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Ninguém vai precisar pagar: polilaminina, proteína que devolve movimentos a paraplégicos e tetraplégicos, será distribuída pelo SUS e está em fase final de testes

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 24/02/2026 às 20:29
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Foto: reprodução/TV Cultura
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Polilaminina será distribuída gratuitamente pelo SUS após aprovação da Anvisa; proteína criada na UFRJ está na fase 1, custa cerca de US$ 100 por dose e já foi aplicada em pelo menos 30 pacientes com lesão medular

A polilaminina será acessível e gratuita pelo SUS após aprovação da Anvisa, onde está na fase 1 de testes. O anúncio foi feito pela dra. Tatiana Sampaio no programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira, 23.

A bióloga da UFRJ afirmou que a produção da polilaminina será disponibilizada ao Ministério da Saúde para distribuição nos hospitais públicos de todo o Brasil.

Segundo ela, esse é o acordo firmado com o Dr. Pacheco, dono do Laboratório Cristália e único parceiro na fabricação.

De acordo com a pesquisadora, o compromisso do laboratório é garantir que nenhum brasileiro precise pagar pelo tratamento após a aprovação regulatória. A declaração foi dada durante entrevista ao jornalista Ernesto Paglia.

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Polilaminina no SUS e compromisso com gratuidade

A dra. Tatiana reforçou que a oferta da polilaminina pelo SUS depende da conclusão das fases 1, 2 e 3 conduzidas pela Anvisa, responsáveis por avaliar segurança, eficácia e dosagem em seres humanos.

Não há prazo definido para a liberação oficial. A agência segue protocolos científicos próprios para análise de medicamentos. Enquanto isso, o Brasil aguarda os resultados dos testes em andamento.

A equipe médica treinada pela pesquisadora é a única autorizada a aplicar a injeção na lesão medular. Os profissionais viajam para diferentes regiões do país, com despesas custeadas pelo Laboratório Cristália.

Custo, patente e produção exclusiva

Durante o programa, a cientista explicou que o custo de produção da polilaminina gira em torno de 100 dólares, aproximadamente 517 reais pela cotação atual da moeda norte-americana.

A produção é exclusiva do Laboratório Cristália. A pesquisadora alertou para possíveis golpes e destacou que não possui redes sociais. Perfis com o nome dela são falsos.

Sobre a patente internacional, ela esclareceu que não houve relação com corte de verbas federais. Segundo informou, a própria UFRJ decidiu não manter o pagamento por economia de custos.

Já a patente nacional foi preservada com mil reais pagos por ela mesma, para não perder os direitos.

Debate científico e grupo controle

Questionada se teria descoberto a cura para paralisias por lesão medular, a bióloga afirmou que considera a expressão forte. Disse que se trata de uma substância promissora, com resultados inéditos, mas ainda em pesquisa.

Ao ser provocada sobre a necessidade de grupo controle com placebo, respondeu que não se utiliza grupo controle em estudo piloto. Afirmou que médicos precisam estudar antes de emitir declarações.

Ela acrescentou que realizou testes com grupo de controle em camundongos e cachorros, mas se recusa a aplicar placebo em humanos com até 48 horas para receber o medicamento após lesão medular.

Resultados iniciais e aplicação em pacientes

A polilaminina já foi aplicada em pelo menos 30 pacientes. Destes, seis receberam o medicamento durante a pesquisa conduzida na universidade.

Segundo a pesquisadora, mais de 75% apresentaram ganho motor. A literatura científica aponta que cerca de 9% das pessoas com lesão na medula têm chance média de recuperação motora espontânea.

O primeiro paciente tetraplégico que voltou a andar após a aplicação foi o bancário Bruno Drummond de Freitas. A cientista ressaltou que nem todos terão o mesmo resultado, pois cada caso é diferente.

Mudança de protocolos e repercussão

A bióloga declarou que precisou criar novos métodos de estudo no laboratório da UFRJ para desenvolver a polilaminina. Disse ainda que a ciência terá de evoluir para criar novos protocolos para esse tipo de caso.

Ela avaliou que a grande divulgação tem lado bom e lado ruim. O aspecto negativo é gerar expectativa elevada em pessoas com lesão medular.

Por outro lado, a exposição nas redes sociais contribuiu para que a Anvisa acelerasse procedimentos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também mencionou a polilaminina publicamente.

A pesquisadora afirmou que a continuidade da pesquisa é cara. Mesmo assim, segue dividindo o tempo entre entrevistas e o trabalho no laboratório.

Enquanto isso, o país acompanha as fases de testes, aguardando a avaliação definitiva da Anvisa para que a polilaminina possa ser oficialmente liberada e integrada ao sistema público de saúde.

Com informações de Só Notícia Boa.

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Xsiomara gastelum
Xsiomara gastelum
03/03/2026 03:58

Donde la puedo conseguir? Por favor, mi esposo tiene daño medular tiene paraplejia tiene apenas 6 meses de la lesión

Edilson Pereira Barbosa
Edilson Pereira Barbosa
26/02/2026 23:12

Glória à Deus! Parabéns Dra Tatiana e que esse tratamento chegue logo ao alcance do maior número de pessoas, inclusive eu que sou paraplégico a quase 15 anos.

María Helena Soares Dulci
María Helena Soares Dulci
26/02/2026 08:31

Viva Tatiana Sampaio e universidade pública brasileira!

Romário Pereira de Carvalho

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