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Parece frágil, mas esfera de 38 metros para mil pessoas repousa sobre quatro megacolunas e usa oito isoladores para reduzir a força dos terremotos

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 12/07/2026 às 14:30 Atualizado em 12/07/2026 às 14:32
Uma esfera de aproximadamente 38 metros de altura, construída para receber cerca de mil espectadores, parece repousar sobre somente quatro pontos.
Uma esfera de aproximadamente 38 metros de altura, construída para receber cerca de mil espectadores, parece repousar sobre somente quatro pontos.
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O auditório esférico de Los Angeles combina concreto, cobertura de vidro de 350 toneladas, fundações profundas e isolamento sísmico capaz de controlar o movimento da estrutura, reduzindo a transferência das forças do solo durante terremotos sem deixar o prédio totalmente rígido.

Uma esfera de aproximadamente 38 metros de altura, construída para receber cerca de mil espectadores, parece repousar sobre somente quatro pontos. A estrutura faz parte do Academy Museum of Motion Pictures, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e abriga o Teatro David Geffen.

A sustentação depende de quatro megacolunas de concreto armado e oito isoladores sísmicos. Esses componentes permitem que o auditório se mova de maneira controlada durante um terremoto, reduzindo a passagem direta das forças do solo para a estrutura.

A informação foi publicada pela American Society of Civil Engineers, entidade profissional de engenharia civil dos Estados Unidos. O museu abriu suas portas ao público em setembro de 2021, com a esfera já integrada ao edifício histórico vizinho.

A esfera de 38 metros concentra seu peso sobre quatro pontos

O tamanho do auditório torna a solução estrutural ainda mais impressionante. Além de receber cerca de mil pessoas, a construção combina paredes curvas de concreto com uma cobertura de vidro de aproximadamente 350 toneladas.

A esfera de 38 metros concentra seu peso sobre quatro pontos
A esfera de 38 metros concentra seu peso sobre quatro pontos

Todo esse peso chega a somente quatro megacolunas de concreto armado. Elas são muito maiores e mais resistentes do que as colunas usadas em construções comuns, pois precisam conduzir as cargas da esfera até as fundações.

A estrutura não depende apenas dos quatro apoios visíveis. Abaixo deles existem grandes blocos de concreto conectados a dezenas de estacas, que entram profundamente no terreno e espalham o peso por uma área maior.

Na prática, o auditório parece apoiado em poucos pontos, mas sua base continua extensa. As megacolunas, os blocos e as estacas formam um caminho resistente entre a esfera e o solo.

Deixar o prédio se mover pode ser mais seguro

Uma construção totalmente rígida tende a acompanhar com maior intensidade os movimentos rápidos do terreno. Durante um terremoto, essa força pode alcançar colunas, vigas, lajes, paredes e conexões.

O isolamento sísmico muda essa relação. Em vez de prender a esfera diretamente ao solo, o sistema cria uma separação controlada entre as fundações e o auditório.

Deixar o prédio se mover pode ser mais seguro
Deixar o prédio se mover pode ser mais seguro

Os isoladores permitem que a parte superior se desloque dentro dos limites considerados no projeto. Com isso, uma parcela menor do movimento chega diretamente à estrutura principal.

Essa técnica não deixa o edifício imune a terremotos e não garante ausência total de danos. Sua função é reduzir e controlar a transferência das forças, oferecendo à construção uma forma planejada de responder ao movimento do terreno.

Oito isoladores trabalham sobre quatro megacolunas

O auditório utiliza oito isoladores sísmicos, distribuídos em pares. Cada uma das quatro megacolunas recebe dois componentes entre o apoio de concreto e a estrutura esférica.

Esses isoladores sustentam o peso do edifício durante o uso normal. Quando o solo se move, eles também permitem um deslocamento controlado entre as fundações e a esfera.

A American Society of Civil Engineers, entidade profissional de engenharia civil dos Estados Unidos, detalhou a distribuição dos isoladores e a ligação entre os principais elementos da construção.

