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Quanto ganha entregador do Mercado Livre fazendo duas rotas por dia, encarando três rotas no fim do ano, usando Fiorino, dois celulares e aplicativo para faturar mais e fugir de patrão e carteira assinada

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 28/12/2025 às 13:46
Assista o vídeoQuanto entregador do Mercado Livre ganha fazendo duas rotas por dia, três rotas no fim do ano com Fiorino, trocando carteira assinada por autonomia.
Quanto entregador do Mercado Livre ganha fazendo duas rotas por dia, três rotas no fim do ano com Fiorino, trocando carteira assinada por autonomia.
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Em vídeo gravado em Curitiba em 16 de setembro de 2025, um casal mostra quanto um entregador do Mercado Livre pode faturar fazendo duas rotas por dia, encaixando três no fim do ano e usando Fiorino, dois celulares, MEI e aplicativo para otimizar ganhos, sem patrão direto, sem carteira assinada

No Parque Passaúna, em Curitiba, o casal Mateus e Raíssa, que atua há um ano como entregador do Mercado Livre em regime agregado, decidiu responder em detalhe a pergunta que mais recebe na porta do hub e nos comentários do canal: quanto dá para tirar por dia fazendo uma ou duas rotas, e o que muda quando o motorista encara até três rotas no fim de ano.

Ao longo do vídeo, eles explicam a rotina com Fiorino, MEI de transporte, uso de dois celulares com o aplicativo oficial, diferença entre trabalhar agregado para transportadora e via aplicativo de envios extras e mostram uma tabela de remuneração atualizada na mesma data. A mensagem central é direta: dá para “fugir” de patrão chato e da carteira assinada, mas o ganho depende da disposição física, da região e do modelo de pagamento da transportadora.

Como funciona a rotina do entregador do Mercado Livre hoje

Quanto entregador do Mercado Livre ganha fazendo duas rotas por dia, três rotas no fim do ano com Fiorino, trocando carteira assinada por autonomia.

Mateus e Raíssa contam que atuam como entregador do Mercado Livre há cerca de um ano, em esquema agregado, dirigindo uma Fiorino para uma transportadora em Curitiba.

Para entrar, foi necessário abrir MEI no ramo de transporte, emitir notas e organizar a documentação do veículo, sem exigência de que o carro esteja no nome do titular do CNPJ, o que permite arranjos com funcionários e mais de um motorista usando a mesma frota.

Eles destacam que é possível ter um carro no nome de uma pessoa, CNPJ no nome de outra e um terceiro atuando como motorista cadastrado na base do Mercado Livre, com o pagamento caindo na conta do dono do CNPJ.

Em alguns casos, proprietários chegam a operar dois ou três veículos, pagando diária para motoristas ou dividindo as despesas do carro.

A lógica é empresarial, mesmo para quem começou sozinho, e exige planejamento de custos e escala.

Duas rotas por dia: disponibilidade quase total e poucas folgas

Na prática, o casal afirma que, em um ano de atuação, houve apenas “duas ou três vezes” em que colocaram disponibilidade e não rodaram nem de manhã nem à tarde.

A regra, segundo eles, é clara: quem quer trabalhar de domingo a domingo encontra rota praticamente todos os dias, desde que a região tenha demanda e transportadoras suficientes.

O esquema funciona assim: na transportadora, o entregador do Mercado Livre informa a disponibilidade um dia antes.

Se for escalado e faltar, paga multa por “no show”, porque a transportadora contava com aquele motorista para uma rota específica.

Já no aplicativo de envios extras, a rota toca no celular, com valor e estimativa de horas, e o motorista decide se aceita ou não.

É mais flexível, mas, em tese, com menos garantia de volume diário.

Três rotas no fim do ano: quando o trabalho começa às 6h e termina à meia-noite

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Na alta temporada, sobretudo no fim do ano, a dinâmica muda de patamar.

O casal relata que já conseguiu fazer até três rotas no mesmo dia, combinando duas rotas regulares com uma “ambulância”, como é chamado o apoio para finalizar entregas que sobraram em outras rotas.

Segundo o relato, isso só é viável para quem aceita sair de casa por volta das 6 horas da manhã e voltar perto da meia-noite, em dias em que “o pau quebra” no volume de pacotes.

Eles fazem questão de frisar que não romantizam o trabalho: é cansativo, exige atenção constante e desgasta fisicamente, porque o motorista lida com muitos pacotes de alto valor, trânsito pesado e necessidade de cumprir ao menos 90% da rota para evitar problemas.

Dois celulares e trabalho em dupla para acelerar as entregas

Um dos pontos práticos que mais chamam atenção é o uso de dois celulares com o mesmo login.

Mateus entra no hub com o próprio aparelho, faz o carregamento e, ao sair, abre o QR Code de identificação.

Raíssa aponta a câmera do segundo celular para o código, e todas as entregas aparecem também no segundo aparelho.

