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O governo lançou nesta segunda (11/05) o Tesouro Reserva, título público com rentabilidade de 100% da Selic, aplicação mínima de R$ 1 e resgate imediato, voltado para reserva de emergência, por enquanto, é possível investir apenas pelo Banco do Brasil

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 12/05/2026 às 15:21 Atualizado em 12/05/2026 às 15:28
Tesouro Reserva é o novo título público com rentabilidade de 100% da Selic, aplicação mínima de R$ 1 e resgate imediato pelo Pix via Banco do Brasil. Entenda.
Tesouro Reserva é o novo título público com rentabilidade de 100% da Selic, aplicação mínima de R$ 1 e resgate imediato pelo Pix via Banco do Brasil. Entenda.
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O Tesouro Reserva, lançado nesta segunda-feira (11/5) pelo Tesouro Nacional, foi desenhado para servir como reserva de emergência. A aplicação rende 100% da taxa Selic, aceita depósitos a partir de R$ 1 e permite resgate na hora. Por enquanto, o produto só está disponível no aplicativo do Banco do Brasil.

O governo federal lançou nesta segunda-feira (11 de maio) um novo título público destinado a quem quer montar uma reserva de emergência sem abrir mão de liquidez. O Tesouro Reserva entra no mercado como alternativa direta à poupança e aos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) mais conservadores, com rentabilidade equivalente a 100% da taxa Selic, hoje considerada a referência básica de juros da economia.

A aposta do Tesouro Nacional é facilitar a entrada do pequeno investidor no mercado de renda fixa. A aplicação mínima é de apenas R$ 1, o resgate é imediato e os depósitos podem ser feitos por Pix em quase todos os horários da semana. Por ora, o produto está restrito ao aplicativo do Banco do Brasil, sem previsão de quando outras instituições financeiras passarão a oferecer.

O que é o Tesouro Reserva e como ele se diferencia

Fonte: GOV

O Tesouro Reserva é um título público emitido pelo Tesouro Nacional, dentro do mesmo guarda-chuva do Tesouro Direto. A diferença está na proposta: ele foi desenhado especificamente para funcionar como reserva de emergência, sem a complexidade que costuma assustar quem está começando a investir.

A rentabilidade equivale a 100% da taxa Selic, que é a referência básica de juros da economia brasileira. Isso significa que o rendimento acompanha o que o mercado considera o piso seguro para aplicações de renda fixa.

O produto se posiciona como concorrente direto da poupança, que tem rendimento inferior, e dos CDBs de liquidez diária oferecidos pelos bancos. A diferença é que o investidor empresta diretamente para o governo, sem intermediação de uma instituição privada.

Aplicação a partir de R$ 1 e resgate imediato

O ponto que mais chama atenção no novo título é a barreira de entrada. É possível começar a investir no Tesouro Reserva a partir de apenas um real, valor simbólico que abre o produto para o público que nunca aplicou em renda fixa.

A liquidez também é um diferencial importante. O investidor pode resgatar o valor aplicado quando quiser, sem precisar esperar carência ou prazos de vencimento.

A operação acontece pelo Pix, o que dá agilidade tanto na aplicação quanto na retirada. Os depósitos podem ser feitos em quase todos os horários da semana, com exceção do intervalo entre 0h e 1h da madrugada, quando o sistema fica fora do ar para manutenção.

Por que o Tesouro Reserva foi pensado como reserva de emergência

A reserva de emergência é um conceito básico de planejamento financeiro pessoal. Trata-se de um valor guardado em aplicação segura e líquida, pronto para ser usado em imprevistos como desemprego, problemas de saúde ou despesas inesperadas.

Até agora, a maior parte dos brasileiros mantinha esse dinheiro na poupança, mesmo com rentabilidade considerada baixa pelo mercado. O Tesouro Reserva chega para oferecer uma alternativa com retorno maior, sem perder a praticidade de saque imediato.

O governo enxerga ainda um movimento de educação financeira por trás do lançamento. Ao reduzir a complexidade do acesso a títulos públicos, a expectativa é que mais pessoas migrem da poupança para aplicações com melhor rendimento.

Como investir e onde encontrar o produto

Por enquanto, o acesso ao Tesouro Reserva está limitado a um único canal. O investimento só pode ser feito pelo aplicativo do Banco do Brasil, e ainda não há previsão oficial de quando outras instituições financeiras passarão a oferecer o produto.

A escolha do Banco do Brasil como porta de entrada inicial está ligada à parceria entre o banco público e o Tesouro Nacional para a estruturação do novo título. Outras corretoras e bancos podem ser incluídos no futuro, segundo informações divulgadas pelo governo.

Para investir, o usuário precisa ter conta no Banco do Brasil, acessar o aplicativo e escolher o produto na seção de investimentos. O depósito é feito por Pix e o saldo aparece quase que instantaneamente na conta de investimentos.

Quais taxas e impostos incidem sobre a aplicação

Mesmo simples, o Tesouro Reserva não está completamente isento de custos. Três taxas podem incidir sobre o investimento, e é importante conhecê-las antes de aplicar.

A primeira é a taxa de custódia, de 0,20% ao ano, mas que só é cobrada sobre valores superiores a R$ 10 mil. Para o pequeno investidor que mantém valores abaixo desse teto, o custo de custódia não se aplica.

A segunda taxa é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A cobrança só ocorre quando o resgate é feito em prazo inferior a 30 dias após a aplicação, com alíquota regressiva conforme o tempo de permanência.

Por fim, há o Imposto de Renda sobre o rendimento, segundo a tabela regressiva aplicada aos demais títulos do Tesouro Direto. Quanto maior o tempo de aplicação, menor a alíquota cobrada sobre o ganho.

Como o Tesouro Reserva se compara à poupança e aos CDBs

A poupança rende, em regra atual, 70% da Selic mais a Taxa Referencial quando os juros básicos estão acima de 8,5% ao ano. Já o Tesouro Reserva paga integralmente 100% da Selic, o que tende a resultar em ganho líquido maior para o investidor, mesmo descontados os impostos.

Em relação aos CDBs de liquidez diária, a comparação é mais variável. Bancos digitais costumam oferecer CDBs com rentabilidade entre 100% e 110% do CDI, índice próximo da Selic, mas com diferenças entre instituições e protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil.

O Tesouro Reserva, por sua vez, é garantido pelo governo federal, considerado o emissor mais seguro do mercado nacional. A escolha entre um e outro depende do perfil do investidor, da estrutura de impostos e da relação que ele já tem com cada instituição financeira.

O lançamento do Tesouro Reserva entra em um momento em que muitos brasileiros buscam alternativas mais rentáveis para o dinheiro parado na conta corrente ou na poupança. Com aplicação mínima baixíssima e resgate por Pix, o produto reduz barreiras que historicamente afastaram o pequeno investidor da renda fixa pública.

E você, o que pensa sobre essa novidade? Pretende abrir conta no Banco do Brasil só para investir no Tesouro Reserva? Acredita que o produto tem potencial para substituir a poupança no Brasil? Deixe seu comentário, conte sua estratégia financeira e marque alguém que precisa conhecer essa opção.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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