Caso em domingo (14) virou assunto nacional após dinheiro ser apreendido em Itapema e ligado a uma negociação que acabou em denúncia de golpe
A apreensão de R$ 865 mil em dinheiro colocou Armazém, município com pouco menos de 9 mil habitantes, no centro das atenções nos últimos dias. Parte do valor foi encaminhada para a casa de Luiz Mendes (PSD), prefeito da cidade catarinense, que confirmou ter sido vítima de um golpe durante uma negociação envolvendo sacos de milho.
O episódio mobilizou forças de segurança em Santa Catarina e levantou questionamentos imediatos sobre a movimentação de uma quantia tão alta em espécie.
Golpe chamou atenção pela divisão em cédulas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200.
No domingo (14), a Polícia Militar, em parceria com guardas municipais de Itapema (SC), apreendeu R$ 865 mil em dinheiro.
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Uma parte do montante teve como destino um imóvel ligado ao prefeito de Armazém, o que ampliou a repercussão e acelerou a busca por explicações.
O golpe chamou atenção pelo volume de dinheiro e pela forma de transporte, em pacotes e com divisão em cédulas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200.
Como o golpe foi aplicado na negociação do milho
A negociação envolvia uma compra que poderia chegar a R$ 1 milhão, mas o valor reunido ficou em R$ 865 mil, com previsão de saques no banco.
Dois homens foram até a casa do prefeito, o dinheiro foi contado e o encontro avançou como se o acordo fosse ser concluído.
Em uma das idas ao banheiro, o dinheiro original foi substituído por dinheiro falso, e os estelionatários desapareceram logo depois.
Por que o caso ganhou repercussão em uma cidade com pouco menos de 9 mil habitantes
Armazém tem pouco menos de 9 mil habitantes, o que faz qualquer ocorrência fora do padrão virar assunto rapidamente.
A associação entre o montante e um imóvel do prefeito colocou a administração municipal no radar de críticas e boatos.
O prefeito declarou que a quantia não tinha relação com a prefeitura e afirmou ter uma empresa própria, incluindo uma agropecuária.
O que o prefeito disse sobre a origem do dinheiro e os comprovantes
Após acionar a Polícia Militar, o prefeito relatou o golpe e apresentou detalhes dos pacotes e das notas usadas.
Ele afirmou ter entregue comprovantes de saque para demonstrar a origem do dinheiro e disse que parte ficou retida por falta de comprovantes no momento.
A declaração também trouxe a informação de que aproximadamente R$ 498 mil já teriam sido ressarcidos, com um levantamento em andamento para comprovar a origem do restante.
Prisão rápida e quanto foi recuperado
Após o registro do ocorrido, os suspeitos foram localizados e abordados na BR 101, nas proximidades da saída 137, em Balneário Camboriú.
A ação envolveu a ROMU e a Polícia Militar de Santa Catarina, com localização do dinheiro em malas com sistema de segurança.
Houve ressarcimento de R$ 498 mil. Ainda faltam cerca de R$ 367 mil, além de uma diferença apontada de aproximadamente R$ 6 mil que não estava mais no pacote.
A Guarda Municipal de Itapema informou que o dinheiro estava em malas com sistema de segurança, o que dificultou o acesso prévio ao conteúdo.
Na abordagem, os homens disseram que o dinheiro vinha de uma negociação e preferiram não detalhar o restante, mantendo o caso sob apuração.
A apuração segue para esclarecer o caminho do restante do dinheiro e consolidar a comprovação da origem dos valores movimentados.
O caso mostra como golpes bem articulados podem atingir até quem trabalha há décadas no setor e como sinais como preço abaixo do mercado e exigência de pagamento em espécie elevam o risco.
O que você acha desse caso? Situações como essa mostram que golpes podem atingir qualquer pessoa, independentemente da experiência. Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre o episódio e os cuidados que negociações desse tipo exigem.

Que reportagem confusa,na verdade falaram tanto e não disseram o que realmente aconteceu.