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O que era lixo agora gera milhões: startup converte resíduos em R$ 10 milhões de renda para catadores, impulsiona a reciclagem corporativa e cria uma rede tecnológica que fortalece inclusão social e sustentabilidade em todo o Brasil — conheça a inciatvia da SOLOS

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 05/06/2026 às 15:15
Atualizado em 05/06/2026 às 15:21
Catadora separa latinhas para reciclagem durante operação de coleta promovida pela Solos, destacando geração de renda, economia circular e reaproveitamento de resíduos no Brasil.
Startup Solos transforma resíduos em R$ 10 milhões de renda para catadores
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Conheça como uma startup brasileira transformou resíduos em renda, fortaleceu catadores e impulsionou a economia circular com tecnologia e reciclagem.

A transformação de resíduos em oportunidades econômicas está ganhando espaço no Brasil. Um dos exemplos mais expressivos é a Solos, startup baiana que alcançou a marca de R$ 10 milhões em renda gerada diretamente para trabalhadores da cadeia da reciclagem desde sua fundação.

O resultado foi divulgado em 2026, durante a semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, e reforça o potencial de modelos inovadores voltados para sustentabilidade. O marco ocorre poucos meses após uma operação histórica realizada no Carnaval de Salvador, onde mais de 46 toneladas de latinhas foram recolhidas por catadores e catadoras, estabelecendo um recorde reconhecido pelo Guinness World Records.

Segundo informações do site Exame no dia 4 de junho, o caso mostra como a reciclagem pode deixar de ser apenas uma obrigação ambiental para se tornar uma ferramenta de geração de renda, inclusão social e desenvolvimento econômico.

Startup transforma resíduos em fonte de renda e impacto social

A Solos surgiu com uma proposta diferente da maior parte das empresas do setor. Em vez de enxergar os resíduos apenas como um problema ambiental, a empresa passou a tratá-los como ativos capazes de gerar valor para toda a cadeia produtiva.

Ao longo de quase uma década de atuação, a startup desenvolveu uma rede que conecta empresas, governos, cooperativas e trabalhadores da reciclagem. O resultado é um sistema que beneficia diferentes setores ao mesmo tempo.

Os R$ 10 milhões distribuídos até 2026 representam não apenas um resultado financeiro, mas também um indicador do alcance social do projeto. Diversas pessoas foram impactadas direta ou indiretamente pelas iniciativas desenvolvidas pela empresa.

Saville Alves, fundadora da Solos e empreendedora social, posa em ambiente ligado à reciclagem e à economia circular, destacando iniciativas de sustentabilidade e geração de renda para catadores.
Fundadora da Solos, Saville Alves desenvolve soluções de reciclagem, logística reversa e economia circular que já geraram milhões em renda para trabalhadores da cadeia de resíduos no Brasil.

Como funciona o modelo que transforma lixo em oportunidade

A estratégia da Solos está baseada em três frentes principais que se complementam.

Entre elas estão:

  • Operações de coleta em grandes eventos;
  • Programas de logística reversa para grandes empresas;
  • Geração de créditos de reciclagem.

Nas operações realizadas durante grandes festas populares, especialmente os carnavais de Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, a empresa mobiliza catadores para coletar materiais recicláveis durante e após os eventos.

Já na área de logística reversa, a startup trabalha em parceria com empresas como Ambev, Heineken e Braskem, auxiliando no cumprimento de metas ambientais e exigências legais relacionadas ao descarte correto de materiais.

Além disso, a geração de créditos de reciclagem cria uma fonte adicional de receita para toda a cadeia.

Economia circular avança com soluções que valorizam materiais descartados

O conceito de economia circular vem ganhando relevância global nos últimos anos. Diferentemente do modelo tradicional de produção e consumo, que termina no descarte, essa abordagem busca manter os materiais em circulação pelo maior tempo possível.

Nesse cenário, a reciclagem ocupa papel estratégico.

Quando resíduos retornam ao ciclo produtivo, há redução da demanda por matérias-primas virgens, diminuição dos impactos ambientais e criação de novas oportunidades econômicas.

A atuação da Solos se encaixa exatamente nesse modelo, criando mecanismos para que materiais descartados retornem à cadeia produtiva com valor agregado.

Catadores recebem renda por diferentes fontes de remuneração

Um dos diferenciais do projeto é que os catadores não dependem exclusivamente da venda dos materiais coletados.

A renda gerada vem de diferentes mecanismos, incluindo pagamentos pelos serviços prestados, comercialização dos materiais recicláveis e participação nos créditos de logística reversa.

