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O porta-aviões nuclear USS Nimitz com 332 metros e 100 mil toneladas chega ao Rio de Janeiro em 7 de maio para última viagem operacional antes da desativação com exercícios conjuntos com a Marinha do Brasil até 14 de maio

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 05/05/2026 às 20:11
Atualizado em 05/05/2026 às 20:13
Porta-aviões nuclear USS Nimitz chega ao Rio em 7 de maio para última missão. Exercícios com a Marinha do Brasil até dia 14. Desativação em março de 2027.
Porta-aviões nuclear USS Nimitz chega ao Rio em 7 de maio para última missão. Exercícios com a Marinha do Brasil até dia 14. Desativação em março de 2027.
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O porta-aviões nuclear USS Nimitz (CVN-68), o mais antigo em operação no mundo, chega ao Rio nesta quinta (7) e fica na Baía de Guanabara até 12 de maio na Operação Southern Seas 2026 da 4ª Frota dos EUA, com exercícios com a Marinha do Brasil entre 11 e 14 de maio, em sua última missão antes da desativação em março de 2027.

O porta-aviões nuclear mais antigo ainda em operação no mundo chega ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (7) em escala que marca uma das últimas presenças operacionais de um dos navios mais emblemáticos da Marinha dos Estados Unidos. O USS Nimitz (CVN-68), com 332 metros de comprimento e mais de 100 mil toneladas de deslocamento, ficará na Baía de Guanabara até 12 de maio como parte da Operação Southern Seas 2026, conduzida pela 4ª Frota da Marinha norte-americana, e participará de exercícios conjuntos com a Marinha do Brasil entre os dias 11 e 14 de maio. Comissionado em 3 de maio de 1975, o porta-aviões teve sua vida útil estendida até março de 2027, o que faz desta passagem pelo litoral brasileiro sua última viagem operacional pela costa da América do Sul antes de seguir para o estaleiro de Newport News Shipbuilding, na Virgínia, onde será desativado.

A escala do porta-aviões no Rio acontece dentro da 11ª edição da Operação Southern Seas, principal exercício de cooperação naval dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. O Nimitz navega acompanhado pelo destróier USS Gridley (DDG-101) e traz a bordo a Carrier Air Wing 17 (CVW-17), ala aérea composta por seis esquadrões que operam caças F/A-18E/F Super Hornet, aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, aviões de transporte C-2A Greyhound e helicópteros MH-60R/S Seahawk. “Operar com outras Marinhas é sempre uma oportunidade de desenvolver a interoperabilidade e aperfeiçoar capacidades, além de estreitar os laços de amizade, tradicionais das Forças Navais”, declarou o contra-almirante Carlos Marcelo Fernandes Considera, Comandante da Segunda Divisão da Esquadra da Marinha do Brasil, em comunicado oficial divulgado pela Agência Marinha de Notícias.

O que o porta-aviões USS Nimitz vai fazer no Rio de Janeiro

Porta-aviões nuclear USS Nimitz chega ao Rio em 7 de maio para última missão. Exercícios com a Marinha do Brasil até dia 14. Desativação em março de 2027.

A permanência do porta-aviões na Baía de Guanabara entre 7 e 12 de maio serve tanto para reabastecimento e descanso da tripulação quanto para preparação dos exercícios navais que acontecem na sequência. Entre os dias 11 e 14 de maio, o porta-aviões e suas aeronaves participarão de exercícios conjuntos com a Marinha do Brasil no litoral fluminense, operações que incluem manobras de comunicação, navegação coordenada e operações aéreas que testam a capacidade das duas forças navais de atuar em conjunto no Atlântico Sul. A Força Aérea Brasileira emitiu alerta aos pilotos do Aeroporto Santos Dumont sobre a presença do navio, classificado como “obstáculo móvel” pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) devido à altura das antenas e equipamentos instalados na ilha de comando do porta-aviões.

A cooperação entre Brasil e Estados Unidos em exercícios navais tem histórico recente que contextualiza a escala do porta-aviões. Em 2024, a Marinha do Brasil operou com o porta-aviões USS George Washington (CVN-73) em exercícios no litoral do Sudeste que incluíram “cross deck”, procedimento em que aeronaves de uma marinha pousam e decolam do convés da outra, com caças AF-1 Skyhawk e helicópteros brasileiros atuando ao lado de F/A-18 Super Hornet norte-americanos. Durante essa mesma operação, o George Washington transferiu 15 toneladas de doações para o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico da Marinha do Brasil em apoio às vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul, demonstração de que exercícios militares podem ter componente humanitário concreto.

Quem é o porta-aviões USS Nimitz e por que esta missão é especial

Porta-aviões nuclear USS Nimitz chega ao Rio em 7 de maio para última missão. Exercícios com a Marinha do Brasil até dia 14. Desativação em março de 2027.

