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Porto do Açu e Van Oord lançam primeira dragagem com biocombustível HVO em 2026 — marco verde na descarbonização portuária do Brasil

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 03/12/2025 às 09:22
Frasco Erlenmeyer com biocombustível HVO em destaque sobre superfície, com embarcações desfocadas ao fundo no Porto do Açu
Porto do Açu e Van Oord lançam primeira dragagem com biocombustível HVO em 2026 — marco verde na descarbonização portuária do Brasil/ Imagem Ilustrativa
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O Porto do Açu inicia em 2026 a primeira operação de dragagem com biocombustível usando HVO, em parceria com a Van Oord, reforçando a agenda brasileira de descarbonização portuária

Em 2 de dezembro de 2025, o Porto do Açu e a Van Oord anunciaram uma iniciativa inédita no setor marítimo brasileiro: a primeira operação de dragagem com biocombustível utilizando HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), um diesel renovável que promete reduzir significativamente as emissões associadas às atividades portuárias. Segundo matéria publicada pelo Guiamarítimo e outros veículos, a adoção do combustível ocorrerá a partir de 2026, durante a dragagem de manutenção dos canais do complexo portuário localizado no norte do Estado do Rio de Janeiro.

Descarbonização como prioridade estratégica no Porto do Açu

O anúncio representa um marco para a transição energética nos portos do Brasil e posiciona o Porto do Açu na vanguarda da descarbonização no setor marítimo. Segundo informações divulgadas pelo Guiamarítimo, a parceria reflete o alinhamento do porto com metas globais de sustentabilidade e reforça o compromisso da Van Oord com operações marítimas de menor impacto ambiental.

A decisão de utilizar HVO na dragagem nasce de uma agenda consistente de descarbonização que o Porto do Açu vem implementando ao longo dos últimos anos. Como um dos maiores complexos portuários e industriais do país, o Açu tem defendido a adoção de combustíveis renováveis para rebocadores, embarcações de apoio e, agora, operações de dragagem.

O porto já havia realizado, em 2025, importantes operações-piloto com o HVO. Em março daquele ano, o Terminal de Líquidos (TLA) recebeu o primeiro abastecimento de biocombustível verde para um rebocador no Brasil. Em outubro, cinco rebocadores atuaram em uma manobra marítima abastecidos exclusivamente com HVO, marcando outra estreia nacional.

Van Oord e o avanço na dragagem com biocombustível

A Van Oord, uma das maiores empresas de engenharia marítima do mundo, será responsável por conduzir a dragagem com HVO no Porto do Açu. A companhia possui ampla experiência em projetos de infraestrutura costeira, portuária e offshore em diversos continentes, e tem ampliado iniciativas de sustentabilidade em suas operações globais.

A adoção do combustível renovável em dragagem reforça a estratégia da empresa de reduzir emissões diretas e atender a padrões ambientais cada vez mais rigorosos em portos e rotas marítimas.

A parceria entre o Porto do Açu e a Van Oord simboliza a união entre inovação tecnológica e compromisso ambiental em um setor historicamente dependente de combustíveis fósseis.

A parceria evidencia o compromisso do Porto do Açu em impulsionar a transição energética no setor portuário brasileiro, adotando soluções alinhadas aos novos padrões ambientais. A iniciativa fortalece a contribuição do complexo para os esforços globais de redução de emissões e avanço da energia sustentável, destaca Vinicius Patel, diretor de Administração Portuária e Serviços.

Como a dragagem com HVO será aplicada no Porto do Açu?

Dragagem com biocombustível e metas ambientais

A operação prevista para 2026 consiste na dragagem de manutenção dos canais de acesso do Porto do Açu, essencial para garantir profundidade adequada e segurança às embarcações de grande porte. A utilização do HVO em dragas de grande potência pode reduzir significativamente as emissões de CO₂ equivalente quando comparada ao diesel marítimo convencional.

Estudos internacionais apontam que o HVO pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida do combustível, dependendo da matéria-prima utilizada. Essa redução é essencial para operações portuárias, que tradicionalmente concentram grande parte das emissões de suas atividades em consumo de combustíveis.

O novo modelo operacional pode estabelecer um novo padrão para dragagens sustentáveis no Brasil.

A presença do HVO no setor marítimo brasileiro

O HVO está entre os biocombustíveis mais promissores do mercado internacional por sua alta eficiência energética, estabilidade e compatibilidade com motores já existentes. Diferente do biodiesel tradicional, o HVO pode substituir o diesel fóssil sem necessidade de modificações estruturais, o que facilita sua adoção em larga escala.

No Brasil, o Porto do Açu tem se destacado como um dos principais hubs para testes e operações com o diesel renovável, funcionando como ponto de abastecimento e laboratório operacional. A consistência das operações realizadas ao longo de 2025 permitiu que o porto e a Van Oord ampliassem o uso do combustível para a dragagem de manutenção.

O papel do Porto do Açu na transição energética

O Porto do Açu vem se consolidando como um dos polos mais relevantes de energia sustentável no país. Além de iniciativas com biocombustíveis, o complexo também participa de projetos relacionados a hidrogênio verde, amônia, energias renováveis e descarbonização industrial.

O porto integra, desde 2024, um conjunto de estudos conduzidos pela ANTAQ sobre infraestrutura de baixo carbono e incentivos à redução de pegada ambiental. Essas iniciativas reforçam o compromisso institucional do porto com práticas sustentáveis e seu papel como referência em operações marítimas ecológicas.

Infraestrutura necessária para o uso contínuo de HVO

Para a realização da dragagem com HVO, será necessário manter uma logística de abastecimento consistente e adaptada ao consumo das dragas de grande porte da Van Oord.

Um dos elementos essenciais nesse processo é o Terminal de Líquidos (TLA), que já demonstrou capacidade para receber, armazenar e distribuir combustível renovável durante os testes realizados em 2025.

Esse tipo de infraestrutura será vital para suportar o aumento da demanda por combustíveis sustentáveis em operações marítimas, especialmente se outras empresas e terminais do país iniciarem processos de replicação das práticas adotadas pelo Porto do Açu.

Desafios e oportunidades no uso de combustíveis renováveis

Apesar dos avanços, alguns desafios permanecem, como o custo ainda elevado do HVO em comparação ao diesel convencional e a oferta limitada no mercado brasileiro. A expansão da produção nacional e o aumento da competitividade devem ser fatores decisivos para ampliar o uso desse tipo de combustível.

Por outro lado, a crescente pressão regulatória e o avanço de políticas ambientais no Brasil e no exterior devem acelerar investimentos em fontes renováveis para o setor marítimo.

Portos que adotarem soluções de baixo carbono tendem a se posicionar de forma mais competitiva no comércio internacional. A adoção do HVO na dragagem pode ser um divisor de águas na agenda ambiental do setor portuário brasileiro.

Relevância do avanço para o futuro do setor portuário

A iniciativa anunciada pelo Porto do Açu e pela Van Oord não representa apenas um passo tecnológico, mas uma mudança cultural na forma como operações portuárias são planejadas e executadas. A combinação entre redução de emissões, inovação operacional e compromisso público com metas ambientais coloca o setor portuário brasileiro em sintonia com agendas globais de sustentabilidade.

Além disso, a experiência pode se tornar um modelo replicável para outros portos, abrindo caminho para uma cadeia marítima mais verde, eficiente e alinhada às diretrizes internacionais de descarbonização. O avanço simboliza uma transformação estrutural, capaz de redefinir padrões e expectativas dentro da logística e da infraestrutura portuária.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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