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Rolls-Royce surpreende o mundo com plano bilionário que vai gerar 8 mil empregos, garantir energia por mais de 60 anos e erguer reatores nucleares de 470 MW no País de Gales para abastecer 3 milhões de casas no Reino Unido

Publicado em 15/04/2026 às 09:04
Reatores modulares, Reatores, Rolls-Royce
Representação das instalações da Rolls-Royce SMR em Wylfa, na ilha de Anglesey, no norte do País de Gales. Rolls-Royce/LinkedIn
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A aprovação de três reatores modulares em Wylfa recoloca a energia nuclear no centro da estratégia britânica e projeta empregos, investimento e abastecimento

A aprovação de três reatores nucleares modulares (SMRs) em Wylfa, no norte do País de Gales, oficializou em 13 de abril uma nova etapa da energia nuclear no Reino Unido, com capacidade prevista para abastecer cerca de 3 milhões de residências por mais de 60 anos.

Aprovação em Wylfa

O governo aprovou o desenvolvimento de três Pequenos Reatores Modulares no complexo de Wylfa, em Anglesey. A decisão abre o que o governo chama de “era de ouro” para o setor energético britânico.

O projeto reúne Rolls-Royce SMR e Great British Energy – Nuclear. O objetivo é impulsionar tecnologia doméstica de baixo carbono e reforçar a energia nuclear no abastecimento do país.

A BBC informou que as três unidades terão potência total para atender aproximadamente 3 milhões de casas por mais de 60 anos. Os primeiros SMRs feitos no país devem entrar na rede na década de 2030.

Em 13 de abril, Tufan Erginbilgic, CEO da Rolls-Royce, disse que a aprovação representa um marco crucial para o programa SMR da empresa e para o Reino Unido.

Área volta a ser prioridade

Em novembro passado, o primeiro-ministro Sir Keir Starmer confirmou que a costa de Ynys Môn, em Anglesey, seria a sede oficial de três dos primeiros pequenos reatores modulares do Reino Unido.

Por meio de uma parceria de 2,5 bilhões de libras, o local está sendo transformado em um centro de energia de alta tecnologia. A medida recoloca Wylfa na estratégia de energia nuclear.

A usina original de Wylfa encerrou as operações em 2015, depois de 44 anos de funcionamento.

O fechamento ocorreu por causa da infraestrutura obsoleta dos reatores da década de 1960 e pela interrupção, em 2008, da produção do combustível específico necessário para a operação da planta.

Os planos iniciais de substituição foram abandonados em 2021. Agora, após propostas apresentadas em 2024, o local entra em capítluo moderno de energia.

Estrutura modular

O SMR da Rolls-Royce é um reator de água pressurizada de 470 MWe. Ele foi projetado para fornecer energia de base confiável por pelo menos 60 anos.

Cada unidade tem dimensões compactas de aproximadamente 16 metros por 4 metros. O formato faz parte da proposta modular do plano britânico.

Segundo a World Nuclear News, o desenho modular permite que 90% da unidade seja fabricada fora do local. Isso reduz impactos e ajuda a manter um cronograma mais rápido e previsível.

Chris Cholerton, diretor da Rolls-Royce SMR, afirmou que o projeto representa uma vitória da inovação nacional e mostra que o Reino Unido pode construir seu próprio caminho rumo à segurança energética.

Dinheiro e empregos

A busca por independência energética virou um dos principais lemas do governo. Ao construir localmente, o Reino Unido tenta se proteger das oscilações globais de preços e cumprir metas de emissão zero líquida.

O Fundo Nacional de Riqueza destinou 599 milhões de libras esterlinas para apoiar a engenharia e a implementação dos reatores.

As autoridades estimam a criação de 8.000 empregos. Desse total, 3.000 vagas devem ficar em Anglesey, enquanto outras 5.000 serão distribuídas pela cadeia nacional de suprimentos.

Etapas seguintes

Wylfa já passou por falsos começos antes. Um plano anterior para uma usina de grande escala foi descartado em 2021 e deixou a comunidade local em limbo.

As obras começam imediatamente, mas a decisão final de investimento não é esperada antes da virada da década. Até lá, o projeto ainda terá de superar barreiras de planejamento e regulamentação.

O objetivo é colocar os reatores em operação durante a década de 2030. Depois de resolvidos os pontos financeiros e legais, Wylfa poderá contribuir para a rede eletrica na próxima década.

Com informações de Interesting Engineering.

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Romário Pereira de Carvalho

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