Com isso, os dois atuam juntos na mesma rota, cada um com um celular rodando o aplicativo Envio Logístico, dando baixa em pacotes diferentes.

Quando a rota tem 80 paradas, trabalhar em dupla pode transformar o trabalho em duas sequências de 40 paradas, encurtando o dia e abrindo espaço para aceitar uma segunda rota ou uma ambulância, dependendo do fôlego e do horário.

MEI, ANTT, Fiorino e regras na estrada

No relato, eles reforçam que o MEI precisa estar registrado em atividade de transporte para emissão correta de notas. Já a autorização da ANTT e a placa vermelha não são obrigatórias para entrar no Mercado Livre, mas o casal decidiu regularizar toda a documentação para poder pegar fretes em rodovias e evitar problemas de fiscalização em outras cargas.

A Fiorino aparece como veículo típico nesse modelo: utilitário pequeno, com boa capacidade de carga e aceito por transportadoras e e-commerces como Mercado Livre, Shopee, Amazon e outros. Alguns motoristas usam carro de passeio, outros atuam com frotas maiores. A mensagem do casal é objetiva: documentar o veículo e o motorista amplia a chance de pegar mais serviços e diminui o risco de multas e apreensões.

Quanto ganha um entregador do Mercado Livre por rota

Ao falar de números, Mateus e Raíssa mostram uma tabela da transportadora de Curitiba com valores por tipo de veículo, número de pacotes e eventuais adicionais, válida especificamente para o dia 16 de setembro de 2025.

Eles ressaltam que essa tabela muda de empresa para empresa e que outras transportadoras usam lógicas diferentes, como pagamento apenas por pacote ou valor fixo por dia.

No vídeo, há exemplos de transportadoras que pagam entre R$ 0,90 e R$ 1,50 por pacote entregue, sem valor de saída, e casos em que o motorista recebe um fixo em torno de R$ 335, independente de a rota ser mais fácil ou mais difícil.

Em empresas que somam um valor base mais o adicional por pacote, o ganho diário cresce conforme o volume de entregas.

Em cenários assim, duas rotas no mesmo dia podem praticamente dobrar o bruto, antes de descontar combustível, manutenção, diárias de motorista e demais custos do carro.

Eles reforçam, porém, que não existe “quanto ganha entregador do Mercado Livre” como valor único.

Tudo varia conforme a cidade, a transportadora, o modelo de pagamento (por rota, por pacote ou misto), a quantidade de dias em que o motorista se coloca disponível e a disposição para dobrar rota ou aceitar apoio de ambulância.

Mercado Livre versus CLT: liberdade, cansaço e outras fontes de renda

Mesmo descrevendo o desgaste físico, o casal afirma que, para eles, vale mais trabalhar como entregador do Mercado Livre do que voltar para um emprego tradicional com carteira assinada.

A principal razão citada não é apenas o dinheiro, mas a combinação de autonomia, possibilidade de escolher os dias de trabalho e chance de atuar juntos no mesmo veículo.

Eles também lembram que não vivem só das entregas.

Há outras fontes de renda paralelas, e o modelo de prestação de serviço permite, em alguns dias, simplesmente não colocar disponibilidade no sistema para resolver questões pessoais ou produzir conteúdo.

Na visão deles, o trabalho como agregados oferece flexibilidade, mas exige responsabilidade financeira e física, porque não há salário fixo garantido, décimo terceiro, férias nem proteção típica da CLT.

No fim, a experiência mostrada em Curitiba indica que o teto de ganho diário do entregador do Mercado Livre depende menos de uma tabela mágica e mais da soma de rotas, da região escolhida, da capacidade de organizar custos e da disposição para enfrentar jornadas longas, especialmente no fim de ano, quando o volume de pacotes explode.

Diante dessa realidade, na sua conta pessoal, hoje, você encararia a rotina de entregador do Mercado Livre para tentar ganhar mais com duas ou três rotas ou ainda prefere a previsibilidade da carteira assinada mesmo ganhando menos no mês?

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Jeferson
Jeferson
01/01/2026 09:01

Com certeza é impossível fazer mais de duas rotas por dia a não ser que a primeira rota seja volumes grandes e no máximo 14 entregas fora isso no máximo 2 rotas. Eu carreguei pelo mercado livre de Barueri São Paulo e o bagulho é **** quando minha rota caiu no aplicativo aceitava chegava na estação de carreamento minha gaiola contia mais de 110 pacotes com aproximadamente 90 paradas isso era envialvel fazer ainda mais sendo em área de risco. Com essa carga para ser entregue seria mais viável dividir em duas Fiorino para fazer mas sair da estação com mas de 100 pacotes é um risco absurdo.

Alysson
Alysson
30/12/2025 09:55

lero lero . falou muito e não falou valores. matéria enganosa

Hugo borges
Hugo borges
29/12/2025 15:29

Antes colocassem que não há valor fixo. E sim, uma estimativa. Conheci um rapaz (rj) faz entregas com uma Palio Wekeend. Ele tira de 3k a 4k numa quinzena

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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