Empreendimento da Petrobras será localizado no offshore do Rio Grande do Norte e faz parte da revisão do plano de negócios da petroleira para o período 2020-2024
Conforme o Click Petróleo e Gás noticiou no dia 26 de setembro, a Petrobras revisou seu plano estratégico de negócios 2020-2024 e anunciou que fará investimentos em renováveis.
Pois bem, confirmando a transição energética pela qual passam não só a Petrobras, mas todas as grandes petroleiras do mundo, o Diário Oficial da União divulgou no último dia 04 de outubro, um pedido (vide no final da matéria) da estatal feito ao IBAMA para licença prévia e licença de instalação para implementação de uma planta piloto de geração eólica offshore .
O estudo ambiental envolve uma usina éolica offshore a ser instalada cerca de 20 Km da costa de Guamaré, no campo de Ubarana, no estado do Rio Grande do Norte.
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Segundo relatório produzido pela consultoria KPMG em parceria com a fabricante de equipamentos Siemens Gamesa, chamado “Os Impactos Socioeconômicos da Energia Eólica no Contexto da Transição Energética”, a geração eólica pode suprir cerca de 34% da demanda global de energia elétrica até 2040, acima dos 4% atuais.
A energia eólica também terá o importante papel de reduzir em 5,6 bilhões de toneladas as emissões de CO² no mundo até 2050, ou seja, ela sozinha contribuirá para a redução equivalente a 23% da meta esperada para o período e das emissões anuais das 80 cidades mais poluentes do planeta.
Benefícios á humanidade
A energia produzida a partir dos ventos representaria uma economia de US$ 386 bilhões em custos relacionados a catástrofes de mudanças climáticas, saúde e aumento da temperatura até 2050, valor esse equivalente ao PIB da Noruega.
Ao mesmo tempo, uma economia baseada em energias renováveis, como a eólica, aumentaria a riqueza para todos. O relatório estima que o PIB global aumentaria em aproximadamente US$ 20 trilhões até 2050, equivalente a cerca de US$ 2.500 por pessoa.
Sem os gases poluentes e suas drásticas consequências a diminuição anual de custos relacionados a área da saúde chegaria a US$ 3,2 trilhões, salvando até quatro milhões de vidas por ano.
A implementação desta usina offshore pela Petrobras é apenas o início de ações em uma área em que ainda faltam incentivos financeiros e política específica para que a tão sonhada eficiência energética saia do papel.
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