.

15.000 vagas abertas e a frota que não consegue rodar

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Quando um estado acumula 15.000 vagas abertas, o efeito não se limita ao RH de transportadoras. O apagão de caminhoneiros começa a afetar o ciclo inteiro: coleta, entrega, giro de estoque, abastecimento de empresas e até a previsibilidade de quem depende de transporte rodoviário para produzir e vender.

Santa Catarina tem uma frota expressiva de veículos pesados, mas a falta de motoristas transforma caminhão em ativo parado. Um caminhão completo custa caro para ficar inutilizado, gerando prejuízo direto e aumentando a pressão por produtividade sobre os profissionais que continuam na estrada.

Falta de motoristas e uma categoria que encolhe

A falta de motoristas cresce quando o setor perde gente experiente e não consegue repor na mesma velocidade. Há relatos de muitos profissionais aposentados fora do transporte, enquanto a entrada de novos condutores não acompanha a saída de quem deixa a atividade.

Esse desequilíbrio sustenta o apagão de caminhoneiros e abre espaço para um efeito dominó: mais sobrecarga, mais rotas longas, mais ausência de descanso e, no fim, mais abandono da profissão.

Insegurança nas estradas e o medo que muda decisões

A insegurança nas estradas é citada como motivo recorrente para desistência. Não é apenas assalto ou violência. É também imprudência, falta de estrutura, estresse constante e risco de acidente. Quando o motorista entende que cada viagem pode virar um problema, a profissão passa a ser vista como sacrifício permanente.

E quando a insegurança nas estradas se soma ao cansaço, o risco cresce. A estrada exige atenção total, e a falta de condições adequadas de descanso aumenta a chance de falhas humanas.

Ponto de apoio: descanso obrigatório, estrutura insuficiente

A legislação prevê descanso mínimo em viagens longas, mas o ponto de apoio para estacionamento e repouso é um gargalo central. Sem ponto de apoio, o motorista chega e não encontra onde parar com segurança, não consegue cumprir descanso com tranquilidade e fica exposto a riscos em locais improvisados.

No apagão de caminhoneiros, o ponto de apoio deixa de ser “comodidade” e vira infraestrutura crítica. Sem ponto de apoio, não existe rotina sustentável na estrada.

A boleia como casa e o custo invisível da profissão

Para muitos, o caminhão é literalmente uma casa de lata. Banco vira cama, a geladeira é reduzida e a vida acontece ao lado do volante. Essa rotina intensa transforma a saudade em parte do trabalho. O apagão de caminhoneiros também é social: famílias se adaptam a longos períodos de ausência e a profissão cobra um preço emocional.

Mesmo quem ama a estrada admite o peso do cotidiano. A distância vira visita, e o reencontro vira evento. É a realidade de quem mantém a economia funcionando, mas paga com tempo longe de casa.

Caminhos para reduzir o apagão de caminhoneiros

Para enfrentar o apagão de caminhoneiros, o setor tenta atuar em duas frentes: atrair e formar novos profissionais e dar condições melhores para quem já está na estrada. Programas de capacitação e mudança de categoria ajudam a abrir portas, incluindo iniciativas que colocam pessoas recém-habilitadas diretamente no mercado.

Mas o problema não se resolve só com curso. Para reduzir de verdade a falta de motoristas, é preciso atacar o que mais afasta o profissional: insegurança nas estradas, estrutura de descanso e respeito no ambiente de trabalho. Sem ponto de apoio adequado e sem segurança, a reposição de motoristas continua frágil.

O que muda se o apagão de caminhoneiros piorar

Se o apagão de caminhoneiros avançar, a consequência pode aparecer em todo lugar: prazos estourados, logística mais cara, frota parada, falta de previsibilidade e pressão sobre cadeias produtivas. O transporte rodoviário é base territorial, e a falta de motoristas coloca esse eixo em risco.

Com 15.000 vagas abertas, o sinal já está dado. A pergunta agora é se o sistema vai conseguir reagir antes que a escassez se transforme em travamento.

E você, o que acha que pesa mais nesse apagão de caminhoneiros: insegurança nas estradas, falta de motoristas ou ponto de apoio insuficiente?

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Geraldo Almeida
Geraldo Almeida
17/12/2025 18:26

Sou mais um q tô saindo fora fé em Deus

Edson
Edson
17/12/2025 13:01

Salário e a base de tudo
Trabalho ha 25 anos nessa área e estou a quatro anos trabalhando com caminhão toco dentro da cidade
Salário baixíssimo de 2,800.00 mas sempre estou em casa
Entro às 5:00 no serviço,termino minhas entregas chego em casa às 15:00 e faço Uber até meia noite( ganho mais no Uber )
Recentemente fui fazer uma entrevista em uma grande empresa e chegando lá tinha um monte de motorista aguardando para serem entrevistados
Todos faziam entrevista e iam embora reclamando
Como eu estava de férias,aguardei
A moça do RH pediu minha carteira de trabalho,olhou e disse que por ela eu estava aprovado,somente restando o **** de volante
A empresa pedia 2 anos de experiência no mínimo com caminhão e se não dirigisse carreta,eles colocavam um motorista junto o tempo necessário para aprender
Vamos ao salário;
Ofereceram em torno de 7.000.00 ( brutos)
Sendo que
Salário 1,900.00
900.00 prêmio
Os demais comissões
Sendo que deste valor ****,já estava incluso,almoço,jantar,pagar para pernoitar,banho,etc
Salário este para ficar em media 45 dias longe de casa
Obs: no passado,o salário era no mínimo 15 a 20 mil reais que um cegonheiro ganhava
Vao se f# de# empresas miseraveis

Cleocir Francisco Tres
Cleocir Francisco Tres
17/12/2025 12:45

Falta de segurança é o pior,pontos de apoio também é um agravante

Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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