O Renault Koleos chega ao Brasil por R$ 289.990 com três telas no painel, sistema híbrido de 245 cv e uma lista de equipamentos que inclui bancos aquecidos até na segunda fileira, mas o BYD Song Plus e o GWM Haval H6 cobram bem menos e entregam números superiores.
A Renault oficializou nesta quarta feira (01) o lançamento do Koleos no mercado brasileiro. O SUV híbrido já está em pré venda e pode sair por R$ 279.990 para quem der um usado na troca. A aposta da marca francesa é clara: abandonar a imagem de fabricante de carros populares e brigar de igual para igual no segmento premium com um modelo recheado de tecnologia.
Conforme o G1, o cenário é desafiador. O Renault Koleos entra em um segmento onde marcas chinesas já conquistaram espaço com preços agressivos e fichas técnicas generosas. O Song Plus custa R$ 249.990, o Haval H6 sai por R$ 249 mil, e ambos oferecem motorização plug in com autonomia elétrica que o francês simplesmente não tem. A pergunta que o consumidor brasileiro vai fazer é direta: o que o Koleos oferece para justificar essa diferença?
A tela invisível que nenhum concorrente tem

O interior do Renault Koleos é, sem dúvida, o maior argumento de venda do modelo. São três telas de 12,3 polegadas alinhadas no painel. A primeira funciona como painel de instrumentos atrás do volante. A segunda é a central multimídia posicionada no console. Até aqui, nada que a concorrência também não ofereça.
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A diferença está na terceira tela, posicionada bem na frente do passageiro. Nela é possível controlar o ar condicionado, escolher músicas no sistema de som Bose com 10 alto falantes e até abrir aplicativos de streaming para assistir séries e filmes.
O detalhe mais interessante é que essa tela usa uma tecnologia de privacidade semelhante à de películas de celular: quem olha de lado enxerga apenas uma superfície escura. O motorista não consegue ver o conteúdo, o que em tese evita distrações.
Existe porém uma ressalva importante. A legislação brasileira proíbe a reprodução de vídeos com o veículo em movimento, mesmo com esse recurso de privacidade visual. Isso significa que filmes e séries só podem ser assistidos com o Renault Koleos completamente parado.
Na prática, o recurso funciona melhor em paradas longas ou enquanto se espera alguém do que durante uma viagem na estrada.
Espaço traseiro e conforto que poucos entregam nessa faixa
O Renault Koleos utiliza a plataforma CMA, a mesma de modelos da Volvo e da Geely. O entre eixos de 2,82 metros e o posicionamento compacto da bateria no centro do carro garantem um assoalho praticamente plano na segunda fileira.
O espaço para joelhos, ombros e cabeça é generoso e superior ao de boa parte dos concorrentes diretos.
Mas o que realmente chama atenção nos bancos traseiros do Renault Koleos são os equipamentos. Há saídas de ar condicionado com controle independente de temperatura, algo relativamente comum, e bancos traseiros com aquecimento, algo raro nesse segmento de preço.
O encosto também é reclinável, o que faz diferença em viagens longas. Comparado ao interior do BYD Song Plus, por exemplo, o Koleos aposta em uma integração mais harmoniosa dos elementos ao painel. O Song Plus impressiona com sua tela flutuante gigante, enquanto o francês transmite tecnologia de forma mais discreta e integrada. Qual abordagem agrada mais é uma questão de gosto pessoal.
29 sistemas de assistência ao motorista em um único pacote
A lista de tecnologias embarcadas no Renault Koleos é extensa. São 29 sistemas de assistência à condução reunidos em uma versão única, sem necessidade de escolher pacotes opcionais.
O SUV faz manobras de estacionamento de forma totalmente autônoma, sem que o motorista precise sequer acelerar ou frear.
A condução semiautônoma é de nível 2. Em rodovias e vias rápidas, o Renault Koleos mantém velocidade e distância do veículo à frente de forma adaptativa, identifica a faixa de rolamento e mantém o carro centralizado.
