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Prédio em formato de peteca construído na Índia não é apenas chamativo: o design arredondado não serve só para o visual, mas também protege a estrutura contra os ciclones severos da região, tem 7 mil m² e oito quadras profissionais de badminton

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 21/05/2026 às 19:08
Atualizado em 21/05/2026 às 19:10
Assista o vídeoPor dentro do The Shuttle: o prédio em formato de peteca na Índia que une salas de estudo, proteção contra tempestades e oito quadras profissionais.
Por dentro do The Shuttle: o prédio em formato de peteca na Índia que une salas de estudo, proteção contra tempestades e oito quadras profissionais. (Imagem meramente ilustrativa gerada por IA)
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Conheça o The Shuttle: o prédio em formato de peteca na Índia que une salas de estudo, proteção contra tempestades e oito quadras profissionais.

Oito quadras profissionais de badminton, dormitórios para esportistas residentes e uma academia de preparação física formam o coração do The Shuttle, um complexo esportivo com formato de peteca, com cerca de 7.000 m² de área construída em Bhubaneswar, na Índia.

Projetado pelo escritório de arquitetura indiano Archohm sob as diretrizes do governo de Odisha, o prédio foi planejado para funcionar como uma vila de treinamento autossuficiente.

A iniciativa faz parte de uma estratégia governamental ampla que elegeu o badminton como modalidade prioritária para colocar a região no mapa das grandes competições mundiais.

Para simbolizar essa ambição, os arquitetos transformaram o elemento central do jogo em realidade física, criando uma edificação inovadora que imita perfeitamente o formato de uma peteca.

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A estrutura interna e o foco no desenvolvimento dos atletas

Atrás da fachada temática inovadora, a engenharia interna do prédio foi pensada para dar suporte integral tanto ao preparo corporal quanto intelectual dos futuros campeões.

O espaço busca atrair e reter novos talentos da modalidade, oferecendo uma infraestrutura que vai muito além das áreas de jogo tradicionais.

O mapeamento interno do edifício conta com as seguintes instalações:

  • Espaços de estudo e biblioteca para a formação educacional dos esportistas;
  • Dormitórios estruturados para hospedar com conforto os atletas alojados;
  • Área de convivência com cafeteria e comércio voltado para artigos esportivos;
  • Arquibancadas integradas diretamente ao grande pavilhão de esportes;
  • Um terraço acessível com vista panorâmica para a paisagem urbana da cidade.

O rigor técnico no isolamento das quadras profissionais

Para garantir que os esportistas alcancem o máximo desempenho, o ambiente das quadras exige precisão absoluta e total isolamento das forças da natureza.

No badminton, o controle do ar e a qualidade da iluminação são fatores críticos que determinam a precisão de cada jogada.

O projeto solucionou essas exigências técnicas de duas maneiras específicas:

  1. Vedações contra correntes de ar: Uma simples rajada de vento pode desviar a trajetória da peteca e comprometer o andamento da partida. Por isso, o salão principal do prédio ganhou uma envoltória completamente vedada e um sistema de climatização mecânica. O ar é distribuído de forma controlada, impedindo o surgimento de fluxos cruzados sobre o piso de jogo.
  1. Luz linear e homogênea: Reflexos desregulados, sombras em posições erradas ou contrastes excessivos prejudicam a visibilidade dos atletas. As luminárias foram posicionadas estrategicamente para gerar uma claridade linear sobre as quadras, eliminando qualquer risco de ofuscamento visual durante as competições.

Engenharia aerodinâmica para enfrentar ciclones severos

Se a parte interna preza pelo isolamento total, a área externa do prédio foi desenhada para interagir de forma inteligente com o clima hostil de Bhubaneswar, uma região frequentemente castigada por ventos ciclônicos severos.

A escolha do formato arredondado de peteca, portanto, cumpre uma função de segurança civil que vai muito além do apelo estético.

Em construções quadradas ou retangulares convencionais, as paredes planas retêm a força do vento, gerando picos perigosos de pressão concentrada nas quinas e quarentas da estrutura.

No caso do The Shuttle, a geometria curva faz com que as correntes de ar escoem suavemente ao redor das fachadas.

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Essa distribuição uniforme das forças da natureza reduz os esforços mecânicos localizados, conferindo ao imóvel um comportamento estrutural muito mais estável e seguro durante tempestades extremas.

Da anatomia do jogo para o desenho arquitetônico

A equipe de designers da Archohm buscou inspiração na própria estrutura de uma peteca de badminton — composta tradicionalmente por uma cabeça esférica de cortiça e uma saia de penas sintéticas ou de ganso.

Essa mesma lógica lógica foi replicada na divisão do edifício:

  • A base esférica: A porção inferior do imóvel assemelha-se a uma grande tigela, simbolizando a base firme do objeto. Essa estrutura robusta garante a sustentação mecânica e o equilíbrio visual da fundação.
  • As penas luminosas: No topo da cobertura, engenheiros instalaram um sistema de luzes radiais. Durante a noite, esses pontos iluminados reforçam a silhueta das “penas”, tornando o contorno do prédio reconhecível mesmo a quilômetros de distância.

Ao realocar o foco para a eficiência interna, o projeto do The Shuttle prova que um edifício temático, como esse prédio em formato de peteca, pode oferecer alta performance para os atletas, segurança contra desastres naturais e um símbolo histórico de identidade cultural.

Fonte: EngSette

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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