Tecnologia criada por pesquisadores da Austrália e da China transforma umidade do ar em água potável usando apenas luz solar, sem eletricidade e com baixo custo.
Pesquisadores australianos e chineses desenvolveram um material que pode transformar umidade do ar em água potável usando apenas energia solar. ,
A novidade, chamada WLG-15, funciona sem eletricidade, tem baixo custo e pode ser usada em áreas de desastre, zonas áridas e locais sem acesso à infraestrutura básica.
Como o material foi criado
A inovação surgiu da parceria entre a Universidade RMIT, da Austrália, e cinco instituições da China. O WLG-15 é composto por três elementos principais: madeira de balsa, cloreto de lítio e óxido de ferro.
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A madeira de balsa, leve e porosa, serve como suporte e favorece a absorção.
O cloreto de lítio é responsável por captar a umidade do ar. Já o óxido de ferro, em forma de nanopartículas, ajuda a liberar a água absorvida quando o material é aquecido pela luz solar.
Funcionamento simples e eficiente
O WLG-15 é moldado em pequenos cubos e colocado em um copo com tampa arredondada. Quando a tampa está aberta, o material absorve a umidade presente no ar.
Depois, ao fechar e expor o sistema à luz solar, o calor ativa as nanopartículas, que fazem a água evaporar e se condensar na parte interna da tampa. A água então escorre e pode ser coletada.
Esse processo dispensa eletricidade, o que torna o sistema útil em situações de emergência ou regiões sem acesso à rede elétrica.
Resultados em testes de laboratório
Em condições controladas de 90% de umidade relativa, o material apresentou bons resultados. Um grama de WLG-15 conseguiu absorver 2 ml de água. Em menos de 10 horas, quase toda a água foi liberada. Com apenas nove cubos de menos de 1 grama cada, foi possível obter 15 ml de água.
O volume não é alto, mas o sistema é leve, modular e pode ser ampliado com facilidade. Isso permite que ele seja adaptado para diferentes necessidades de captação de água.

Vantagens sobre outras tecnologias
Comparado a geradores de água atmosférica (AWG), que precisam de eletricidade e podem custar até 15.800 euros, o WLG-15 se destaca por ser:
- Mais barato
- Portátil
- Livre de eletricidade
- Eficiente mesmo em locais com pouca estrutura
Além disso, o material é reutilizável e resistente ao frio, mantendo o desempenho mesmo depois de semanas de armazenamento e uso em temperaturas abaixo de zero.
Aplicações práticas e acessíveis
A nova tecnologia pode ser usada para fornecer água potável em regiões áridas, em casas com foco sustentável ou em missões humanitárias após desastres.
Sua produção utiliza madeira de balsa, abundante e renovável, e não inclui materiais tóxicos como amianto.
O WLG-15 surge como uma solução prática para um dos grandes desafios atuais: o acesso à água potável.
Ele reduz a dependência de grandes sistemas, usa energia limpa e evita impactos ambientais associados a tecnologias complexas.
A criação promete beneficiar milhares de pessoas em todo o mundo e mostra como soluções simples podem ter grande impacto quando bem aplicadas.
