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Toyota sai dos carros híbridos e aposta em táxi aéreo elétrico com a Joby, aeronave de 6 rotores, 322 km/h e produção em massa para tentar levar a eletrificação das estradas para o céu das grandes cidades

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 04/07/2026 às 18:18 Atualizado em 04/07/2026 às 18:20
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A Toyota criou uma joint venture com a Joby Aviation para preparar a produção em massa de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. O projeto combina tecnologia eVTOL, seis rotores inclináveis, velocidade de até 322 km/h, quatro conjuntos independentes de baterias e a experiência industrial da fabricante japonesa.

A Toyota avança para além dos carros híbridos e elétricos ao preparar, com a Joby Aviation, a produção em massa de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. A iniciativa marca uma nova etapa na tentativa de levar a eletrificação ao transporte aéreo urbano.

A parceria criou a Joby Toyota Aero Manufacturing Preparation Company, uma joint venture para aplicar métodos industriais da indústria automotiva ao setor de aviação elétrica. Toyota ficará com 51% da nova empresa, com papel dominante.

A relação entre as duas companhias não começou agora. O projeto é resultado de uma aproximação técnica e financeira construída ao longo de quase uma década, com investimentos de centenas de milhões de dólares feitos pela Toyota na empresa californiana desde 2020.

Toyota leva método automotivo para a aviação elétrica

O ponto central da joint venture é transferir a experiência de produção da Toyota para uma área que ainda enfrenta desafios de escala. A Joby desenvolve aeronaves eVTOL, mas a viabilidade comercial desse tipo de transporte depende de fabricar mais unidades com qualidade rigorosa.

A contribuição japonesa não se limita ao capital. A empresa também leva conhecimento em cadeias de suprimentos, linhas de montagem e controle de qualidade. A proposta é reduzir custos e superar métodos mais artesanais, comuns nas fases iniciais da aviação.

Essa mudança é essencial para ampliar a capacidade de produção da fábrica da Joby na Califórnia. O avanço também precisa acompanhar os processos de certificação regulatória, incluindo auditorias de autoridades internacionais de aviação civil, como a FAA, nos Estados Unidos.

O anúncio foi feito em 30 de junho de 2026 e formalizou a criação da Joby Toyota Aero Manufacturing Preparation Company. A nova empresa terá participação majoritária da Toyota, com 51%, enquanto a Joby ficará com 49%.

Táxi aéreo elétrico mira cidades densas

A aeronave desenvolvida pela Joby foi projetada para operar como um táxi aéreo elétrico em áreas metropolitanas densamente povoadas. O modelo tem seis rotores inclináveis, que podem se orientar para a decolagem vertical e para o voo horizontal de cruzeiro.

Esse desenho permite decolar e pousar sem pistas tradicionais, usando helipontos convencionais ou plataformas urbanas. A aeronave pode atingir velocidade máxima de até 322 km/h, combinando operação vertical com deslocamento mais rápido em rotas urbanas e interurbanas.

O veículo tem capacidade para transportar quatro passageiros e um piloto. A proposta é reduzir o tempo de viagem em determinados trajetos e integrar o serviço a sistemas de transporte já existentes, por meio de parcerias com empresas de compartilhamento e companhias aéreas.

Baterias independentes reforçam segurança operacional

A estrutura elétrica do eVTOL inclui quatro conjuntos de baterias independentes. A configuração busca manter altos níveis de segurança operacional caso ocorra falha imprevista em uma célula, ponto sensível em aeronaves movidas por eletricidade.

Para a Toyota, a iniciativa reforça a transição de uma fabricante tradicional de automóveis para uma companhia de mobilidade global. Nesse movimento, os voos elétricos passam a ser tratados como complemento aos veículos eletrificados que já circulam nas estradas.

Ainda em fase de preparação industrial, a parceria mostra como tecnologias associadas aos carros podem influenciar o futuro da aviação urbana. O desafio agora é transformar engenharia, certificação e produção em escala em um modelo viável de mobilidade aérea elétrica.

Por que a produção em escala é decisiva

A mobilidade aérea urbana busca usar aeronaves de decolagem e pouso vertical para ligar pontos de uma cidade ou regiões próximas sem depender de pistas longas. Em projetos elétricos, a redução de ruído, a operação em áreas menores e a integração com outros modais são fatores centrais. Mas o setor depende de certificação rigorosa, produção padronizada e controle de segurança para sair da fase experimental. Por isso, a entrada de uma fabricante com experiência em escala industrial chama atenção: fabricar uma aeronave elétrica em volume exige processos mais próximos da aviação certificada do que de protótipos artesanais.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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