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Primo de Luciano Hang deixou a Havan após quase uma década, apostou em imóveis e hoje gere R$ 6 bilhões em lançamentos; empresário que só recebe quando vende diz ter esgotado prédio inteiro em Santa Catarina em apenas 45 minutos

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Escrito por Carla Teles Publicado em 03/06/2026 às 19:29 Atualizado em 03/06/2026 às 19:33
Primo de Luciano Hang deixou a Havan após quase uma década, apostou em imóveis e hoje gere R$ 6 bilhões em lançamentos; empresário que só recebe quando vende diz ter esgotado (1)
Primo de Luciano Hang, Jordan Hang trocou a Havan pelo mercado imobiliário e gere R$ 6 bilhões em lançamentos imobiliários SC com um modelo de negócio imobiliário que só cobra na venda. Imagem: Divulgação/Adaptação IA
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Jordan Hang, primo de Luciano Hang, saiu da Havan em 2020 e criou o Grupo JH, que hoje administra R$ 6 bilhões em lançamentos imobiliários no Sul do país. Seu modelo só é remunerado quando a venda acontece, e ele afirma ter vendido um prédio inteiro em 45 minutos.

Depois de quase uma década dentro de uma das maiores varejistas do Brasil, o primo de Luciano Hang decidiu trocar de ramo. Jordan Hang passou anos cuidando do marketing da Havan, acompanhando de perto a expansão da marca fundada pelo primo, mas saiu em 2020 com uma ideia diferente na cabeça. O que ele construiu depois foi o Grupo JH, hoje responsável pela gestão de R$ 6 bilhões em lançamentos imobiliários nos três estados do Sul.

A trajetória do primo de Luciano Hang chama atenção não apenas pela mudança de setor, mas pelo modelo de negócio que ele escolheu. Diferentemente da maioria das empresas do ramo, o Grupo JH só é remunerado quando a venda do imóvel efetivamente acontece, sem comissão fixa e sem cobrança por campanha publicitária. Segundo informações da Exame, é essa lógica de risco compartilhado que sustenta o argumento mais impressionante de Jordan: a afirmação de ter esgotado um prédio inteiro em apenas 45 minutos durante um lançamento em Santa Catarina.

A saída da Havan e a virada para os imóveis

Jordan Hang passou quase dez anos dentro da Havan, cuidando da área de marketing e acompanhando a operação de comunicação que rodava com agência própria dentro da empresa. Foi ali que ele aprendeu sobre um setor que, segundo ele, briga por margens muito baixas e investe mais de R$ 250 milhões por ano em comunicação. Esse aprendizado o acompanhou quando decidiu sair, em 2020.

A virada para o mercado imobiliário, conta o empresário, nasceu de uma conversa. Ele conheceu um empreendedor do litoral catarinense num evento, e este descreveu um bairro planejado para abrigar 27 mil pessoas.

A reação inicial foi de incredulidade, mas, ao ver o projeto de perto, mudou de ideia. O que o convenceu de vez foi a matemática do setor: enquanto no varejo a disputa é por frações de margem, na construção civil a remuneração corre sobre percentual, com corretores, gerentes e parceiros ganhando sobre o que vendem.

Um modelo que só cobra quando vende

Primo de Luciano Hang, Jordan Hang trocou a Havan pelo mercado imobiliário e gere R$ 6 bilhões em lançamentos imobiliários SC com um modelo de negócio imobiliário que só cobra na venda.
Imagem; Divulgação

O grande diferencial do negócio do primo de Luciano Hang está na forma de cobrança. No modelo do Grupo JH, a empresa só recebe quando a venda é concretizada. Não existe comissão fixa nem cobrança por campanha de publicidade, o que coloca a empresa numa posição de risco compartilhado com o incorporador.

Jordan resume a filosofia dizendo que o modelo é totalmente baseado no ganho do cliente, fazendo com que a empresa entre no risco e atue quase como sócia de quem contrata. Para justificar a agressividade da operação, ele aponta que, no pior cenário possível, o incorporador não paga nada e ainda sai ganhando em posicionamento de marca. A sustentação financeira dessa estrutura, segundo o empresário, é o caixa próprio: a empresa banca toda a operação antes de ver qualquer retorno.

O caso do prédio vendido em 45 minutos

O argumento de venda mais concreto do primo de Luciano Hang é um caso específico. Em Brusque, no interior de Santa Catarina, ele afirma ter vendido um prédio inteiro em apenas 45 minutos durante o lançamento, com toda a operação feita por meio de um sistema próprio. Em Porto Belo, na região de Balneário Camboriú, diz reduzir o tempo de comercialização de um produto de dois anos para 30 dias.

O que sustenta essa velocidade, segundo Jordan, é a tecnologia desenvolvida pelo grupo. Uma das empresas administra os lançamentos desde o atendimento até o pós-venda contratual, organizando toda a operação que, no discurso do empresário, transforma meses de venda em semanas, ou até minutos, como no caso de Brusque. No primeiro trimestre, o grupo afirma ter vendido R$ 150 milhões apenas na faixa entre Itajaí e Porto Belo.

As três frentes do Grupo JH

O negócio montado pelo primo de Luciano Hang não se resume a uma única empresa. O Grupo JH opera com três frentes voltadas ao mercado imobiliário: uma que faz a gestão dos lançamentos, uma de tecnologia para administrar essas operações e uma agência de marketing e estratégia. Juntas, elas chegam ao volume de R$ 6 bilhões sob administração, número que Jordan faz questão de distinguir do faturamento da empresa.

O empresário recusa o rótulo tradicional de agência de marketing e prefere se descrever como uma agência de estratégia com ênfase em comunicação. A crítica que faz ao mercado publicitário clássico é estrutural: para ele, a agência tradicional separa quem atende o cliente de quem cria, gerando uma comunicação superficial e distante do lucro de quem paga. Por isso, mantém o time criativo dentro da operação do próprio cliente, buscando alinhar comunicação e resultado de venda.

A aposta para um ano de Copa e eleição

Para 2026, a meta do primo de Luciano Hang é ousada: quadruplicar o investimento da agência de estratégia, que já ultrapassou os sete dígitos de faturamento no ano anterior. O detalhe é que ele aposta em acelerar justamente num ano marcado pela Copa do Mundo e pelas eleições, período em que parte dos empreendedores costuma travar decisões de investimento.

A leitura de Jordan é oposta à da maioria. Para ele, quem busca faturamento procura justamente quem é remunerado por faturamento, o que tornaria o cenário favorável ao seu modelo de negócio. Por enquanto, a operação se concentra no litoral catarinense, uma das regiões que mais valorizam no país, mas o plano do empresário é expandir para outros estados, levando para fora de Santa Catarina o modelo que ele desenvolveu unindo a velocidade de venda do varejo com a remuneração por resultado da incorporação.

O que você acha do modelo de negócio do primo de Luciano Hang, de só cobrar quando a venda acontece? Acredita que vender um prédio inteiro em 45 minutos é sustentável ou apenas marketing? E você confiaria nesse tipo de operação para comprar um imóvel? Deixa sua opinião nos comentários e marque aquele amigo que sonha em investir no mercado imobiliário.

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Carla Teles

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