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Prepare o bolso: mais de 80 novos radares começam a multar nessa cidade brasileira a partir de abril e foram colocados justamente nos trechos com mais acidentes, tráfego intenso e excesso de velocidade nas rodovias federais

Publicado em 16/02/2026 às 16:53
Atualizado em 16/02/2026 às 16:55
DNIT amplia fiscalização eletrônica com radares, sinalização e controle de velocidade em SC; veja trechos, prazos e impacto no bolso.
DNIT amplia fiscalização eletrônica com radares, sinalização e controle de velocidade em SC; veja trechos, prazos e impacto no bolso.
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Com contrato assinado no fim de 2025, o DNIT iniciou a retomada da fiscalização eletrônica e priorizou segmentos com maior risco viário, tráfego elevado e excesso de velocidade; até abril de 2026, os primeiros radares devem multar após instalação, sinalização, aferição do Inmetro e validação técnica dos estudos nos trechos.

Os radares voltaram a ganhar protagonismo nas rodovias federais de Santa Catarina com uma implantação que combina urgência operacional e filtro técnico rigoroso. A primeira leva já está em andamento, e a expectativa oficial é de que os equipamentos comecem a autuar a partir de abril de 2026, conforme a conclusão de cada etapa obrigatória.

A mudança não ocorre de forma aleatória nem simultânea em todo o estado. O modelo adotado prevê priorização por criticidade viária, implantação escalonada e validação metrológica antes de qualquer multa. Na prática, o motorista vê novos pontos surgindo em corredores de maior pressão de tráfego, enquanto outros trechos ainda passam por estudo.

Por que esses trechos receberam fiscalização eletrônica

A definição dos pontos de radares segue a Instrução Normativa nº 43/2021 do DNIT, que estabelece critérios técnicos obrigatórios para indicação de fiscalização eletrônica.

Entre os elementos avaliados estão características físicas da via como curvas, aclives, travessias e acessos, além do volume de veículos que circula diariamente em cada segmento. Não é apenas o número da placa de velocidade que decide a instalação.

Outro eixo central da análise é o comportamento real de circulação, incluindo as velocidades efetivamente praticadas e a chamada Velocidade Percentil 85, usada para retratar como a maioria dos condutores trafega no local.

Esse retrato operacional é cruzado com histórico de acidentes e sinistros para identificar trechos críticos. O objetivo declarado é segurança viária, com foco em reduzir risco onde a combinação de fluxo, geometria da via e excesso de velocidade eleva a probabilidade de ocorrências graves.

Quem participa da implantação e quanto já foi liberado

Quem conduz o processo é o DNIT, por meio de sua superintendência regional, com execução técnica da empresa contratada e controle de conformidade ao longo das fases.

Após novo contrato firmado em novembro de 2025, Santa Catarina passou a ter previsão de 321 faixas de fiscalização, equivalentes a 201 pontos em rodovias federais, com execução estimada em até 12 meses. Esse volume mostra uma retomada ampla, não pontual.

Na etapa já concluída de priorização, 131 faixas correspondentes a 82 pontos foram liberadas e encaminhadas para a operadora responsável.

Ao mesmo tempo, os demais locais seguem em Estudos Técnicos de Viabilidade para confirmar criticidade e condições de implantação inicial. Isso significa que o mapa final pode sofrer ajustes, porque os pontos previstos em contrato ainda dependem da validação técnica definitiva.

Prazos, etapas e o que precisa acontecer antes da multa

O cronograma operacional separa dois cenários. Nos locais ainda em elaboração de estudo, a contratada tem até 60 dias para concluir a análise e submeter ao DNIT.

Já nos pontos autorizados para instalação, o prazo é de até 90 dias para fechar todas as etapas, incluindo implantação física, sinalização e procedimentos técnicos necessários à entrada em operação. Sem fechar esse ciclo, não há autuação válida.

Além da instalação, há uma exigência inegociável: a aferição metrológica do Inmetro. Esse procedimento certifica a confiabilidade das medições e é pré-requisito para aplicação de multas.

Em paralelo, o DNIT reforça que, mesmo onde o equipamento ainda não esteja multando, a sinalização da via continua plenamente válida. Respeitar o limite permanece obrigatório antes, durante e depois da ativação dos radares.

