Símbolo pouco comum para motoristas brasileiros pode aparecer em estradas e gerar dúvida no momento de decidir uma ultrapassagem, especialmente quando a sinalização segue padrões usados fora do país e exige leitura conjunta das placas, das faixas no asfalto e das condições reais da via.
A placa de trânsito com dois carros lado a lado, fundo branco e linhas diagonais sobre o desenho costuma indicar, em sistemas adotados fora do Brasil, o fim de uma proibição de ultrapassagem.
Na prática, o sinal informa que uma restrição anterior deixou de valer a partir daquele ponto, mas não autoriza ultrapassar de forma automática, já que a manobra continua condicionada às condições da via.
A dúvida surge porque esse símbolo não segue o modelo mais conhecido pelos motoristas brasileiros.
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Em países europeus, placas com veículos e barras diagonais podem marcar o encerramento de uma regra específica, como a proibição de ultrapassar ou outras limitações de circulação impostas no trecho anterior.
Por isso, a imagem não deve ser lida como permissão irrestrita para mudar de faixa, invadir o sentido oposto ou iniciar uma ultrapassagem imediatamente.
Antes de qualquer decisão, o condutor precisa considerar visibilidade, distância segura, fluxo da pista e sinalização horizontal.
O que a placa indica na prática
Em uma estrada, o sinal com dois carros e traços diagonais costuma aparecer depois de um trecho em que ultrapassar estava proibido.
Sua função é avisar que aquela limitação específica terminou, permitindo que o condutor volte a avaliar a manobra conforme as demais regras aplicáveis ao local.
A confusão ocorre porque, em muitos países, o fim de uma restrição é mostrado pela repetição do símbolo anterior em tom neutro ou com linhas diagonais.
Para quem conhece apenas o padrão brasileiro, o desenho pode parecer uma nova proibição, um alerta de perigo ou uma placa sem significado claro.

Ainda assim, o efeito prático não elimina uma regra básica de segurança.
Mesmo depois do fim da restrição vertical, a ultrapassagem só deve ocorrer se o motorista tiver certeza de que consegue concluir a manobra sem colocar outros veículos em risco, sobretudo em pistas simples de mão dupla.
Também é indispensável observar a marcação no pavimento, porque a sinalização horizontal pode manter a proibição mesmo quando uma regra anterior parece ter terminado.
Se houver linha contínua amarela dividindo fluxos opostos, a ultrapassagem permanece proibida, ainda que o condutor tenha visto um sinal indicando encerramento da restrição.
Como funciona a proibição de ultrapassar no Brasil
No Brasil, a referência oficial para proibição de ultrapassagem é a placa R-7, identificada no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito como o sinal “Proibido ultrapassar”.
De acordo com a Senatran, ela indica ao condutor que é proibido ultrapassar no trecho regulamentado usando a faixa destinada ao sentido oposto de circulação.
O mesmo manual orienta que o sinal R-7 deve ser usado em locais onde as condições de distância de visibilidade ou outros fatores tornam a ultrapassagem insegura.
Além disso, a norma prevê que a placa pode vir acompanhada de informação complementar sobre a extensão do trecho em que a restrição permanece válida.
A validade da R-7 começa no ponto onde a placa está instalada e segue até o local em que as marcações na pista indiquem possibilidade de ultrapassagem.
Outra forma de encerramento ocorre quando há uma nova placa R-7 com informação complementar de “Término”, o que reforça o papel decisivo da sinalização horizontal na leitura da via.
Sempre que possível, a placa R-7 deve vir acompanhada de linha de divisão de fluxos opostos contínua amarela, conforme o manual.
Na rotina do trânsito, essa combinação reduz dúvidas, porque o condutor recebe a mesma mensagem pela sinalização vertical e pela marcação pintada no asfalto.
Por que a sinalização pode confundir motoristas
A interpretação fica mais difícil quando motoristas brasileiros encontram placas estrangeiras em vídeos, aplicativos, manuais internacionais, estradas fora do país ou conteúdos compartilhados nas redes sociais.
Como cada sistema viário pode adotar desenhos, cores e formatos próprios, sinais parecidos nem sempre transmitem mensagens idênticas.
Em alguns lugares, placas circulares com borda vermelha indicam proibição, enquanto sinais com barras diagonais podem representar o fim de determinada ordem.
No Reino Unido, por exemplo, materiais oficiais explicam que sinais regulatórios costumam ser circulares e que o círculo ou anel vermelho indica uma proibição.
Esse tipo de diferença mostra por que uma imagem isolada pode ser insuficiente para orientar uma manobra.
Uma placa só faz sentido completo quando observada junto ao país, ao código de trânsito local, ao desenho da via, às marcações no pavimento e aos sinais instalados antes e depois dela.
No caso brasileiro, reconhecer um desenho parecido com o usado em outro país não basta para definir a conduta ao volante.
O motorista deve seguir o padrão previsto pela legislação nacional e respeitar a sinalização válida no local onde está dirigindo, porque cada sistema estabelece seus próprios modelos e regras de aplicação.
Ultrapassagem segura depende da via e da sinalização
Entre as manobras realizadas em rodovias, a ultrapassagem está entre as que mais exigem avaliação do motorista.
Para executá-la com segurança, é necessário ter espaço para sair da faixa, ganhar velocidade, passar pelo veículo à frente e retornar sem obrigar outros condutores a frear ou desviar.
Curvas, aclives, declives, pontes, viadutos, cruzamentos, trechos com visibilidade limitada e locais com tráfego intenso podem tornar a ultrapassagem proibida ou desaconselhada.
Por esse motivo, a presença ou ausência de uma placa nunca substitui a obrigação de avaliar as condições reais da estrada.
Quando o trecho permite ultrapassagem, ainda cabe ao motorista conferir retrovisores, sinalizar a intenção, manter distância, observar veículos no sentido contrário e verificar se outro condutor já iniciou a mesma manobra.
A decisão deve ser tomada com margem de segurança, não apenas com base no fim de uma restrição.
Em viagens internacionais, estudar previamente as principais placas do país de destino ajuda a evitar interpretações equivocadas.
Sinais parecidos podem ter significados diferentes, e modelos pouco familiares para brasileiros podem fazer parte da rotina de motoristas locais.
No Brasil, a leitura correta passa por uma regra simples: a placa R-7 proíbe ultrapassar, e o fim dessa restrição depende das marcações na pista ou de sinalização complementar.
Quando a linha contínua amarela permanece no asfalto, a ultrapassagem continua proibida, mesmo que o motorista tenha interpretado outro sinal como liberação.


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