A Petrobras emitiu um par de licitações internacionais para o afretamento de unidades de acomodação e manutenção para servir em águas brasileiras, pedindo pelo menos três embarcações, uma das quais necessária até meados de 2019.
A primeira licitação, emitida em meados de dezembro, busca duas ou mais unidades para trabalhar por três anos, renováveis pelo mesmo período, mas divididas em dois pacotes contratuais com especificações diferentes.
O primeiro pacote impede embarcações em forma de navio, aparentemente abordando a preferência dos gerentes upstream da Petrobras, cobrindo as unidades operacionais de Santos e Rio de Janeiro, por floteis que foram construídos propositadamente, ao invés de convertidos.
O segundo pacote prevê a apresentação de propostas para fornecer um único flotel e dá espaço para propostas envolvendo embarcações em forma de navio.
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A brecha aparentemente reflete a convicção de que os gerentes da Petrobras que manejam a região da Bacia de Campos fora do centro de serviços de petróleo da cidade de Macaé, poderão obter um melhor acordo comercial dessa maneira.
A Petrobras está solicitando flotels equipados com sistemas posicionados dinamicamente, helipontos e passagens totalmente automáticas e retráteis.
Um processo competitivo de licitação para fornecer esses flotels – conhecidos no Brasil como unidades de manutenção e serviços (UMS) – está programado para 21 de janeiro. Entende-se que a Petrobras quer que essas unidades estejam prontas para a ação até o final do ano.
A segunda licitação, emitida pouco antes do feriado de Natal, prevê a implantação de um único flotel pela embarcação flutuante de produção, armazenamento e descarregamento P-50, no campo de Albacora Leste, e administrada a partir do porto de Vitória, no Espírito Santo.
O leilão para fornecimento desta unidade está previsto para 28 de janeiro, mas a Petrobras está buscando uma unidade que estará disponível dentro de três meses após a assinatura do contrato, e oferecendo um prazo de apenas 210 dias, renovável pelo mesmo período.
Os concorrentes mais prováveis incluem a Floatel International, a GranEnergia, a PACC Offshore, a OOS International, a Prosafe, a Edda Accomodation e – para a slot em formato de navio – a embarcação Aquarius Brasil, parcialmente controlada pela Sembcorp, gigante dos estaleiros de Cingapura.
As especificações para os três flotels da Petrobras incluem berços de acomodação para pelo menos 450 pessoas.
A dupla licitação marca o retorno da Petrobras à contratação de flâtons, após um surto de atividades de manutenção offshore nas bacias de Campos e Santos nos últimos quatro anos.
A Petrobras, que chegou a ter nove unidades operando simultaneamente na costa brasileira, passou a contar com uma frota de apenas quatro embarcações – OOS Gretha, OOS Tiradentes, Olympia I e Safe Notos.
A Prosafe também possui o flotel Safe Concordia no Brasil trabalhando a Modec em um contrato de curto prazo que expira em maio de 2019.
0 Safe Concordia está atualmente conduzindo operações para o FPSO da Cidade de Niterói no campo de Marlim Leste e em breve será implantado no flutuador de Cidade de Angra dos Reis no campo do pré-sal de Lula.