O USS Nimitz não é apenas um navio: é o líder de classe que deu nome à família inteira de porta-aviões nucleares que sustentou a projeção naval dos Estados Unidos por meio século. Comissionado em 3 de maio de 1975, o porta-aviões foi o segundo navio nuclear do tipo na história da Marinha norte-americana, participou de operações como Desert Storm (1991), Southern Watch e Iraqi Freedom (2003), e serviu como símbolo da presença militar dos EUA em todos os oceanos do planeta ao longo de cinco décadas de serviço ativo. Seus 332 metros de comprimento equivalem a mais de três campos de futebol enfileirados, e suas mais de 100 mil toneladas de deslocamento fazem dele um dos objetos móveis mais pesados já construídos pela humanidade.

A distinção entre o Nimitz e os porta-aviões mais recentes é importante para evitar erro comum. O porta-aviões mais antigo em operação no mundo não é o maior: esse título pertence ao USS Gerald R. Ford (CVN-78), comissionado em 2017, com 337 metros de comprimento e tecnologia de catapulta eletromagnética que o Nimitz não possui. O que torna o Nimitz especial nesta missão é justamente sua idade: após 51 anos de serviço contínuo, o porta-aviões realiza a última viagem operacional antes de ser desativado, processo que incluirá a remoção do combustível nuclear dos dois reatores que alimentam o navio e que deve ser concluído no estaleiro de Newport News Shipbuilding na Virgínia.

O que é a Operação Southern Seas e quais países participam

A Operação Southern Seas é exercício anual da 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, em sua 11ª edição, dedicado à cooperação naval com países da América do Sul e Central. Comandada pelo contra-almirante Carlos Sardiello a partir do Comando Naval do Sul/4ª Frota, a operação de 2026 inclui escalas portuárias no Brasil, Chile, Panamá e Jamaica e envolve forças navais de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai, com objetivo de fortalecer parcerias, desenvolver interoperabilidade entre marinhas e coordenar respostas a ameaças no ambiente marítimo do hemisfério ocidental. O porta-aviões USS Nimitz é o principal ativo da operação deste ano, escolha que confere à edição de 2026 peso simbólico adicional por ser a despedida operacional do navio.

O contra-almirante Sardiello afirmou em comunicado que o desdobramento busca ampliar a interoperabilidade e a prontidão conjunta com as forças navais da região. A presença de um porta-aviões nuclear em operação conjunta com a Marinha do Brasil demonstra nível de confiança entre as duas forças navais que vai além de protocolo diplomático: permite treinamento com aeronaves de última geração, testes de comunicação criptografada entre navios de bandeiras diferentes e coordenação de operações em cenários que simulam desde busca e salvamento até defesa de linhas marítimas de comércio no Atlântico Sul. Para a Marinha do Brasil, a oportunidade de operar ao lado de um porta-aviões nuclear representa acesso a experiência e procedimentos que nenhum exercício simulado consegue reproduzir com a mesma fidelidade.

O que acontece com o porta-aviões USS Nimitz depois do Brasil

Após a escala no Rio e os exercícios com a Marinha do Brasil, o porta-aviões seguirá roteiro que inclui paradas em outros portos da América do Sul e Central antes de retornar aos Estados Unidos. O destino final é o estaleiro de Newport News Shipbuilding na Virgínia, onde o porta-aviões passará pelo processo de inativação que inclui a retirada do combustível nuclear dos dois reatores a bordo, desmontagem de sistemas de armas, remoção de materiais perigosos e preparação da estrutura para armazenamento ou desmanche, processo que pode levar anos e que custa centenas de milhões de dólares. A desativação está prevista para março de 2027, encerrando 52 anos de serviço ativo que fizeram do Nimitz o porta-aviões nuclear com a carreira mais longa da história da Marinha dos Estados Unidos.

A passagem pelo Rio de Janeiro carrega peso simbólico que o público brasileiro poderá testemunhar da orla da Baía de Guanabara. Um porta-aviões de 332 metros ancorado nas mesmas águas por onde passam balsas, barcos de pesca e embarcações turísticas oferece contraste visual que dimensiona a escala do poderio naval norte-americano de forma que nenhuma fotografia ou reportagem consegue transmitir com a mesma intensidade. Para os interessados em acompanhar, a permanência do porta-aviões no Rio se estende de 7 a 12 de maio, e informações sobre eventuais visitas públicas ou observação a partir da orla podem ser consultadas nos canais oficiais da Marinha do Brasil.

E você, pretende ver o porta-aviões USS Nimitz na Baía de Guanabara? O que acha da cooperação naval Brasil-EUA? Deixe sua opinião nos comentários.

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Bruno Teles

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