Em Portugal e outros países europeus, trabalhadores da área de Tecnologia da Informação (TI) têm sido cada vez mais recrutados
Empresas europeias de Tecnologia da Informação (TI) estão buscando especialistas brasileiros para atuação em seus territórios. Países como Portugal, Alemanha, Suécia e Polônia têm aberto suas portas para brasileiros em virtude da baixa oferta de profissionais qualificados na área. Veja também: Mitsubishi expõe na EcoPro 2019 tecnologias para lidar com problemas ambientais
As companhias, que sofrem com a falta de mão de obra, arcam com despesas como passagens e hospedagem para o trabalhador e toda sua família, oferecendo todo suporte necessário nos primeiros meses após a mudança.
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De acordo com pesquisa do Boston Consulting Group (BCG), de 131 profissionais atendidos pela consultoria, 63% confirmam interesse em se mudar para os EUA, que é o destino preferido dos brasileiros de TI. Logo em seguida, aparecem Canadá, Portugal e Alemanha.
Os países da Europa, contudo, acabam sendo mais favoritos que os EUA por facilitarem a permanência de estrangeiros, além de contar com processos de solicitação de visto menos burocráticos. É comum, por exemplo, que o cônjuge do trabalhador contratado também consiga visto de trabalho, o que não ocorre tão facilmente nos EUA.
Na Suécia, por exemplo, a quantidade de vistos oferecidos para brasileiros trabalharem na área de Tecnologia da Informação passou de 15 em 2014 para 126 neste ano de 2019. Do total dos novos vistos em 2014, 19% eram para profissionais de TI e, atualmente, esse número chega a 36%.
De acordo com dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), os brasileiros correspondem a maior comunidade estrangeira em Portugal, que representa 20,3% do total de 421.711 imigrantes que vivem em solo português. No país, muitas vezes, as empresas não exigem que o trabalhador tenha concluído o ensino superior, pedem apenas comprovação de experiência na área.
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