Copa do Mundo 2026 tem Espanha como principal favorita em estudo baseado em inteligência artificial e análise estatística.
Copa do Mundo de 2026: pesquisadores recorreram à inteligência artificial e à análise de grandes volumes de dados para estimar as chances de cada uma das 48 seleções participantes. O levantamento, conduzido por cientistas da Universidade de Innsbruck, na Áustria, identificou a Espanha como a equipe com maior probabilidade de conquistar o torneio, embora os números indiquem uma competição bastante equilibrada.
O estudo utilizou informações sobre desempenho internacional das seleções, avaliações individuais dos atletas, valores de mercado dos elencos e dados de apostas esportivas. Com base nesse conjunto de informações, um sistema computacional simulou os possíveis confrontos da competição e calculou as chances de avanço em cada etapa.
Como foi feita a projeção para a Copa do Mundo?
Diferentemente de palpites tradicionais, a pesquisa foi baseada em cálculos estatísticos e aprendizado de máquina, tecnologia conhecida por identificar padrões em grandes bases de dados.
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O modelo criado pelos pesquisadores avaliou todos os cenários possíveis entre as equipes classificadas para a competição. A partir disso, estimou quantos gols cada seleção poderia marcar em diferentes confrontos e projetou os caminhos até a decisão.
O objetivo não foi prever resultados exatos, mas indicar tendências com base nos dados disponíveis atualmente.
Espanha lidera ranking de favoritos
Entre todas as seleções avaliadas, a Espanha apareceu na primeira colocação do levantamento.
Ainda assim, a vantagem em relação aos concorrentes mais próximos não é ampla. Inglaterra, França e Alemanha surgem logo atrás, formando um grupo que concentra as maiores probabilidades de levantar o troféu.
Confira os percentuais apresentados pelos pesquisadores:
- Espanha — 14,5%
- Inglaterra — 12,4%
- França — 12,4%
- Alemanha — 11,2%
- Portugal — 8,9%
- Argentina — 8,2%
- Holanda — 5,6%
- Brasil — 4,7%
Os números reforçam o cenário de equilíbrio destacado pelos autores da pesquisa.
Brasil aparece entre os candidatos ao troféu
Embora não esteja entre os quatro primeiros colocados do estudo, o Brasil figura no grupo de seleções que ainda possuem chances relevantes de conquistar a competição.

A equipe brasileira recebeu probabilidade de 4,7%, ficando atrás de seleções europeias como Portugal e Holanda, além da atual campeã mundial Argentina.
Por outro lado, o levantamento destaca que diferenças relativamente pequenas podem ser alteradas conforme novos resultados e mudanças nos elencos ocorram até o início do torneio.
Equilíbrio é a principal marca desta edição
Um dos aspectos que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a proximidade entre os favoritos.
Achim Zeileis, integrante da equipe responsável pelo trabalho, afirmou que a disputa pelo título está mais aberta do que em outras edições recentes.
Segundo ele, a corrida pela taça apresenta um nível elevado de equilíbrio quando comparada a torneios anteriores.
Essa avaliação é reforçada pelos percentuais encontrados. Mesmo a seleção mais bem posicionada não alcança 15% de probabilidade de conquista.
Os responsáveis pelo estudo destacam que o futebol mantém um alto grau de imprevisibilidade. Andreas Groll, outro autor da pesquisa, lembrou que nem mesmo a equipe apontada como favorita consegue atingir 20% de chance real de título.
Na prática, isso significa que acontecimentos inesperados continuam tendo peso significativo ao longo da competição.
Lesões, desempenho em momentos decisivos e resultados surpreendentes podem alterar completamente o cenário projetado pelos modelos estatísticos.
Seleções com menores probabilidades de ganhar a Copa do Mundo de 2026
Enquanto algumas equipes aparecem como candidatas ao troféu, outras ocupam as últimas posições do levantamento.

Entre as seleções com menor possibilidade de vencer a Copa do Mundo estão:
- Jordânia;
- Catar;
- Iraque;
- África do Sul;
- Curaçao.
Os pesquisadores ressaltam, porém, que essas projeções representam apenas probabilidades calculadas a partir dos dados disponíveis atualmente.
Histórico dá credibilidade ao modelo
Embora os próprios autores reforcem que nenhuma projeção é capaz de antecipar o futuro com certeza, o grupo responsável pelo estudo possui um histórico relevante em competições internacionais.
De acordo com as informações divulgadas, modelos semelhantes desenvolvidos pelos pesquisadores acertaram os campeões da Copa do Mundo de 2010, da Eurocopa de 2012 e também da Copa do Mundo Feminina de 2019.
Esse retrospecto ajuda a explicar o interesse despertado pelo novo levantamento. Ainda assim, os cientistas fazem questão de destacar que a pesquisa deve ser vista como uma ferramenta de análise de tendências e não como uma previsão definitiva dos resultados.
Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, o estudo aponta a Espanha como líder na corrida pelo título. Porém, os próprios números revelam que nenhuma seleção possui vantagem confortável, cenário que mantém aberta a possibilidade de surpresas ao longo da competição.
Fonte: Época Negócios e DailyMail