Segundo Saville Alves, cofundadora e líder de negócios da empresa, o objetivo sempre foi construir uma estrutura capaz de gerar inclusão produtiva e ampliar o impacto social das operações.

Essa diversificação ajuda a aumentar a estabilidade financeira dos trabalhadores e reduz a vulnerabilidade econômica enfrentada por muitas famílias que dependem da reciclagem.

Nordeste se torna peça-chave para expansão da reciclagem

Grande parte das iniciativas que contribuíram para o marco de R$ 10 milhões foi desenvolvida no Nordeste.

A escolha não aconteceu por acaso. A empresa decidiu investir em regiões onde a infraestrutura de reciclagem ainda possui grande potencial de crescimento. Com isso, cada investimento realizado tende a produzir impactos ainda maiores.

Programas como Recicla Capital, Roda, Reciclo e Virado foram implantados em diferentes municípios, sempre buscando integrar cooperativas locais, empresas e administrações públicas.

Essa estratégia também permite que a startup amplie sua presença em mercados menos disputados e fortaleça sua atuação em territórios que demandam soluções ambientais mais estruturadas.

Recorde mundial reforça importância dos resíduos para a sustentabilidade

O Carnaval de Salvador de 2026 entrou para a história por um motivo que vai além da festa.

Ao final do evento, mais de 46 toneladas de latinhas haviam sido recolhidas por trabalhadores envolvidos na operação coordenada pela Solos. O volume estabeleceu um novo recorde mundial reconhecido pelo Guinness World Records.

A parceria com a Prefeitura de Salvador foi fundamental para viabilizar a ação.

O resultado demonstra como resíduos que normalmente seriam descartados podem gerar benefícios econômicos e ambientais quando existe uma estrutura eficiente de coleta e reaproveitamento.

Histórias reais mostram o impacto na vida dos catadores

Por trás dos números existem pessoas que tiveram suas trajetórias transformadas.

Um exemplo citado pela empresa é o de Eduarda Sant’Anna, conhecida como Duda. Após enfrentar dificuldades financeiras, períodos de desemprego e até a perda de parte da residência em um incêndio, ela encontrou na reciclagem uma oportunidade de reconstrução profissional.

Desde 2017, Duda atua em cooperativas ligadas ao setor e, atualmente, também desenvolve atividades relacionadas à educação ambiental.

Casos como esse ajudam a mostrar que a valorização dos catadores vai muito além da geração de renda. Ela também representa reconhecimento profissional, inclusão social e fortalecimento comunitário.

Aporte de R$ 1 milhão acelera crescimento da startup

Em 2025, a empresa recebeu um importante impulso financeiro.

Por meio da Lei de Incentivo à Reciclagem, o Banco do Nordeste realizou um aporte de R$ 1 milhão destinado à expansão das operações e ao desenvolvimento de novas iniciativas voltadas à inclusão produtiva.

Os recursos devem contribuir para ampliar projetos já existentes e acelerar a implementação de novas soluções relacionadas à gestão de resíduos.

O investimento também fortalece a capacidade da empresa de atender à crescente demanda de organizações que buscam certificações e metas de sustentabilidade.

Mercado de créditos de reciclagem abre novas oportunidades

Outro fator que pode impulsionar o crescimento da empresa nos próximos anos é a evolução do mercado de créditos de reciclagem no Brasil.

Com regras ambientais cada vez mais rigorosas e maior cobrança por práticas sustentáveis, cresce a procura por mecanismos capazes de comprovar o reaproveitamento adequado dos materiais.

Entre os principais fatores que favorecem esse mercado estão:

  • Avanço da logística reversa;
  • Crescimento das metas ESG corporativas;
  • Expansão da economia circular;
  • Maior exigência regulatória.

Esse cenário pode ampliar as receitas geradas pelas operações e aumentar os recursos destinados às cooperativas e aos trabalhadores envolvidos.

Um modelo que mostra o valor escondido nos materiais descartados

A trajetória da Solos demonstra que inovação, sustentabilidade e inclusão social podem caminhar juntas. Ao atingir R$ 10 milhões em renda gerada para catadores, a startup demonstra que o lixo pode deixar de ser um problema para se tornar uma oportunidade econômica.

O recorde de mais de 46 toneladas de latinhas recolhidas no Carnaval de Salvador, o aporte de R$ 1 milhão recebido em 2025 e a expansão das operações pelo Nordeste reforçam o potencial desse modelo.

Em um momento em que a economia circular ganha cada vez mais relevância, iniciativas como essa mostram que a reciclagem pode gerar benefícios concretos para empresas, governos, cooperativas e, principalmente, para os catadores que desempenham papel fundamental na construção de um futuro mais sustentável.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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