A fábrica Ford Halewood no Reino Unido deixou a produção de transmissões tradicionais para montar unidades de propulsão elétrica. Com 420 mil conjuntos por ano, a planta pode equipar 70% dos carros elétricos da Ford vendidos na Europa. A mudança envolve investimento, empregos e uma cadeia de produção espalhada por outros países.
Em 3 de dezembro de 2024, a fábrica Ford Halewood, no Reino Unido, iniciou a produção de unidades de propulsão elétrica e passou a ter capacidade para montar 420 mil conjuntos por ano. O volume pode equipar 70% dos carros elétricos da Ford vendidos na Europa.
As informações foram divulgadas por Ford, montadora americana com operação industrial na Europa. A unidade britânica antes fabricava transmissões tradicionais e foi adaptada para produzir componentes voltados aos veículos elétricos da marca.
O número não representa 420 mil carros completos saindo da fábrica. Halewood produz uma peça central do veículo elétrico, que depois segue para outras unidades responsáveis pela montagem final.
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Unidade de propulsão elétrica é a peça que ajuda o carro a se mover
A unidade de propulsão elétrica é um conjunto de peças que usa eletricidade para colocar o veículo em movimento. Em linguagem simples, ela cumpre uma função parecida com a do conjunto formado pelo motor e pela transmissão em carros movidos a combustível.
Isso não significa que a fábrica produza a bateria, a carroceria ou todos os itens do automóvel. A planta fabrica uma parte importante do sistema que faz o carro elétrico andar.

A mudança ajuda a explicar por que a indústria automotiva está alterando fábricas já existentes. Em vez de montar apenas peças mecânicas, algumas unidades passam a produzir componentes feitos para veículos movidos por eletricidade.
Capacidade de 420 mil conjuntos por ano
A capacidade anunciada representa a quantidade de unidades de propulsão elétrica que Halewood pode montar em um ano. Cada conjunto é enviado para entrar em veículos produzidos em outras fábricas.
Os 420 mil conjuntos anuais podem atender uma parte relevante da linha elétrica da Ford na Europa. O cálculo divulgado aponta que a produção pode equipar 70% dos veículos elétricos da marca vendidos no continente.
Esse percentual não se aplica aos automóveis da Ford movidos a combustível. Ele se refere à parcela de veículos elétricos que pode receber a tecnologia fabricada no Reino Unido.
Investimento de £380 milhões mudou a função da fábrica Ford Halewood
Ford, montadora americana com operação industrial na Europa, informou que a transformação da fábrica recebeu £380 milhões em investimentos. O valor foi destinado à mudança de uma unidade voltada a transmissões tradicionais para uma fábrica de componentes para veículos elétricos.
A fábrica de Halewood se tornou a primeira unidade própria da Ford na Europa dedicada à produção de componentes para veículos elétricos. A mudança marca uma nova função para uma instalação que já atuava no setor automotivo.
Na prática, a transformação mostra que uma fábrica antiga não precisa ser abandonada quando a tecnologia muda. Ela pode receber novos processos e passar a atender outro tipo de veículo.
Centenas de empregos e treinamento acompanham a nova produção elétrica
A mudança em Halewood garantiu centenas de empregos na fábrica britânica. Trabalhadores passaram por treinamento para atuar com tecnologias ligadas aos veículos elétricos e à montagem das unidades de propulsão.
A Ford também destinou £24 milhões para treinamento em Dunton, na Inglaterra. Aprendizes e engenheiros participaram do desenvolvimento de protótipos e receberam preparação para trabalhar com a montagem desses conjuntos elétricos.

A adaptação não depende apenas de máquinas novas. Ela exige profissionais capazes de lidar com peças, testes e processos diferentes dos usados em carros movidos a combustível.
Peça produzida no Reino Unido segue para montagem em outros países
No anúncio de 3 de dezembro de 2024, as unidades produzidas em Halewood estavam destinadas a fábricas de montagem na Romênia e na Turquia. A produção britânica faria parte de uma cadeia distribuída por diferentes países europeus.
Essa divisão ajuda a entender como funciona a indústria automotiva. Uma fábrica pode produzir uma peça importante, enquanto outra recebe esse componente e monta o veículo completo.
O exemplo mostra que fabricar uma peça central não é o mesmo que montar um carro inteiro. Cada etapa pode acontecer em locais diferentes, mas todas fazem parte da mesma cadeia industrial.
A fábrica Ford Halewood passou de produtora de transmissões mecânicas para fabricante de unidades de propulsão elétrica, com capacidade para 420 mil conjuntos por ano. A estrutura pode ajudar a equipar 70% dos carros elétricos da Ford vendidos na Europa.
Você acredita que adaptar fábricas já existentes pode acelerar a produção de carros elétricos no Brasil sem exigir a construção de novas unidades do zero? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe esta publicação.
