Segundo um levantamento da CNI, os investimentos em portos repassados pelo Governo foi de apenas R$ 59 milhões
Em levantamento feito pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, a Companhias Docas, que atualmente administram os portos públicos, recebereu do governo em 2019, uma quantia de apenas R$ 59 milhões. Segundo a CNI, isso equivale a 10,5% da projeção, que é o menor valor desde 2003, e ainda diz que entre os anos de 2000 a 2019, foram investidos apenas 30% do que foi prometido.
Leia também outras notícias do dia:
- Marítimos da Transpetro são demitidos após teste do bafômetro no desembarque. Os tripulantes estavam a bordo do navio petroleiro há cerca de 8 meses
- Construtora está com oportunidades de emprego para atuar em cidades no Estado de São Paulo
- Ambev está contratando técnicos para as áreas de elétrica, mecânica, instrumentação, química e segurança
A Companhia Docas, uma das empresas que está na lista de futuras privatizações, em 2018 recebeu R$ 104 milhões, mais da metade do investimento feito no ano seguinte pelo governo. Esse investimento de apenas 30% do prometido, segundo a CNI, equivale a um investimento não realizado de R$ 14,6 bilhões a valor presente.
Matheus de Castro, especialista em Infraestrutura da CNI, disse que “Esta falta de investimentos afeta diretamente a competitividade do país e a produtividade das empresas. Estes números reforçam a necessidade de se acelerar a privatização das Companhias Docas, para obtermos os mesmos ganhos que tivemos com os aeroportos concedidos”.
-
Em vez de rebocar a parede, arquitetos argentinos deixaram tijolos comuns aparentes, sem rejunte tradicional, sem acabamentos, sem pintura e criaram um pavilhão vazado que parece uma instalação artística
-
Com 100 pallets descartados e ferramentas simples, projeto cria abrigo de 23 m², recicla madeira usada no transporte de ajuda humanitária e transforma moradia provisória para refugiados
-
Escócia cria tijolo feito com mais de 95% de entulho reciclado, elimina a queima em forno e tenta reinventar uma peça usada em obras há quase mil anos
-
Em Taipei, 1,5 milhão de garrafas plásticas recicladas deixaram de ser lixo, viraram blocos de construção e formaram um pavilhão de nove andares para uma exposição internacional
Maria Fernanda Hijjar, sócia do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), disse que “Podemos fazer um paralelo com as concessões dos aeroportos. O ganho em produtividade foi grande. Neste ponto de vista, sou otimista com as privatizações das Companhias Docas”, ao falar dos investimentos na Companhia das Docas.
“O problema da falta de recursos é histórico e tende a piorar, pela armadilha fiscal que estamos prevendo. E temos que lembrar que as Docas sempre foram focos de aparelhamento (político) e com denúncias de desvios”, afirma Claudio Frischtak, fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios.
Em nota, o Ministério da Infraestrutura, afirma grandes dificuldades com os investimentos, “A baixa execução orçamentária nas Companhias Docas é um problema histórico que tem se acentuado e decorre por diversos fatores, como a deficiência e excessiva burocracia do processo de planejamento e execução orçamentária e financeira no setor público. O Ministério da Infraestrutura tem voltado esforços para a promoção da desestatização, já em desenvolvimento para os portos organizados de Vitória, Barra do Riacho, Santos, São Sebastião e Itajaí.”

Seja o primeiro a reagir!