Proposta da Occidental Petroleum por Anadarko supera a da Chevron

Anadarko
 

Acordo de aquisição assinada entre a Chevron e Anadarko na semana passada está ameaçado após proposta da norte-americana Occidental Petroleum

A Occidental Petroleum resolveu atravessar o negócio anunciado na semana passada, entre a Chevron e a Anadarko e fez uma proposta 70% a mais que a Chevron.
A Chevron havia oferecido US$ 33 bilhões para compra da Anadarko, sendo que as empresas chegaram a assinar um acordo de aquisição, mas esta proposta foi superada pela Occidental Petroleum que ofereceu US$ 57 bilhões.

A Anadarko se pronunciou ontem (24/04), no intuito de informar que a nova proposta ainda passará pela análise de seu conselho de administração.
O declaração da petroleira foi nos seguintes termos: “A Anadarko espera dar um retorno à oferta (…) após sua revisão e reafirma, até este momento, sua recomendação pela transação com a Chevron”.

Ao se confirmar a aceitação pela maior proposta, a nova empresa entre a Anadarko e a Occidental nasceria com um valor de mercado de US$ 100 bilhões e com uma produção total de 1,4 milhão de boed.
A Anadarko, porém teria que se resolver com a Chevron, a quem teria que pagar com a desistência do negócio, uma taxa de 1 bilhão de dólares.

Já a Occidental declarou por carta ao conselho da Anadarko, também na data de ontem (24/04), que já havia enviado duas propostas com valores bem maiores do que aquela feita pela Chevron.

Os possíveis novos sócios

A Occiental Petroleum é uma petroleira de forte atuação nos EUA, América Latina e Oriente Médio e teve uma média de produção de 658 mil boed em 2018, quando apresentou um faturamento de US$ 19 bilhões e lucrou US$ 4 bilhões.
Em seu portfólio baseado dezembro de 2018, a companhia tinha 2,8 bilhões de boe em reservas provadas.

Em relação a Anadarko, a petroleira tem atuação nos EUA, África e América do Sul, obteve uma extração média de 663 mil boed em 2018 e chegou ao final do ano passado com 1,473 bilhão em reservas provadas.
A receita foi de US$ 13,382 bilhões e o lucro anual da companhia foi de US$ 615 milhões.

O que se sabe é que o imbróglio ainda esta longe de um fim, mas sabe-se que quem comprar a Anadarko passará a possuir, no Brasil, os blocos C-M-101 e C-M-61, com 30% e 33% de participação, respectivamente, na Bacia de Campos.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships