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PIB do Brasil sobe 0,1% no 3º trimestre e apresenta desaceleração, aponta IBGE; crescimento fica abaixo do esperado

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Escrito por Sara Aquino Publicado em 04/12/2025 às 09:54
PIB do Brasil sobe 0,1% no 3º trimestre e apresenta desaceleração, aponta IBGE. Economia perde ritmo após revisões dos trimestres anteriores.
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PIB do Brasil sobe 0,1% no 3º trimestre e apresenta desaceleração, aponta IBGE. Economia perde ritmo após revisões dos trimestres anteriores.

O PIB do Brasil sobe 0,1% no 3º trimestre e apresenta desaceleração, aponta IBGE, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O levantamento mostra o quê: uma perda de ritmo da economia; 

quem: o IBGE, responsável pela análise; 

quando: no terceiro trimestre; 

onde: em todo o território nacional; 

como: com base no cálculo oficial do Produto Interno Bruto;

E por quê: em função das revisões dos trimestres anteriores e do comportamento dos setores produtivos.

O desempenho ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma variação maior, indicando um cenário de desaceleração após meses de recuperação mais intensa. 

Crescimento tímido gera alerta entre analistas 

De acordo com o IBGE, o Produto Interno Bruto teve avanço de apenas 0,1% na comparação com o segundo trimestre. 

O resultado contrasta com a alta anterior, de 0,4%, e reforça a percepção de que o país perdeu fôlego no ritmo de expansão econômica. 

Além disso, o mercado esperava um crescimento de 0,2%, o que coloca o desempenho efetivo levemente abaixo das projeções, ainda que não represente retração. 

PIB do Brasil sobe 0,1% no 3º trimestre e apresenta desaceleração, aponta IBGE: valores totais 

O IBGE informou que o PIB somou R$ 3,2 trilhões entre julho e setembro. 

Desse total, R$ 2,7 trilhões correspondem ao valor adicionado a preços básicos, que reflete a produção direta dos setores econômicos. 

Já R$ 449,3 bilhões se referem aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. 

Esse detalhamento reforça a estrutura do cálculo oficial e ajuda a compreender de onde vêm as variações registradas no trimestre. 

Comparação anual aponta crescimento mais intenso 

Mesmo com desaceleração no trimestre, o IBGE destacou que, na comparação com o mesmo período de 2024, o PIB cresceu 1,8%, superando a expectativa de 1,7%. 

O dado anual mostra que a economia brasileira manteve trajetória positiva, ainda que em ritmo irregular. 

Esse desempenho melhor que o previsto ocorre porque os dois primeiros trimestres do ano foram revisados para cima, o que alterou a leitura geral de 2025. 

Revisões do ano melhoram cenário acumulado 

O IBGE revisou o crescimento do primeiro trimestre de 2,9% para 3,1% e do segundo trimestre de 2,2% para 2,4%. 

Essas atualizações reforçam que a desaceleração recente não anula o desempenho forte observado no início do ano. 

Segundo o instituto, o setor agropecuário teve papel decisivo nessas revisões, impulsionando o resultado acumulado no ano e compensando a perda de fôlego registrada no terceiro trimestre. 

Agro influencia positivamente, mas não impede desaceleração 

O agronegócio, que historicamente tem forte impacto no PIB, contribuiu para elevar os números dos trimestres anteriores. 

Entretanto, mesmo com o bom desempenho, a economia como um todo mostrou sinais de exaustão no período mais recente. 

Assim, o conjunto dos setores produtivos não conseguiu manter o ritmo, o que levou ao cenário em que o PIB do Brasil sobe 0,1% no 3º trimestre e apresenta desaceleração, aponta IBGE. 

Expectativas para os próximos meses 

Economistas agora observam os próximos indicadores para entender se a desaceleração será pontual ou se representa uma tendência. 

A proximidade do fim do ano, o comportamento do consumo das famílias e os movimentos do mercado internacional serão fatores decisivos. 

Apesar do resultado modesto, o país ainda acumula crescimento no ano e mantém perspectiva de fechar 2025 no campo positivo, caso não enfrente choques adicionais. 

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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