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Ônibus municipais do Rio vão deixar de aceitar dinheiro a partir de 30 de maio, e passageiros precisarão usar cartão ou aplicativo para passar na roleta, em uma mudança que promete agilizar o embarque e reduzir o manuseio de valores pelos motoristas

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Escrito por Carla Teles Publicado em 13/05/2026 às 16:16 Atualizado em 13/05/2026 às 16:18
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No Rio, ônibus deixam pagamento em dinheiro e exigem cartão ou aplicativo na roleta a partir de 30 de maio.
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A partir de 30 de maio, os ônibus municipais do Rio deixam de aceitar pagamento em dinheiro, e passageiros precisarão usar cartão ou aplicativo na roleta. A mudança busca reduzir tempo de embarque, eliminar troco com motoristas e aumentar segurança nos coletivos, mas exige adaptação de quem ainda usa espécie.

Os ônibus municipais do Rio vão deixar de aceitar pagamento em dinheiro a partir de 30 de maio. Com a mudança, quem usa as linhas da cidade precisará passar pela roleta usando cartão ou aplicativo, em uma alteração que afeta diretamente a rotina de passageiros.

Com informações do canal SBT Rio, a medida marca uma virada no transporte público carioca, especialmente para quem ainda paga a passagem em espécie. A proposta oficial é tornar o embarque mais rápido, reduzir o contato dos motoristas com dinheiro e diminuir riscos dentro dos veículos.

Dinheiro deixa de ser aceito nas roletas dos ônibus

No Rio, ônibus deixam pagamento em dinheiro e exigem cartão ou aplicativo na roleta a partir de 30 de maio.

A partir da nova regra, o pagamento em espécie não será mais aceito nos ônibus municipais que circulam pela cidade do Rio. O passageiro terá de usar meios eletrônicos, como cartão de transporte ou aplicativo, para liberar a roleta.

A mudança atinge principalmente quem usa dinheiro vivo em deslocamentos ocasionais. Pessoas que pegam ônibus apenas de vez em quando, turistas, idosos sem familiaridade com aplicativos ou trabalhadores que ainda recebem parte da renda em espécie podem precisar se adaptar antes da data de início.

Segundo a Secretaria de Transportes, a decisão busca reduzir o tempo de embarque. Na prática, a retirada do dinheiro elimina etapas como conferir cédulas, moedas e troco, o que costuma tornar a entrada no coletivo mais lenta.

O impacto também chega aos motoristas. Sem a função de receber passagem em espécie, eles deixam de dividir a atenção entre direção, cobrança e troco. A expectativa é que isso melhore a rotina de trabalho e reduza situações de risco dentro dos veículos.

Cartão e aplicativo passam a concentrar o pagamento

Com o fim do dinheiro nos ônibus, o pagamento será feito por meios digitais ou cartões aceitos no sistema. O Jaé passa a ser uma das principais opções para os passageiros que utilizam o transporte municipal do Rio.

Usuários do Bilhete Único Intermunicipal também poderão usar o Riocard, conforme as regras informadas. Já benefícios como Bilhete Único Carioca e Bilhete Único Margaridas continuam disponíveis exclusivamente pelo sistema Jaé.

O ponto central é que o passageiro precisará chegar ao ponto já preparado para pagar sem dinheiro. Quem ainda não tem cartão, não usa aplicativo ou costuma decidir o deslocamento de última hora deve se organizar para evitar problemas na roleta.

Essa transição exige comunicação clara. Em uma cidade com milhões de deslocamentos diários, qualquer mudança no pagamento pode gerar dúvidas, especialmente nos primeiros dias de adaptação.

Prefeitura aposta em embarque mais rápido e mais segurança

A justificativa principal da prefeitura é operacional. Ao retirar o dinheiro do processo, os ônibus podem embarcar passageiros com mais velocidade, reduzindo filas na porta e atrasos provocados pela cobrança manual.

Além disso, há uma questão de segurança. O dinheiro circulando dentro dos coletivos pode tornar motoristas e passageiros mais vulneráveis a furtos ou assaltos. Com menos valores em espécie no veículo, a prefeitura espera reduzir esse tipo de exposição.

Para os motoristas, a mudança também representa uma função a menos durante a jornada. Dirigir no trânsito do Rio já exige atenção constante, e a cobrança manual adicionava mais uma camada de pressão ao trabalho.

Mesmo assim, a medida não elimina todos os desafios do sistema. A qualidade do transporte, a pontualidade, a lotação e a integração entre modais continuam sendo pontos importantes para o usuário.

Passageiros terão de se adaptar antes de 30 de maio

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O principal desafio da mudança está na adaptação do público. Muitos passageiros já usam cartão, celular ou meios eletrônicos no dia a dia, mas ainda existe uma parcela da população que depende do dinheiro por hábito, necessidade ou falta de acesso digital.

Para esse grupo, o fim do pagamento em espécie pode parecer simples no papel, mas difícil na prática. Será preciso saber onde obter ou recarregar cartões, como usar o aplicativo e quais opções seguem válidas para cada tipo de benefício.

A informação antecipada é essencial para evitar constrangimentos. Um passageiro que só descobrir a regra na hora de embarcar pode ficar sem alternativa, especialmente em horários de trabalho, estudo ou atendimento médico.

Por isso, a mudança deve exigir orientação nos pontos, nos terminais, nos próprios ônibus e nos canais oficiais. Quanto mais clara for a comunicação, menor tende a ser o impacto nos primeiros dias.

Integrações e benefícios continuam com regras próprias

A mudança no pagamento em dinheiro não significa que todos os sistemas de tarifa serão unificados automaticamente. Alguns benefícios e integrações continuam seguindo regras específicas, dependendo do tipo de cartão e do deslocamento feito pelo passageiro.

No caso dos benefícios municipais, como Bilhete Único Carioca e Bilhete Único Margaridas, a informação é que eles permanecem vinculados ao Jaé. Já o Bilhete Único Intermunicipal mantém aceitação pelo Riocard.

Esse ponto merece atenção porque muitos passageiros usam mais de um modal no mesmo dia. Quem combina ônibus, BRT, VLT ou deslocamentos vindos de outras cidades precisa conferir qual cartão ou aplicativo atende melhor à sua rotina.

A integração tarifária é uma parte sensível do transporte metropolitano. Se o passageiro não entender as regras, pode pagar mais do que esperava ou enfrentar bloqueio na hora de passar pela roleta.

O que muda para quem usa ônibus no Rio

O fim do dinheiro nos ônibus municipais do Rio representa uma mudança importante na relação entre passageiro, motorista e sistema de transporte. A promessa é de embarque mais rápido, menos manuseio de valores e mais segurança dentro dos coletivos.

Mas a medida também traz uma pergunta prática: todos os passageiros terão tempo e informação suficientes para se adaptar até 30 de maio? A modernização do pagamento pode facilitar a operação, mas precisa funcionar também para quem ainda não vive conectado a cartões e aplicativos.

Nos próximos dias, a atenção deve estar voltada à orientação ao público, aos pontos de recarga e à clareza das regras para benefícios e integrações. Sem isso, uma medida criada para agilizar pode gerar confusão justamente na hora do embarque.

Você acha que o fim do dinheiro nos ônibus vai melhorar o transporte no Rio ou pode dificultar a vida de quem ainda depende do pagamento em espécie? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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