Disputa iniciada no Tribunal Superior de Londres coloca direitos autorais, concorrência digital e uso de imagens de produtos no centro de uma batalha entre duas gigantes do comércio eletrônico.
Uma disputa judicial entre Shein e Temu abriu um novo capítulo no mercado global de fast-fashion. O caso começou nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, no Tribunal Superior de Londres, com acusações envolvendo direitos autorais, fotos de produtos e concorrência no comércio eletrônico.
A Shein acusa a Temu de violação de direitos autorais “em escala industrial”. Segundo a empresa, a rival teria usado milhares de fotos ligadas aos seus produtos para anunciar peças semelhantes em sua própria plataforma digital.
A acusação também aponta que a Temu teria tentado obter vantagem competitiva ao utilizar imagens associadas às coleções da Shein. Conforme os argumentos apresentados no tribunal, a prática teria permitido à rival “pegar carona” em uma concorrente mais consolidada.
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Disputa judicial expõe tensão crescente no fast-fashion
O advogado Benet Brandreth, representante da Shein, afirmou que a Temu teria buscado vantagem sobre uma empresa já estabelecida no mercado. Para a Shein, o uso das imagens teria criado uma vantagem injusta dentro do comércio eletrônico global.
A Temu nega as acusações. A empresa afirma que a Shein utiliza ações judiciais como estratégia para limitar a concorrência no setor de fast-fashion.
A disputa amplia uma batalha internacional entre duas plataformas que cresceram rapidamente com roupas, acessórios e gadgets vendidos a preços baixos. O conflito também reforça o debate sobre propriedade intelectual no varejo digital.

Temu abandona parte da defesa sobre fotos de produtos
Durante o julgamento, Brandreth declarou que a Temu deixou de contestar acusações ligadas a quase 2.300 fotografias produzidas por funcionários da Shein.
A Temu, controlada pela PDD Holdings, apresentou uma ação reconvencional contra a Shein. A empresa busca indenização após ter removido milhares de anúncios de produtos por causa de uma liminar obtida pela rival.
A plataforma também acusa a Shein de violar leis de concorrência. Segundo a Temu, fornecedores de moda rápida teriam sido vinculados a acordos de exclusividade, limitando negociações com concorrentes.
Essa parte do processo deverá ser julgada apenas no próximo ano. Por isso, o julgamento atual se concentra principalmente nas acusações de uso indevido de imagens e remoção de anúncios.
Disputa pode impactar comércio eletrônico global
O julgamento em Londres representa mais um capítulo da rivalidade entre Shein e Temu. As empresas também movem processos uma contra a outra nos Estados Unidos.
O caso ocorre em meio ao aumento do escrutínio regulatório sobre plataformas digitais de baixo custo. Nos últimos anos, as duas companhias ampliaram operações internacionais com forte presença no comércio eletrônico.
Mudanças regulatórias também pressionam o modelo de crescimento das empresas. Segundo o texto base, os Estados Unidos encerraram no ano passado a isenção alfandegária aplicada a pequenos pacotes de comércio eletrônico.
A União Europeia pretende seguir medida semelhante em julho. Esse movimento pode afetar custos, logística e competitividade das plataformas globais de vendas baratas.
A batalha entre Shein e Temu, portanto, ultrapassa a disputa por fotos de produtos. O caso envolve direitos autorais, práticas comerciais, fornecedores e o futuro do fast-fashion no comércio eletrônico internacional.
A disputa entre as plataformas poderá redefinir as regras do varejo digital global nos próximos anos?

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