Protótipo desenvolvido por universitários no Brasil usa sensores para analisar movimentos, permite troca de peças e pode chegar ao SUS em até três anos
Um joelho em impressora 3D desenvolvido por estudantes brasileiros pode ampliar a qualidade de vida de pessoas amputadas ao oferecer uma prótese mais acessível, personalizável e próxima dos movimentos naturais do corpo. O protótipo ainda passa por testes e pode chegar ao SUS em até três anos.
Joelho em impressora 3D busca imitar movimentos naturais
A prótese faz parte de uma pesquisa colaborativa entre a FEI e outras instituições, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e recentemente venceu a categoria Transformação na Sociedade do prêmio InovaFEI, promovido pela instituição.
Utiliza impressão 3D para produzir um joelho protético com maior possibilidade de adaptação ao paciente.
-
Iraque flutua e afunda sob um braço do Eufrates 10 caixas gigantes de concreto de 46 mil toneladas e 125 metros cada para montar um túnel submerso de 2,4 km e abrir nova rota terrestre entre Ásia e Europa
-
Cientistas usam mais de 20 mil pássaros artificiais e alto-falantes solares para “enganar” aves marinhas, reativar rotas de nidificação e fazer uma colônia renascer em ilha que parecia abandonada
-
Ela passou 73 anos respirando dentro de um pulmão de aço, sobreviveu às sequelas da poliomielite e se tornou a última mulher dos Estados Unidos dependente do equipamento antes de morrer aos 78 anos
-
Estudantes brasileiros criam filtro de US$ 1 no sertão de Pernambuco para enfrentar líquido tóxico da mandioca, usando cascas de pinus, algodão e peças impressas em 3D para transformar veneno descartado em solução para comunidades rurais
Segundo Felipe Batista, em São Bernardo do Campo (SP), os testes realizados até agora mostram que o equipamento consegue imitar o movimento natural do corpo com mais precisão.
Sensores ajudam a personalizar a prótese
A proposta prevê o uso de sensores para analisar o movimento de cada paciente. Com esses dados, a equipe busca produzir uma prótese personalizada, ajustada às necessidades de quem precisa voltar a andar.
Outro diferencial citado no projeto é a possibilidade de adaptar e trocar peças ao longo do tempo, algo importante para crianças e adolescentes em fase de crescimento.
Custo e acesso são pontos centrais do projeto
O professor de engenharia mecânica Mohammad Shaterzadeh afirma que próteses tradicionais têm alto custo e pouca flexibilidade. Para ele, trocar todo o joelho é inviável pelo valor elevado.
A expectativa é que a tecnologia possa chegar ao SUS em até três anos, ampliando o acesso para pacientes como Heitor, de nove anos, que sonha em ser jogador de futebol de amputados.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

