O 150 North Riverside foi construído entre o rio Chicago e linhas ferroviárias ativas, ocupa somente 25% do terreno e usa núcleo central, estruturas diagonais, fundações profundas e reservatórios de água para sustentar 54 pavimentos, reduzir movimentos e liberar 75% da área para praça, anfiteatro e passeio público.
O prédio de 229 metros parece estreito demais para permanecer de pé. Localizado em Chicago, nos Estados Unidos, o 150 North Riverside reúne 54 andares sobre uma base inferior com cerca de 12 metros de largura.
A aparência desconcertante nasceu de uma dificuldade real de engenharia. O terreno estava comprimido entre o rio Chicago e linhas ferroviárias ativas, deixando pouco espaço para posicionar a torre e suas fundações.
A informação foi publicada por Goettsch Partners, escritório responsável pelo projeto arquitetônico da torre. A solução concentrou a parte inferior do prédio em uma pequena área e liberou a maior parte do lote para espaços públicos.
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Rio e ferrovia deixaram uma faixa estreita para a torre
O terreno do 150 North Riverside precisava acomodar três usos diferentes. Uma parte estava ligada ao rio, outra era ocupada pela infraestrutura ferroviária e somente uma faixa reduzida poderia receber a estrutura principal do prédio.
Espalhar pilares e fundações por toda a área não era uma opção. A construção precisava evitar os trilhos e túneis existentes, manter a operação ferroviária e aproveitar o espaço disponível sem avançar de maneira inadequada sobre o rio.
Por isso, o edifício foi concentrado em apenas cerca de 25% do terreno. A torre toca o solo em uma área muito menor do que a largura alcançada pelos pavimentos superiores.
A base de 12 metros não é um único pilar
O formato pode criar a impressão de que os 54 andares estão equilibrados sobre uma única coluna. Na realidade, a torre depende de um conjunto formado por núcleo estrutural, elementos diagonais, fundações profundas e sistemas de distribuição de carga.
O núcleo central funciona como a coluna vertebral do prédio. Ele recebe grande parte do peso, resiste às forças laterais provocadas pelo vento e conduz essas cargas até as fundações.
Isso significa que a base de 12 metros não trabalha sozinha. O peso dos pavimentos segue caminhos calculados dentro da estrutura até chegar ao núcleo e, depois, ao subsolo.
A concentração das cargas permitiu manter a parte inferior estreita sem transformar o edifício em uma estrutura apoiada sobre um único ponto. Essa diferença é importante para entender por que a torre permanece estável apesar da aparência incomum.
O prédio se abre para os lados depois do oitavo pavimento
Nos primeiros oito pavimentos, o 150 North Riverside mantém a forma estreita exigida pelo terreno. Depois desse nível, a estrutura começa a avançar para os lados até atingir a largura necessária para os grandes andares de escritórios.
Esse alargamento cria o efeito visual de uma torre apoiada sobre um pedestal. Porém, os pavimentos superiores não foram simplesmente colocados sobre a base estreita sem um sistema para transferir seu peso.
Grandes estruturas diagonais nos primeiros andares recebem as cargas das partes que avançam para os lados. Em palavras simples, essas peças recolhem o peso das extremidades e o direcionam para o centro do edifício.

Goettsch Partners, escritório responsável pelo projeto arquitetônico da torre, apresentou o pequeno apoio no nível do solo como parte da solução para o terreno limitado. O núcleo central e as diagonais tornam possível ampliar os pavimentos sem espalhar apoios sobre toda a área.
Fundações profundas evitam trilhos e túneis existentes
A parte visível representa somente uma parcela do desafio. Abaixo do solo, as fundações precisavam ser posicionadas sem atingir estruturas ligadas à ferrovia.
As fundações profundas foram concentradas sob o núcleo e instaladas nos pontos disponíveis. Elas recebem as forças conduzidas pela estrutura e mantêm o peso do prédio afastado das áreas ocupadas pelos trilhos e túneis.
Uma base convencional, formada por vários pilares distribuídos sob toda a torre, entraria em conflito com a infraestrutura existente. A solução concentrada permitiu construir o prédio sem ocupar os espaços necessários à circulação dos trens.
Essa organização também explica o formato da torre. A parte superior se abre porque os pavimentos precisam oferecer uma área maior, enquanto a parte inferior permanece estreita para caber entre as limitações do terreno.
Reservatórios de água controlam o balanço causado pelo vento
Prédios altos não permanecem completamente imóveis. O vento exerce pressão sobre a fachada e pode provocar pequenos movimentos, principalmente em torres muito estreitas em relação à altura.
Esse efeito ganha importância no 150 North Riverside porque o edifício alcança aproximadamente 229 metros, enquanto sua base inferior possui cerca de 12 metros de largura. Quanto mais estreita é uma torre, maior pode ser a percepção do balanço.
Para controlar esse comportamento, foram instalados dois reservatórios de concreto com água próximos ao topo. Quando o prédio se movimenta, a água também se desloca e ajuda a absorver parte da energia transmitida pelo vento.
O sistema funciona como um amortecedor. Ele não impede todo movimento, mas reduz a intensidade das oscilações e ajuda a tornar o comportamento do edifício mais confortável para quem permanece nos pavimentos superiores.
A torre ocupa 25% do lote e libera 75% para o público
A concentração do prédio em uma área pequena trouxe outro resultado. Aproximadamente 75% do terreno pôde ser destinado a praça, anfiteatro e passeio público próximo ao rio.

Em vez de cobrir todo o lote com a base da construção, o projeto manteve grande parte da área aberta. O espaço restante cria circulação para pedestres e conecta a torre à margem do rio Chicago.
A forma estreita, portanto, não foi adotada apenas para produzir impacto visual. Ela resolveu um problema de infraestrutura, permitiu evitar a ferrovia e ampliou o espaço disponível para uso público.
O 150 North Riverside reúne 54 pavimentos em uma torre de 229 metros, mas toca o solo por meio de uma estrutura inferior com cerca de 12 metros de largura. Núcleo central, diagonais e fundações profundas trabalham juntos para conduzir as cargas com segurança.
Os reservatórios de água próximos ao topo completam a solução ao reduzir os movimentos provocados pelo vento. O resultado combina engenharia estrutural, aproveitamento de um terreno difícil e criação de áreas públicas em uma região cercada por infraestrutura.
Se uma torre pudesse ocupar menos espaço e liberar 75% do terreno para a população, você aceitaria um projeto tão estreito ou desconfiaria da estrutura? Deixe sua opinião e compartilhe a publicação.

