Wally Taibleson começou a estudar aos 70, conquistou quatro diplomas e aos 90 virou o formando mais velho da história da California State University.
Quando muita gente associa aposentadoria a desacelerar, Wally Taibleson fez o contrário. Morador de Carlsbad, na Califórnia, ele entrou na faculdade pela primeira vez em 1993, aos 70 anos, e duas décadas depois chegou à formatura de 2013 com um feito raríssimo: tornou-se o formando mais velho da história do sistema California State University, ao concluir seu terceiro mestrado e o quarto diploma da trajetória universitária.
A força dessa história não está apenas no recorde. O caso ganhou repercussão porque condensava uma ideia poderosa sobre envelhecimento e aprendizado contínuo. Em reportagem da NBC San Diego, o filho dele definiu o pai como uma “refutação viva” para quem acha que não pode voltar a estudar, enquanto o próprio Wally defendia uma filosofia simples: continuar aprendendo era a melhor forma de não se considerar velho.
Aposentadoria não virou pausa e sim ponto de partida para a vida universitária
Segundo a NBC San Diego, Wally Taibleson começou a frequentar a universidade em 1993, já aos 70 anos, como uma maneira de manter a mente ativa depois da aposentadoria. O dado muda completamente o peso da trajetória, porque mostra que sua vida acadêmica não foi continuação natural da juventude, mas uma escolha tardia e deliberada, feita quando muita gente já considera encerrada a fase de estudos.
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Essa decisão tardia transformou a aposentadoria em recomeço. Em vez de usar a universidade apenas como passatempo, Wally construiu ao longo de cerca de vinte anos uma sequência de graduações e pós-graduações que o levaria a um lugar histórico dentro do ensino superior público da Califórnia.
Quarto diploma aos 90 anos colocou Wally Taibleson na história da universidade pública da Califórnia
Em 17 de maio de 2013, Wally recebeu o título de Master of Arts in Education pela California State University San Marcos. A CBS Los Angeles informou que aquele diploma era o seu quarto no campus: ele já havia obtido um bacharelado em História e outros dois mestrados antes de concluir o terceiro mestrado, aos 90 anos.
A mesma reportagem registrou que ele era, naquele momento, o estudante mais velho do sistema California State University e também o formando mais velho da história da CSUSM. Já a NBC San Diego destacou o feito como o marco que transformou Wally em símbolo acadêmico muito além da própria cerimônia de formatura.
O resultado foi mais do que uma curiosidade etária. Ao concluir um mestrado aos 90, Wally virou exemplo concreto de que idade avançada e ambição intelectual não são incompatíveis, sobretudo em um sistema universitário público amplo e tradicional como o da Califórnia.
Filho resumiu a trajetória do pai como resposta direta para quem acha que já passou da hora
A repercussão da história ganhou ainda mais força por causa da reação da família. Em trecho destacado pela NBC San Diego, o filho Jim Taibleson afirmou que o pai era seu melhor amigo e o definiu como alguém inspirador, além de chamá-lo de “refutação viva” para qualquer pessoa que imagine não poder voltar a estudar ou alcançar novos objetivos.
A fala ajuda a explicar por que o caso ultrapassou o noticiário local sobre formatura. Wally não apareceu apenas como um aluno longevo, mas como um personagem que desmontava, na prática, a ideia de que existe idade certa para começar um novo ciclo intelectual.
Ex-aluno histórico virou também benfeitor da universidade
A relação de Wally Taibleson com a California State University San Marcos não terminou com a entrega do diploma. Em sua página em memória do ex-aluno, o departamento de História da CSUSM informa que ele criou a Clare and Wally Taibleson Presidential Scholarship, uma bolsa que oferece quatro anos de apoio a um estudante promissor do ensino médio, e também ajudou a estabelecer um fundo para o próprio departamento de História.
Esse detalhe amplia a importância da trajetória. Wally não apenas voltou a estudar tarde e acumulou diplomas em idade avançada, mas devolveu à universidade parte do que viveu ali, ajudando financeiramente a formação de novos alunos. O ex-aluno tardio acabou se tornando também um agente de permanência e oportunidade para outras gerações.
História de Wally Taibleson virou símbolo de aprendizado sem prazo de validade
O caso de Wally Taibleson permanece forte porque junta recorde, persistência e utilidade pública. A história reúne elementos com alto apelo jornalístico: entrada tardia na faculdade, quatro diplomas, formatura aos 90 anos e reconhecimento institucional dentro de um dos maiores sistemas universitários públicos dos Estados Unidos.
Mais do que um feito individual, sua trajetória virou um argumento poderoso contra a ideia de que aprender tem prazo de validade. Ao transformar a aposentadoria em ponto de partida e a longevidade em combustível para estudar, Wally Taibleson deixou um exemplo que continua forte mais de uma década depois da formatura histórica de 2013.


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