Petrobras reduzirá preço de combustíveis nesta semana, diz Bolsonaro

Roberta Souza
por
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07-12-2021 09:39:24
em Economia, Negócios e Política
Petrobras, Bolsonaro, combustíveis Foto: reprodução google




A petroleira foi procurada, mas não quis se pronunciar sobre a afirmação do presidente Jair Bolsonaro sobre a redução de preços dos combustíveis

O presidente da república, Jair Bolsonaro, declarou no último domingo, 5 de dezembro, que a Petrobras começará a reduzir os preços dos combustíveis a partir dessa semana. Além disso, em entrevista ao site Poder360, Bolsonaro comentou sobre a possibilidade de encontrar prefeitos para discutir sobre os transportes públicos.

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“A Petrobras começa a anunciar já esta semana redução do preço do combustível. O que eles têm alegado, que eu tenho visto eles reclamando, é que com o aumento do combustível aumenta o preço da passagem. Agora seria bom que eles procurassem os governadores”, afirmou.

A assessoria de imprensa da Petrobras foi procurada, mas não confirmou e nem negou a afirmação de Jair Bolsonaro, dizendo que, por enquanto, a petroleira não vai se pronunciar sobre.

Política de preços da Petrobras

No último mês, em entrevista à CNN, Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras, disse nao discutir política de preços com o presidente Jair Bolsonaro. “A minha relação com o presidente Bolsonaro é de profundo respeito e consideração, e isso é recíproco. Eu não trato com o presidente sobre o preço de combustível. Esse assunto não conversamos.” , declarou Joaquim.

No mês de setembro, em uma apresentação à imprensa para discutir os preços dos combustíveis, o presidente da Petrobras confirmou que não haveria mudança na política da companhia no que diz respeito ao preço dos combustíveis. “Entendo como uma oportunidade para mostrar como a Petrobras tem participado de tudo isso. Começo afirmando que não há nenhuma mudança na política de preço da Petrobras. Continuamos trabalhando da forma como sempre trabalhamos”, pronunciou Silva e Luna na ocasião.

Em outubro, Joaquim Silva e Luna concedeu uma entrevista à Reuters e reafirmou que não há chances de a Petrobras atuar para manter os preços dos combustíveis no Brasil em um momento de valores elevados, que estão pressionando a inflação e o orçamento dos brasileiros.

Isso quer dizer que a Petrobras reajustará os preços da gasolina e do diesel caso os preços do petróleo ou do câmbio tenham novas elevações estruturais. O executivo afirmou ainda que isso precisa ser feito para manter a política da Petrobras de manter a paridade com as cotações mundiais, embora a sociedade exerça pressão contrária a isso.

Joaquim Silva e Luna afirmou também que a Petrobras não detém monopólio no segmento e que não é certo culpá-la pelas sucessivas elevações do preço cobrado pelos combustíveis. “Há 24 anos a Petrobras não exerce monopólio. Ela compete livremente com outros atores do mercado”, confirmou.

Sobre a possível privatização da Petrobras

Recentemente o presidente Jair Bolsonaro declarou que “infelizmente” a Petrobras é independente, levantando a possibilidade de privatizar a petroleira. E, embora o comunicado oficial da Petrobras tenha afirmado que não há estudos sobre essa pauta no Ministério da Economia e nem no Ministério de Minas e Energia, auxiliares presidenciais relataram à CNN Brasil que técnicos do governo estão realizando, a pedido de Bolsonaro, uma análise informal sobre a privatização, caso ele decida apresentar uma proposta ao Congresso Nacional.

As ações da Petrobras estiveram entre as maiores altas do dia na B3, encerrando o pregão com ganhos de mais de 6% na época em que a notícia de uma possível privatização veio a público.

No início do mês de novembro, outra declaração de Bolsonaro sobre o valor dos combustíveis causou impacto na bolsa de valores. O presidente do Brasil declarou que a petroleira anunciaria, em 20 dias, mais um reajuste, o que fez com que o Ibovespa, índice principal da B3, apresentasse alta de quase 4%.

ICMS nos combustíveis

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sofreu um congelamento, durante 90 dias, como forma de tentar conter a alta nos preços dos combustíveis. A medida foi aprovada unanimemente em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). “O objetivo é colaborar com a manutenção dos preços nos valores vigentes em 1º de novembro de 2021 até 31 de janeiro de 2022”, disse o Ministério da Economia.

Mesmo depois dessa decisão, o diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, Cláudio Mastella, afirmou que a petroleira não considerava congelar o preço dos combustíveis. De acordo com ele, a medida causaria um ‘descompasso’ com o mercado estrangeiro, o que causaria um prejuízo para a Petrobras.

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos