Comparação detalhada de despesas mostra diferenças expressivas entre Brasil e Paraguai em gastos como moradia, contas básicas, alimentação, transporte e saúde, com base em relato pessoal e valores convertidos para o real na data da análise.
Morar no Paraguai pode representar uma redução significativa no custo de vida em relação ao Brasil, especialmente em despesas fixas como aluguel, energia, alimentação, transporte e saúde.
Essa é a conclusão apresentada por Marlon Rihayem, em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, o Empresário Safo, no qual ele compara, ponto a ponto, seus gastos enquanto vivia no Paraná com as despesas atuais na cidade de Encarnación, no departamento de Itapúa, no Paraguai.
Segundo Marlon Rihayem, a análise não tem como objetivo incentivar a migração exclusivamente com base em dinheiro, mas oferecer dados concretos para quem avalia a mudança.
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“O custo de vida não pode ser o único fator para decidir emigrar”. Ainda assim, como destacou, o impacto financeiro acaba sendo determinante para muitas pessoas.
Comparação de custo de vida entre Paraná e Encarnación
De acordo com o criador de conteúdo, a comparação leva em conta a realidade de quem morava no oeste do Paraná e passou a residir no sul do Paraguai, respeitando diferenças regionais que existem dentro do próprio Brasil.
Ele explica que os valores apresentados foram convertidos do guarani para o real com base na cotação vigente em 30 de janeiro de 2022, data da gravação do vídeo, o que delimita o período da análise.

Por esse motivo, os números devem ser interpretados como um retrato daquele momento específico, sem atualização automática para os custos atuais.
Conforme explicou, as despesas consideradas incluem apenas custos recorrentes comuns à maioria das famílias, como moradia, contas básicas, mercado, transporte, saúde e lazer. Gastos eventuais ou muito específicos ficaram fora da conta.
Aluguel no Paraguai pesa menos no orçamento
No item moradia, Marlon Rihayem relatou que paga no Paraguai o equivalente a cerca de R$ 1.978 mensais de aluguel. Segundo ele, o imóvel tem padrão semelhante a residências alugadas por aproximadamente R$ 3 mil em Cascavel, no Paraná.
Com isso, o custo anual com aluguel seria de cerca de R$ 23,7 mil no Paraguai, contra R$ 36 mil no Brasil, considerando valores conservadores para o mercado brasileiro.
A diferença, conforme apontou, representa uma economia anual superior a R$ 14 mil apenas nesse item, o que já altera de forma significativa o orçamento familiar.
Energia elétrica barata mesmo com maior consumo
Outro ponto destacado foi o valor da conta de energia elétrica. Mesmo mantendo praticamente os mesmos eletrodomésticos e utilizando mais ar-condicionado no Paraguai, ele afirma gastar em média R$ 60 a R$ 70 por mês.
No Brasil, segundo o relato, o valor médio mensal era de aproximadamente R$ 445, considerando tarifas e impostos cobrados no Paraná.
De acordo com os cálculos apresentados, o gasto anual com energia caiu de cerca de R$ 5,3 mil para pouco mais de R$ 800, gerando uma economia próxima de R$ 4,5 mil por ano.

Água, gás e internet custam menos fora do Brasil
Na conta de água, a diferença também é relevante. Enquanto no Paraná o gasto médio mensal era de aproximadamente R$ 130, no Paraguai o valor anual convertido ficou em torno de R$ 359.
Parte dessa redução, conforme explicou, se deve ao fato de o bairro onde mora não contar com rede de esgoto, utilizando fossa séptica, o que elimina a taxa de coleta.
O gás de cozinha também apresentou custo inferior. Segundo os dados apresentados no vídeo, a economia anual ficou próxima de R$ 250, mesmo com diferenças no tamanho dos botijões.
Já no item internet, Marlon Rihayem afirmou pagar cerca de R$ 150 mensais por um plano de 600 megas no Paraguai, enquanto no Brasil o gasto era de R$ 220 por mês por um plano de 1 giga.
No acumulado anual, a diferença seria de aproximadamente R$ 840, mantendo estabilidade suficiente para trabalho remoto.
Supermercado gera economia acima de R$ 10 mil por ano
Um dos pontos que mais chamou atenção, conforme relatado no vídeo, foi o gasto com supermercado. Inicialmente, ele acreditava que os preços eram semelhantes aos do Brasil.
Após acompanhar os gastos mensais, percebeu uma diferença significativa no valor final da compra, mesmo mantendo hábitos de consumo parecidos.
Segundo os números apresentados, o gasto médio mensal caiu de R$ 2.700 no Brasil para cerca de R$ 1.790 no Paraguai.
No ano, isso representaria uma economia superior a R$ 10,8 mil, apenas com alimentação doméstica.
Combustível e impostos de veículos ampliam a diferença
No transporte, Marlon Rihayem considerou um consumo médio de 60 litros de gasolina por mês. No Paraguai, o custo mensal ficaria em torno de R$ 330.
No Brasil, o mesmo consumo ultrapassaria R$ 460, refletindo a diferença no preço dos combustíveis entre os dois países.
A economia anual, segundo o cálculo apresentado, seria de cerca de R$ 1,6 mil apenas com abastecimento.
O maior contraste, porém, aparece nos impostos sobre veículos. Conforme destacou, no Brasil os custos anuais com IPVA e licenciamento de um carro equivalente ao seu chegariam a aproximadamente R$ 4,7 mil.
No Paraguai, os impostos similares não ultrapassariam R$ 224 por ano, o que altera completamente o custo de manter um automóvel.
Plano de saúde e lazer também entram na conta
Na área da saúde, ele comparou um plano individual no Brasil com um plano familiar no Paraguai. De acordo com o relato, o gasto anual caiu de R$ 5.736 para cerca de R$ 2.182.
A economia, nesse caso, ultrapassaria R$ 3,5 mil, com cobertura considerada mais ampla dentro do território paraguaio.
Já no lazer, considerando uma saída semanal para jantar, o custo anual no Paraguai ficou próximo de R$ 9 mil, enquanto no Brasil o mesmo hábito chegaria a R$ 12 mil.
Economia anual supera R$ 48 mil
Somando todos os itens analisados, Marlon Rihayem afirmou que o custo anual de vida caiu de aproximadamente R$ 111 mil no Brasil para cerca de R$ 63 mil no Paraguai.
A diferença, conforme o cálculo apresentado no vídeo, é de cerca de R$ 48,5 mil por ano, apenas com despesas recorrentes do dia a dia.
Como destacou, esse valor permitiria, no Paraguai, a compra de um terreno à vista, algo que, segundo ele, seria inviável no Brasil com o mesmo orçamento anual.
Diante desses números, até que ponto o custo de vida deve pesar na decisão de mudar de país?


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