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Após 79 meses de obra e US$ 145 milhões investidos, Nepal se prepara para abrir seu primeiro túnel rodoviário de 2,7 km, que atravessa a rota Nagdhunga-Sisnekhola e promete desafogar o trânsito no Vale de Katmandu

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 05/07/2026 às 12:03 Atualizado em 05/07/2026 às 12:05
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Imagem: Divulgação
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Obra Nagdhunga-Sisnekhola custou cerca de US$ 145 milhões, levou 79 meses para ser concluída e deve abrir em julho de 2026 com cobrança eletrônica, restrições de tráfego e operação 24 horas

O primeiro túnel rodoviário do Nepal, o Nagdhunga-Sisnekhola, deve entrar em operação em meados de julho de 2026, após 79 meses de construção e custo aproximado de US$ 145 milhões. Com 2,7 km, a ligação promete reduzir congestionamentos, encurtar viagens e modernizar a cobrança de pedágio no Vale de Katmandu.

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Primeiro túnel rodoviário do Nepal liga Nagdhunga a Sisnekhola

A construção do túnel Nagdhunga-Sisnekhola foi concluída e entregue formalmente pela empreiteira japonesa Hazama Ando Corporation ao Projeto de Construção do Túnel de Nagdhunga.

A obra começou em 21 de outubro de 2019. O contrato previa conclusão em 42 meses, mas o prazo foi ampliado por causa da pandemia de Covid-19, entraves locais e outros desafios de implementação.

A abertura ao tráfego está prevista para o mês nepalês de Shrawan, que começa em meados de julho. Embora a entrega tenha ocorrido em maio, o governo ainda realiza os preparativos finais antes da operação comercial.

O túnel principal tem 2.688 metros. Ao lado dele, há um túnel de fuga de emergência paralelo com 2.557 metros, estrutura voltada à segurança da ligação.

Nepal levou 79 meses e gastou cerca de US$ 145 milhões para concluir túnel rodoviário de 2,7 km que vai cortar a longa subida entre Nagdhunga e Sisnekhola e mudar o acesso ao Vale de Katmandu
Imagem: Reprodução

Obra deve reduzir congestionamento e tornar a viagem mais segura

A nova ligação foi projetada para oferecer uma rota mais rápida e segura do que a passagem atual entre Nagdhunga e Sisnekhola, marcada por longa subida e descida.

A expectativa é que o túnel receba cerca de 8.800 veículos por dia. A melhoria deve impactar diretamente o transporte pelo Vale de Katmandu, com redução de congestionamentos e ganhos no tempo de deslocamento.

A diretora do projeto, Saujanya Nepal, afirmou que a empreiteira concluiu sua parte e entregou o túnel ao escritório responsável.

A empresa continuará obrigada a corrigir eventuais defeitos de construção durante o período de garantia de um ano.

Segundo Nepal, a instalação de software, os testes do sistema e o treinamento da equipe estão em andamento. As praças de pedágio nos lados de Katmandu e Dhading também foram concluídas.

Os trabalhos de estabilização de taludes e mitigação de deslizamentos de terra no lado de Dhading também foram finalizados antes da abertura ao tráfego.

Túnel rodoviário do Nepal terá pedágio digital com RFID

O contrato de operação e gestão do túnel foi concedido à Yusin-ART JV, formada pela chinesa Yusin e pela nepalesa ART. A empresa ficará responsável pelo funcionamento da estrutura por cinco anos.

Cerca de 150 funcionários serão alocados para operar as instalações. O contrato inclui manutenção do túnel, gestão do tráfego, resposta a emergências, cobrança de pedágio e conservação das vias de acesso de 2,8 quilômetros entre Katmandu e Dhading.

A operação deverá funcionar 24 horas por dia, com garantia de funcionamento ininterrupto.

O diretor executivo da Road Board Nepal, Ganesh Bahadur KC, afirmou que o túnel introduzirá um sistema de pagamento de pedágio totalmente digital, com etiquetas eletrônicas e tecnologia RFID.

Os motoristas poderão usar um N-Tag vinculado à conta bancária. Ao passar pelo pórtico eletrônico, o valor será debitado automaticamente.

Os proprietários de veículos deverão manter depósito de até 2.000 rúpias em suas contas. A Road Board Nepal já iniciou conversas com 13 bancos comerciais de Classe A para integrar o sistema.

Usuários regulares do túnel deverão usar N-Tags. Os veículos também terão adesivos RFID nos para-brisas, permitindo a cobrança automática nas cancelas instaladas nas duas extremidades.

Para motoristas ocasionais sem N-Tag ou adesivo RFID, os pagamentos serão aceitos por códigos QR e Fonepay. A operadora recolherá a receita e depositará diariamente os valores na conta da Road Board Nepal.

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Tarifas variam por tipo de veículo e sentido da viagem

O governo já aprovou as tarifas para diferentes categorias de veículos. Carros e vans pagarão 65 rúpias ao entrar em Katmandu e 60 rúpias no sentido de Dhading.

A estimativa é de 859 carros e vans entrando diariamente em Katmandu pelo túnel e 646 veículos da mesma categoria na direção oposta.

Minibus, caminhonetes e caminhões basculantes pagarão 115 rúpias para entrar em Katmandu e 80 rúpias ao sair do Vale. A projeção diária é de 540 veículos entrando e 406 saindo.

Ônibus e caminhões comuns pagarão 260 rúpias para entrar em Katmandu e 200 rúpias no sentido de Dhading. A previsão é de 794 veículos entrando no vale e 597 saindo.

Caminhões e veículos pesados terão as maiores tarifas: 600 rúpias para entrada em Katmandu e 250 rúpias para saída. O tráfego diário estimado é de 596 veículos pesados entrando e 448 saindo.

Pedestres, motocicletas, triciclos e veículos não motorizados não poderão usar o túnel após a inauguração. A regra consta na Diretiva de Operação de Tráfego do Túnel Nagdhunga-Sisnekhola de 2024.

Veículos que transportam materiais altamente inflamáveis ou explosivos, como gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo, também serão proibidos. Eles deverão continuar pela estrada existente entre Nagdhunga e Sisnekhola.

O projeto foi financiado por empréstimos concessionais do Japão, no valor aproximado de 21,5 bilhões de rúpias, além de contribuição do governo de cerca de 6 bilhões de rúpias.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do material fornecido sobre o Projeto de Construção do Túnel de Nagdhunga, Road Board Nepal e declarações atribuídas a Saujanya Nepal e Ganesh Bahadur KC, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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