Há também um assistente de manobras evasivas que detecta quando a força aplicada pelo motorista no volante pode ser insuficiente para evitar uma colisão e adiciona assistência extra à direção.
A lista completa inclui câmera 360 graus, farol alto automático, limitador de velocidade, assistente de partida em rampa, alerta de distância segura, frenagem automática inclusive em curvas, monitoramento de ponto cego, frenagem para tráfego cruzado traseiro e frontal e aviso para saída segura dos ocupantes. É um arsenal de segurança difícil de igualar entre os concorrentes diretos nessa faixa de preço.
O conjunto mecânico que pode dividir opiniões
Sob o capô, o Renault Koleos combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 144 cv com dois motores elétricos que somam 136 cv.
A potência combinada chega a 245 cv e o torque conjunto atinge 32,6 kgfm do lado elétrico mais 23,4 kgfm do motor a combustão. O câmbio é uma transmissão de três marchas e a tração é exclusivamente dianteira.
A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 8,3 segundos e a velocidade máxima é limitada a 180 km/h. O consumo medido pelo Inmetro ficou em 13,1 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada. Para um híbrido, esses números não impressionam.
A bateria de apenas 1,64 kWh serve para auxiliar o motor a combustão em determinadas situações, mas não permite rodar em modo puramente elétrico por distâncias significativas. Esse é um ponto onde o Renault Koleos fica claramente atrás da concorrência.
A comparação com os chineses é inevitável
O BYD Song Plus acabou de ser atualizado, custa R$ 249.990 e entrega 239 cv de potência combinada. Sua bateria de 26,3 kWh permite rodar até 99 km no modo elétrico sem acionar o motor a combustão. Para quem faz trajetos urbanos curtos, isso significa dias inteiros rodando apenas na eletricidade. O Renault Koleos simplesmente não oferece essa possibilidade.
O GWM Haval H6 PHEV19 é vendido por R$ 249 mil e vai ainda além. A potência combinada chega a 326 cv e a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 7,6 segundos, quase um segundo mais rápida que a do Koleos. Em números brutos de desempenho e preço, os dois chineses levam vantagem.
O Renault Koleos custa cerca de R$ 40 mil a mais e entrega menos potência e menos autonomia elétrica do que ambos.
A própria Renault reconhece que Song Plus, Haval H6, Volkswagen Tiguan, Chevrolet Equinox e Jeep Commander são os rivais diretos. “Não vamos brigar por volume de vendas, mas para ser referência no segmento”, afirmou Guilherme Ruibal, gerente de produto da marca.
Então vale a pena pagar mais caro pelo Koleos?
O Renault Koleos aposta em uma proposta diferente da concorrência chinesa. Em vez de bater de frente em potência e autonomia elétrica, o SUV francês joga suas fichas em refinamento de acabamento, integração tecnológica e um pacote de segurança com 29 sistemas de assistência. A tela exclusiva do passageiro, os bancos traseiros aquecidos e a experiência geral do interior são argumentos fortes.
Por outro lado, é impossível ignorar que R$ 40 mil de diferença compram muita coisa. Para o consumidor que prioriza desempenho, autonomia elétrica e preço, os modelos chineses seguem imbatíveis. Para quem valoriza a experiência a bordo, o acabamento europeu e não abre mão de uma lista extensa de itens de segurança, o Renault Koleos pode ser a escolha certa.
O modelo já pode ser encontrado nos mais de 250 pontos de venda da Renault pelo Brasil. Informações sobre garantia e planos de manutenção ainda não foram confirmadas oficialmente.
E você, pagaria R$ 40 mil a mais pelo Renault Koleos ou levaria um dos chineses para casa? Conta nos comentários o que pesa mais na sua decisão: acabamento e tecnologia ou preço e potência.

A mídia continua perseguindo a Renault. Sempre tem um defeito que outros não tem!
Comparativo com o song plus e Haval PHEV ambos plug in, naomfaz sentido, faria mais sentido a comparacao Haval HEV que apresenta tecnologia semelhante, ambos hibridos pleno