A Toyota criou uma joint venture com a Joby Aviation para preparar a produção em massa de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. O projeto combina tecnologia eVTOL, seis rotores inclináveis, velocidade de até 322 km/h, quatro conjuntos independentes de baterias e a experiência industrial da fabricante japonesa.
A Toyota avança para além dos carros híbridos e elétricos ao preparar, com a Joby Aviation, a produção em massa de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. A iniciativa marca uma nova etapa na tentativa de levar a eletrificação ao transporte aéreo urbano.
A parceria criou a Joby Toyota Aero Manufacturing Preparation Company, uma joint venture para aplicar métodos industriais da indústria automotiva ao setor de aviação elétrica. Toyota ficará com 51% da nova empresa, com papel dominante.
A relação entre as duas companhias não começou agora. O projeto é resultado de uma aproximação técnica e financeira construída ao longo de quase uma década, com investimentos de centenas de milhões de dólares feitos pela Toyota na empresa californiana desde 2020.
-
Com motor V12 aspirado de 6.5 litros e 830 cv a 9.250 rpm, torque de 678 Nm e câmbio de dupla embreagem simulando marchas manuais, a nova Ferrari 12Cilindri Manuale acelera de 0 a 100 km/h em 2,9 s, chega a mais de 340 km/h e estreia limitada a 1.499 unidades
-
Ele custa cerca de R$ 62 mil, possui motor 1.3 Firefly, manutenção acessível, mecânica confiável e simples de manter, consumo equilibrado de até 15,6 km/l e bom custo-benefício; conheça o Fiat Cronos 1.3 2021
-
A centenária Cummins revelou o motor X15H que queima hidrogênio puro e emite só vapor de água, entrega mais de 800 km de autonomia e reabastece em 15 minutos, ameaçando a hegemonia do caminhão elétrico
-
Com motor 1.0 de 82 cv, correia banhada a óleo, 6 airbags e R$ 15.000 de desconto, Chevrolet Onix 2026 cai para R$ 86.790, fica mais barato que o Citroën C3 e traz MyLink de 8”, Wi-Fi e OnStar
Toyota leva método automotivo para a aviação elétrica
O ponto central da joint venture é transferir a experiência de produção da Toyota para uma área que ainda enfrenta desafios de escala. A Joby desenvolve aeronaves eVTOL, mas a viabilidade comercial desse tipo de transporte depende de fabricar mais unidades com qualidade rigorosa.
A contribuição japonesa não se limita ao capital. A empresa também leva conhecimento em cadeias de suprimentos, linhas de montagem e controle de qualidade. A proposta é reduzir custos e superar métodos mais artesanais, comuns nas fases iniciais da aviação.
Essa mudança é essencial para ampliar a capacidade de produção da fábrica da Joby na Califórnia. O avanço também precisa acompanhar os processos de certificação regulatória, incluindo auditorias de autoridades internacionais de aviação civil, como a FAA, nos Estados Unidos.
O anúncio foi feito em 30 de junho de 2026 e formalizou a criação da Joby Toyota Aero Manufacturing Preparation Company. A nova empresa terá participação majoritária da Toyota, com 51%, enquanto a Joby ficará com 49%.
Táxi aéreo elétrico mira cidades densas
A aeronave desenvolvida pela Joby foi projetada para operar como um táxi aéreo elétrico em áreas metropolitanas densamente povoadas. O modelo tem seis rotores inclináveis, que podem se orientar para a decolagem vertical e para o voo horizontal de cruzeiro.
Esse desenho permite decolar e pousar sem pistas tradicionais, usando helipontos convencionais ou plataformas urbanas. A aeronave pode atingir velocidade máxima de até 322 km/h, combinando operação vertical com deslocamento mais rápido em rotas urbanas e interurbanas.
O veículo tem capacidade para transportar quatro passageiros e um piloto. A proposta é reduzir o tempo de viagem em determinados trajetos e integrar o serviço a sistemas de transporte já existentes, por meio de parcerias com empresas de compartilhamento e companhias aéreas.
Baterias independentes reforçam segurança operacional
A estrutura elétrica do eVTOL inclui quatro conjuntos de baterias independentes. A configuração busca manter altos níveis de segurança operacional caso ocorra falha imprevista em uma célula, ponto sensível em aeronaves movidas por eletricidade.
Para a Toyota, a iniciativa reforça a transição de uma fabricante tradicional de automóveis para uma companhia de mobilidade global. Nesse movimento, os voos elétricos passam a ser tratados como complemento aos veículos eletrificados que já circulam nas estradas.
Ainda em fase de preparação industrial, a parceria mostra como tecnologias associadas aos carros podem influenciar o futuro da aviação urbana. O desafio agora é transformar engenharia, certificação e produção em escala em um modelo viável de mobilidade aérea elétrica.
Por que a produção em escala é decisiva
A mobilidade aérea urbana busca usar aeronaves de decolagem e pouso vertical para ligar pontos de uma cidade ou regiões próximas sem depender de pistas longas. Em projetos elétricos, a redução de ruído, a operação em áreas menores e a integração com outros modais são fatores centrais. Mas o setor depende de certificação rigorosa, produção padronizada e controle de segurança para sair da fase experimental. Por isso, a entrada de uma fabricante com experiência em escala industrial chama atenção: fabricar uma aeronave elétrica em volume exige processos mais próximos da aviação certificada do que de protótipos artesanais.
