Início Petrobras defende que política de preços (PPI) seja mantida para não faltar combustível nos postos, pois preços abaixo do mercado podem reduzir importações

Petrobras defende que política de preços (PPI) seja mantida para não faltar combustível nos postos, pois preços abaixo do mercado podem reduzir importações

9 de junho de 2022 às 20:19
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Segundo a declaração da Petrobras, os preços abaixo do mercado podem comprometer as importações e os postos podem ficar sem combustível

Nesta quarta-feira (8), a Petrobras emitiu uma nota defendendo a permanência da Política de Paridade Internacional (PPI), criada e instaurada no governo de Michel Temer em 2016. O motivo? Segundo a grande petroleira, os preços abaixo do mercado poderiam gerar escassez nacional de abastecimento nos postos de combustíveis, uma vez que as importações cairiam e que apenas o petróleo nacional não é suficiente para tal.

Ainda segundo a nota, os preços com os reajustes permitem a qualidade do fornecimento de petróleo nacional e sua colocação em um meio competitivo no âmbito internacional para venda. Quer saber mais? Então continue a leitura da matéria.

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Entenda melhor o que é o PPI e como ele funciona com a Petrobras no vídeo abaixo

O preço, ou política, de Paridade de Importação (PPI) regulamenta a venda de combustíveis pela Petrobras no Brasil | Reprodução – Youtube: INEEP

PPI é essencial para segurança energética nacional e qualidade dos serviços de logística

Preços do petróleo que seguem o valor de mercado são essenciais para a continuidade do fornecimento integral e segurança energética nacional, sem que falte combustível nos postos.

“Preços alinhados ao valor de mercado estimulam a produção e a concorrência no presente, assim como fomentam os investimentos que contribuirão para a expansão do volume produzido, para o alcance da qualidade exigida para os produtos, e para incremento da capacidade logística, com benefícios diretos ao consumidor”.

Petrobras, em nota emitida em 08 de junho de 2022

Ainda segundo a declaração, a estatal afirma que a guerra entre Rússia e Ucrânia trouxe impactos para o mundo todo, o que deve gerar uma desaceleração global e pressionar o ramo de combustíveis nos próximos anos. Além disso, o Brasil tem registrado um aumento de 30% na importação de diesel em 2021, o que é reflexo da sazonalidade nas atividades industriais e agrícolas.

“Diante desse quadro, é fundamental que a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado global seja referência para o mercado brasileiro de combustíveis, visando a segurança energética nacional”

Petrobras, em nota emitida em 08 de junho de 2022

O preço do barril do petróleo tipo brent alcançou uma alta de 2,8% nesta quarta (8), chegando ao patamar de US$ 123,97. Esse resultado é apenas o segundo maior desde que a guerra iniciou em fevereiro, perdendo apenas para o valor de US$ 127,98 registrado em março.

Governo Federal tenta negociar os preços do combustível junto com o Congresso Nacional e representantes dos Estados

Em uma luta constante para manter os preços, o Governo Federal está buscando alianças com o Congresso Nacional e representantes dos Estados para limitar o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) por meio de um projeto. Se aprovado, ele pode deixar os preços dos combustíveis mais baratos. Todavia, a suspensão temporária tem encontrado resistência entre alguns governadores que contam com essa arrecadação para seu estado.

Contudo, o governo busca formas de amenizar os preços por meio de PECs (Propostas de Emendas à Constituição), que estão sendo discutidas no congresso junto com o projeto do ICMS. Se aprovadas, as PECs permitiriam que o governo compense aqueles Estados que conseguirem o feito de zerar o imposto sobre gás de cozinha e diesel, que são muito usados pelos brasileiros.

Essa proposta de compensação foi colocada por Bolsonaro nesta segunda (6) junto com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Ademais, o ministro Paulo Guedes afirma que essa empreitada deve custar entre R$ 25 bilhões e R$ 50 bilhões dos cofres públicos.

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