Onde os radares estão avançando em Santa Catarina

No Oeste, a BR-153 já apresenta pontos em instalação, como os quilômetros 35,015 e 35,77 em Ponte Serrada, além dos quilômetros 58,315 e 58,9 em Irani. Esse bloco indica avanço concreto em trechos com fluxo relevante e histórico sensível. É uma das frentes em que a implantação já saiu da fase de planejamento.

Na BR-282, o movimento aparece em dois grandes eixos. Na região da Grande Florianópolis e Serra, há instalação em trechos como km 3,47 e 3,49 (Florianópolis), km 16,95 (Palhoça), km 27,4 e 32,06 (Santo Amaro da Imperatriz), km 44,025 (Águas Mornas) e km 111,07 (Alfredo Wagner), enquanto outros pontos seguem em estudo.

No corredor Serra/Oeste, há instalação em Bom Retiro (km 127,95 e 128,22), Vargem Bonita (km 436,89), Irani (km 437,49), vários segmentos de Ponte Serrada (entre os km 445,6 e 462,96) e Cordilheira Alta (km 529,185 e 529,245). A distribuição confirma foco em áreas de tráfego intenso e criticidade operacional.

BR-280 Norte: corredor estratégico ainda em etapa técnica

No Norte do estado, a BR-280 concentra uma lista extensa de pontos em elaboração de estudo pela contratada, incluindo segmentos em São Francisco do Sul, Araquari, Jaraguá do Sul, Corupá e São Bento do Sul.

Entre os quilômetros já mapeados para essa fase estão, por exemplo, 1,515; 4,73; 7,29; 10,93; 14,4; 24,3; 28,7; 33,08; 68,32; 72,835; 75,32; 75,535; 78,74; 81,77; 84,83; 93,2; 96,73; 111,3; e 111,57. É um corredor ainda majoritariamente em validação técnica.

Esse estágio não é mero protocolo burocrático. É nele que se confirma se cada ponto contratado permanece adequado para implantação, com base em risco real, operação da via e coerência com os parâmetros federais.

Por isso, embora a lista de locais seja ampla, a entrada em operação depende da conclusão de estudos, autorização, instalação, sinalização e aferição. A fiscalização eletrônica, nesse caso, avança por camadas de controle para reduzir contestação e aumentar precisão.

Como o motorista pode acompanhar e o que muda na rotina

Para quem quer saber onde há equipamento ativo e qual estudo embasou cada ponto, o DNIT indica consulta pública no Portal de Multas.

A plataforma permite verificar os radares em operação e acessar informações técnicas relacionadas à implantação. Esse acompanhamento tende a ganhar importância à medida que abril se aproxima e novos pontos migram de “instalação” para “fiscalização efetiva”.

Na rotina prática, a principal mudança é previsibilidade com responsabilidade: trechos críticos devem ter monitoramento mais constante, e a margem para dirigir acima do limite diminui.

O impacto financeiro existe, mas o desenho oficial prioriza redução de risco em áreas de maior vulnerabilidade viária. Para o condutor, a decisão mais econômica e segura continua sendo a mesma: velocidade compatível com a sinalização e atenção contínua ao trecho.

A retomada dos radares em Santa Catarina combina escala, critério técnico e implantação gradual: já há mais de 80 pontos priorizados, enquanto o plano total prevê 201 pontos e 321 faixas ao longo da execução contratual.

Com operação iniciando de forma progressiva a partir de abril de 2026, o cenário é de fiscalização mais presente justamente onde o risco é maior.

Se você dirige com frequência pela BR-153, BR-280 ou BR-282, em qual trecho a mudança já alterou seu comportamento ao volante? E, na sua experiência, a fiscalização nesses pontos tende a melhorar a segurança no dia a dia ou ainda precisa de ajustes de sinalização e comunicação para funcionar melhor?

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MANOEL De Fino
MANOEL De Fino
17/02/2026 16:28

Concordo que deve ter Radares,mas com tanta tecnologia, fica difícil acreditar que os novos radares não tenham um meio de aferir velocidades diferentes para veículos pesados e veículos leves.
Veículos leves com tanta tecnologia embarcada nao tem o porquê de fazer uma curva 40Kmh, 60 kmh. Como era no tempo que so tínhamos Fusca,Brasília, kombi, corcel,chevet….

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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