A solução concentra uma função decisiva em somente oito componentes, mas eles não trabalham sozinhos. O sistema também depende da resistência das megacolunas, dos grandes blocos de concreto e das estacas instaladas abaixo do terreno.

Cobertura de vidro adiciona aproximadamente 350 toneladas

A parte superior do auditório possui uma grande cobertura de vidro, responsável pela aparência esférica do conjunto. Seu peso aproximado chega a 350 toneladas, carga que também precisa passar pelas megacolunas e chegar às fundações.

Cobertura de vidro adiciona aproximadamente 350 toneladas
Cobertura de vidro adiciona aproximadamente 350 toneladas

Essa cobertura não é apenas um acabamento colocado sobre a construção. Ela integra um conjunto no qual concreto, aço, vidro, apoios e fundações precisam funcionar juntos.

O formato curvo também exige controle preciso das cargas. O peso não pode permanecer concentrado em pontos inadequados, pois precisa seguir um caminho calculado até os quatro apoios principais.

Por isso, a aparente leveza da esfera esconde uma estrutura de grande porte. A cobertura transparente oferece uma imagem delicada, enquanto a base utiliza concreto armado, fundações profundas e isoladores sísmicos.

Três passarelas ligam construções que se movem de formas diferentes

A esfera não está isolada do restante do museu. Três passarelas conectam o auditório ao edifício histórico vizinho e permitem a circulação entre as duas construções.

O desafio aparece durante um terremoto. A esfera pode se deslocar sobre os isoladores, enquanto o prédio histórico apresenta outro comportamento. Isso significa que as duas construções podem se mover em direções ou intensidades diferentes.

Se as passarelas fossem completamente rígidas, elas poderiam receber forças elevadas e transferir movimentos de uma estrutura para a outra. As conexões foram preparadas para acomodar essa diferença.

As passagens permanecem firmes durante o uso comum, mas conseguem girar ou deslizar quando a esfera se desloca. Assim, elas continuam ligando os edifícios sem impedir o movimento previsto para o auditório.

Fundações profundas sustentam o sistema abaixo do solo

As quatro megacolunas ficam apoiadas sobre grandes blocos de concreto. Esses blocos recebem as cargas concentradas nos apoios e as distribuem para dezenas de estacas.

Fundações profundas sustentam o sistema abaixo do solo
Fundações profundas sustentam o sistema abaixo do solo

As estacas levam o peso para camadas mais profundas do terreno. Isso impede que toda a carga da esfera, da cobertura e do auditório fique concentrada apenas na superfície.

A fundação também oferece a base resistente necessária para os isoladores funcionarem. Enquanto as estacas e os blocos permanecem firmes, os componentes instalados acima controlam o movimento da esfera.

O resultado é uma combinação de funções. A fundação recebe o peso, as megacolunas conduzem as cargas e os isoladores reduzem a passagem direta das forças provocadas pelo terremoto.

Solução traz uma lição importante para a engenharia

O projeto foi desenvolvido para Los Angeles, região onde terremotos influenciam diretamente as decisões de engenharia. Isso não significa que o mesmo sistema possa ser copiado em qualquer obra sem estudos específicos.

Cada construção precisa considerar o solo, o peso, o formato, o uso do edifício e os movimentos previstos no local. No Brasil, a escolha de isoladores também dependeria de análises próprias para cada projeto.

Ainda assim, a esfera deixa uma lição clara: resistir não significa impedir todo movimento. Em determinadas situações, permitir um deslocamento calculado pode reduzir as forças recebidas pela construção.

O auditório reúne 38 metros de altura, capacidade para cerca de mil pessoas, quatro megacolunas, oito isoladores e três passarelas móveis. A engenharia transforma esses elementos em um único sistema, preparado para sustentar o peso e controlar os efeitos dos terremotos.

A esfera não está simplesmente equilibrada sobre quatro colunas. Ela se apoia em fundações profundas e usa componentes capazes de separar parte do movimento do solo da estrutura principal.

Se permitir que um prédio se mova pode reduzir a força de um terremoto, você considera essa solução mais segura do que tentar manter uma construção totalmente rígida? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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