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Renato Cariani paga R$ 2 milhões em uma Cadillac Escalade zero, investe pesado em blindagem premium e vende o SUV de luxo após rodar apenas 1.500 km nas ruas de São Paulo

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 22/12/2025 às 17:41
Atualizado em 22/12/2025 às 19:01
Renato Cariani revela por que vendeu uma Cadillac Escalade de R$ 2 milhões, blindada e com só 1.500 km rodados.
Renato Cariani revela por que vendeu uma Cadillac Escalade de R$ 2 milhões, blindada e com só 1.500 km rodados.
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Empresário explica por que vendeu a Cadillac Escalade ESV blindada, comprada zero por cerca de R$ 2 milhões, após rodar somente 1.500 km e quase não usar o SUV

Recentemente, o influenciador Renato Cariani surpreendeu ao comprar uma Escalade preta, sendo considerado este um dos carros mais luxuosos do planeta.

Em vídeo publicado no seu canal no YouTube, Cariani deixou claro, na conversa com Alê Larangeira, da Prime Imports, que a venda da Cadillac Escalade ESV Premium Luxury não nasceu de arrependimento.

Pelo contrário. Ele repete várias vezes que, na visão dele, não existe nenhum carro na mesma faixa de preço que entregue mais do que a Escalade em tecnologia, conforto, segurança, espaço e presença.

Para Renato, o SUV representa um patamar diferente de chegada e imagem. Ele diz que, mesmo ao lado de superesportivos, a Escalade impõe respeito e transmite uma sensação de grandeza que outros carros não conseguem replicar. Na fala dele, é um veículo que comunica sucesso de forma silenciosa, sem precisar de exageros.

Ele associa esse impacto a um perfil bem definido: empresários, pessoas bem-sucedidas, pais de família e quem prefere rodar com motorista particular. Segundo Renato, não é coincidência que amigos dele, mesmo tendo vários carros, cheguem a eventos sempre de Escalade. O modelo, para ele, carrega um simbolismo forte, reforçado pela associação com o carro do presidente dos Estados Unidos.

Apesar de toda essa admiração, a decisão de vender veio de um fator muito menos glamouroso: o dia a dia. Renato mora em São Caetano do Sul e descreve a realidade urbana da cidade como incompatível com um SUV desse porte. Ruas estreitas, poucas vagas e carros estacionados dos dois lados tornaram o uso da Escalade um desafio constante.

O resultado foi simples e frustrante para ele. O carro ficou parado. Renato afirma que não estava usando a Escalade como ela merece e que isso, aos poucos, deixou de fazer sentido. Na visão dele, é uma judiação ter um V8 daquele tamanho praticamente sem rodar.

Um carro pensado nos mínimos detalhes

Renato conta que a Escalade chegou em março, fruto de uma importação feita diretamente com um contato em Miami. Assim que desembarcou no Brasil, o SUV não foi para a garagem: seguiu direto para o processo de blindagem.

Ele faz questão de detalhar esse ponto porque, segundo ele, a blindagem foi pensada para ser a melhor possível. Vidros AGP em nível B3, uso de tênilon no lugar de metal e aço, mantas de altíssimo padrão e foco absoluto em reduzir peso foram decisões centrais do projeto.

O objetivo era claro: manter conforto, dirigibilidade e sensação de carro original. Renato e os outros participantes da conversa reforçam que o resultado foi uma blindagem “absurdamente leve”, a ponto de o carro não parecer blindado ao rodar.

Além disso, ele menciona o teto panorâmico blindado como parte do pacote, reforçando que não abriu mão de itens de conforto e experiência, mesmo com o nível de proteção elevado.

Depois da blindagem, a Escalade passou por outra etapa extensa de preparação estética e funcional. Renato levou o carro para receber PPF full, cobrindo o veículo inteiro com material de alta espessura e padrão elevado. Segundo ele, o serviço levou cerca de 15 dias de trabalho intenso.

Na sequência, vieram as vitrificações: vidros, bancos, estofado, piso, carroceria e até o carpete. A forma como ele resume esse processo é direta e repetida: tudo que dava para fazer no carro foi feito.

Mesmo com todo esse cuidado, a quilometragem permaneceu mínima. Renato fala em cerca de 1.500 km rodados, número que aparece várias vezes na conversa como sinônimo de carro praticamente zero.

Ele cita apenas alguns usos pontuais: uma ida à casa na praia, uma viagem para Campos do Jordão e dois eventos em São Paulo. Fora isso, o SUV ficou parado, sem encaixar na rotina corrida e urbana dele.

A frustração com propostas e a busca por alguém de confiança

Quando decidiu vender, Renato diz que procurou lojistas e se decepcionou com as abordagens iniciais. Segundo ele, os primeiros tentaram reduzir o preço de forma agressiva, sem considerar o nível de preparação e exclusividade do carro.

Ele reforça que não se tratava de uma Escalade comum. Era a versão Platinum, com carroceria ESV estendida, PPF integral e blindagem ultraleve feita na Colê, citada na conversa como uma das maiores blindadoras do país.

Diante disso, Renato resolveu procurar Alê Larangeira, com quem afirma ter uma relação de muitos anos. Ele conta que passou a receber ligações constantes de interessados querendo comprar o carro e preferiu que a venda fosse conduzida por alguém de confiança.

Na explicação de Alê, apresentada na conversa, a lógica foi transparente. Existe um preço médio de mercado e um preço máximo possível, mas tudo depende do prazo. Com pressa, o valor cai; sem pressa, dá para esperar o comprador certo.

Renato afirma que não tinha pressa nenhuma. Graças a isso, a venda foi feita com calma, até encontrar um comprador que ele descreve como “top”, alguém que pagou o que ele considera um preço justo.

Tempo, custo e a lógica do “pronto para andar”

Um dos argumentos centrais de Renato para defender o valor pago é o tempo. Ele lembra que importar um carro desse porte, regularizar documentos e fazer a blindagem leva meses.

Na conversa, o prazo citado gira em torno de cinco meses, chegando perto de meio ano. Para ele, isso pesa muito na conta. Quem compra um carro como o dele evita toda essa espera e recebe um veículo pronto para rodar.

Renato diz que, se alguém tentasse montar hoje uma Escalade com o mesmo nível de preparação, gastaria mais dinheiro e muito mais tempo. Por isso, ele insiste que o preço foi justo para ambas as partes.

O tom da despedida é emocional. Ele afirma que o carro foi feito com carinho e que está sendo entregue com o mesmo amor. Mais do que vender, ele diz querer ver a Escalade andando, sendo usada e aproveitada.

No fim da conversa, surge o gancho inevitável: qual será o próximo carro. Entre brincadeiras e comparações, a mensagem central permanece a mesma. Renato não vendeu a Escalade por falta de qualidade, mas por falta de encaixe na rotina.

Para ele, a Escalade continua sendo o carro mais bonito, mais confortável e que mais entrega dentro da proposta. Só deixou de fazer sentido mantê-la parada, quando poderia estar na mão de alguém disposto a viver a experiência completa que ela oferece.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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