Petrobras conclui venda da refinaria de Pasadema por menos da metade do valor

Petrobras conclui venda da refinaria de Pasadena por US$ 467 milhões. Adquirida por US$ 1,18 bilhão em um processo controverso, refinaria foi vendida para a americana Chevron por menos da metade do valor.

A Petrobras assinou nesta quarta-feira, 30 de Abril, com a empresa  Chevron, o contrato de compra e venda referente à alienação integral das ações que mantinha nas empresas que compõem o sistema de refino de Pasadena, no Texas, Estados Unidos. O negócio foi realizado por meio de sua subsidiária Petrobras America Inc (PAI). Chevron desembolsou US$ 467 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) pela Chevron para a PAI, sendo US$ 350 milhões pelo valor das ações e US$ 117 milhões de capital de giro, que será ajustado posteriormente para refletir a posição da data do fechamento.

Antes de bater o martelo na compra, a Chevron chegou a exigir da Petrobras provas de que a refinaria de Pasadena funcionaria como prometido. A compra foi anunciada em janeiro, mas por um valor maior, na época, o negócio foi estimado um total de US$ 562 milhões, inicialmente por US$ 350 milhões mais US$ 212 milhões em capital de giro. A venda da refinaria faz parte do programa de desinvestimento da Petrobras e precisa ser submetida à avaliação de órgãos reguladores.

“Esta operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os nossos acionistas.”, informou a Petrobras em comunicado.

A compra de Pasadena foi realizada em duas etapas. Em 2006, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  a Petrobrás, com o aval do conselho de administração, pagou US$ 360 milhões à empresa belga Astra Oil por 50% da refinaria. Em 2012, a Petrobrás pagou mais US$ 820 milhões pelos 50% remanescentes.

Um ano antes, o grupo belga havia desembolsado apenas US$ 42 milhões (cerca de R$ 160 milhões) por 100% da unidade. Na época da liberação da transação, a Dilma Rousseff presidia o conselho da estatal.

A conclusão do acordo marca o fim de um polêmico projeto da empresa brasileira, que trouxe severos prejuízos à petroleira. A compra da refinaria de Pasadena, em 2006, desencadeou uma investigação sobre corrupção. A refinaria, porém, custou cerca de US$ 1,2 bilhão (quase R$ 4,8 bilhões) à companhia.

Além da refinaria, a Chevron adquiriu a PRSI, subsidiária da Petrobras que opera a refinaria e a PRSI Trading, que vende em mercados de brutos e refinados. A PRSI também tem um tanque de armazenamento de 5,1 milhões de barris e 143 acres adicionais de terras ao longo do canal de navegação de Houston.

Petrobras informou nesta segunda-feira, 29 de Abril, que abriu a licitação para arrendamento das Fafens, como são conhecidas as fábricas de fertilizantes nitrogenados da empresa em Sergipe (Fafen-SE) e na Bahia (Fafen-BA).

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